Não concordo em toda a linha com a justificativa que a Federação Nacional dos Policiais Federais (FENAPEF) dá ao emprego de algemas na prisão de denunciados e investigados em operações da PF. Reconheço, no entanto, o direito deles de terem posições divergentes das minhas, e mantendo respeito que desde o princípio adotei neste blog, dou espaço à nota que a entidade emitiu sobre a questão.
"Vale salientar que as referidas condutas (de policiais) - explica a nota da FENAPEF - quase sempre, são de responsabilidade de delegados da PF, coordenadores das operações ou dirigentes do órgão, pela ânsia de holofotes da mídia, numa clara tentativa de se promoverem, por razões pessoais, corporativistas ou políticas, em detrimento do compromisso institucional da Polícia Federal e à revelia dos demais policiais que participam do planejamento e da execução do trabalho, sempre em equipe, com cautela, discrição e profissionalismo."
No documento, a entidade justifica, também, que "não raro, policiais federais são surpreendidos com a presença dos profissionais da imprensa, nos locais de cumprimento de mandados judiciais de busca e apreensão e de prisão, decorrente do vazamento antecipado de informações, que acabam por propiciar a espetacularização de algumas operações policiais, principalmente aquelas com maior potencial de impacto na mídia."
Este é um ponto que combato sempre, até porque se não houvesse policiais que buscassem "os holofotes" e a "espetacularização" das prisões, e não avisassem a mídia, operações da PF que legalmente têm de ser deflagradas e desenvolvidas com as devidas cautela e reserva seriam cumpridas dessa forma.
"Ao tempo em que defende os interesses dos policiais federais, aqueles que agem na estrita legalidade, a FENAPEF, também, espera a apuração rigorosa de eventuais excessos, abusos e ilegalidades, a fim de preservar os interesses mais elevados da instituição e, principalmente, do Estado Democrático de Direito", conclui a FENAPEF.
Do Zé
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