Agosto 31, 2009

Rede Globo permite a tortura e morte de animais em troca de audiência

Cresce o movimento que protesta contra a péssima programação das televisões e o alvo agora foi o programa da rede Globo: No Limite.

A busca por audiência a todo custo para faturar com propaganda, merchandising, promoção, eventos afim de obter lucros gigantescos tem sido o grande objetivo desta oligarquia da mídia de mercado que não vê limite para conseguir suas metas.
O site Terra registrou o movimento do grupo reunido pelo site http://www.ativismo.com/, que luta pelos direitos dos animais, e que hoje ficou em frente ao prédio da Rede Globo de Televisão, em São Paulo, para um protesto contra o programa.

Cenas onde os participantes do reality aparecem comendo animais vivos e matando bichos são consideradas agressões aos animais que sofrem para a Globo faturar.

Ativismo

Diz o texto no site que reuniu os manifestantes:

A indignação toma conta das pessoas providas do mínimo de sensibilidade. A Rede Globo de Televisão, famosa pela manipulação de notícias, nos brinda agora com baixaria criminosa em busca de audiência.

O programa NO LIMITE incita seus participantes a cometerem crimes ambientais, envolvendo a crueldade com animais (como partir peixes vivos ao meio com dentadas, comendo-os ainda vivos; retirar pintos de dentro de ovos, comendo-os em seguida; perseguir e matar galinhas, forjando um falso estado de necessidade), em troca de dinheiro. Há também a apologia a estes crimes, além de formação de quadrilha para cometê-los.

Confecom

A Globo é um dos grupos de comunicação que faz parte do mínimo número de concessionários da rádio difusão, da oligarquia da mídia de mercado, e que não concordou em participar das discussões sobre a regulamentação da comunicação no Brasil que acontecerá na primeira Conferência Nacional de Comunicação em dezembro dias 1, 2 e 3. Será que eles tem medo de discutir sobre liberdade de expressão com a população?

Do Cartão Laranja

Agosto 23, 2009

CONFERÊNCIA SOBRE JORNALISMO DO FUTURO TENTA IGNORAR A INTERNET

A internet foi tratada, ao longo da conferência, principalmente como ferramenta de pesquisa, assunto explorado com competência por diversos especialistas no tema, como o brasileiro José Roberto de Toledo e o norte-americano Christian Miller, do site jornalístico independente ProPublica.

Quase nada se falou sobre as mudanças que a internet e as novas tecnologias estão impondo na forma de fazer jornalismo. Três exemplos de jornalismo investigativo realizado hoje por veículos de internet na região latino-americana se fizeram representar em Lima: o Ciper do Chile, o El Faro de El Salvador e o Congresso em Foco. Mas, nos três casos, as apresentações se concentraram no trabalho jornalístico realizado por esses sites, reservando-se pouco tempo para a compreensão da nova realidade em que eles procuram atuar e se viabilizar.

Tampouco houve maior discussão sobre os desafios enfrentados para construir um modelo de negócios capaz de sustentar o jornalismo independente, seja na internet ou na mídia tradicional. Esta, agora procurando se renovar para fazer frente à crescente queda de audiência e rentabilidade, causada sobretudo pelo fato de uma massa cada vez maior de pessoas preferir acessar na rede, geralmente de graça, as informações antes disponíveis apenas nos veículos off line. Aquela, ainda amargando os efeitos dos preconceitos e do desconhecimento de sua força e credibilidade por parte de potenciais patrocinadores, anunciantes ou financiadores.

O que se ouviu muito foi a constatação de um dos efeitos mais notáveis da crise em curso: o enxugamento das redações. “Há uma profunda crise do jornalismo e do jornalismo de investigação, com redução das redações em toda parte”, observou Gustavo Gorriti, um dos mais reconhecidos jornalistas latino-americanos e jurado do prêmio Ipys.

Outro jurado do prêmio, o também renomado jornalista Gerardo Reyes, enfatizou as condições difíceis em que se faz jornalismo na região. “O jornalismo investigativo é um trabalho de gente solitária, é um esforço solitário”, disse.

Encerrada a conferência, José Roberto de Toledo, coordenador da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji www.abraji.org.br), fornecia algumas pistas quanto ao futuro que nos espera. Na opinião dele, sobretudo na internet, mas não só nela, há uma “tendência clara” de se multiplicarem os veículos independentes sem fins lucrativos, constituídos formalmente por organizações não-governamentais, como o Ciper e o ProPublica. Na mídia tradicional, acredita Toledo, “o desafio é disseminar as técnicas de investigação jornalística”.

Com a revolução tecnológica, acredita Toledo, não faz mais sentido – se é que fez algum dia – simplesmente “reproduzir informações” ou servir de mero “intermediário entre as autoridades e o público”. “Esse papel não existe mais. Se quer dar uma informação, a autoridade publica no site, no blog ou no Twitter. Se o jornal deixar de fazer jornalismo investigativo, o leitor vai procurar as informações que deseja no Congresso em Foco, não no jornal”.

Ele se diz, no entanto, otimista. No seu entender, o jornalismo na região, e em especial no Brasil, tem melhorado: “O que se faz hoje, na média, é melhor do que aquilo que se fazia há dez anos, que já era melhor do que o que se fazia 20 anos antes. No Brasil, há 20 anos, não havia investimento em jornalismo investigativo. Depois, tivemos a fase do denuncismo, em que a investigação não era do jornalista, mas do Ministério Público, da polícia ou de outros órgãos. Hoje, temos uma imprensa investigativa atuante e disseminada por vários veículos e cidades do país”.

Por Sylvio Costa

Agosto 18, 2009

Hipocrisia Midiática - Liberdade de expressão, um blefe da ANJ

Seminário programado para amanhã em Brasília comemora os 30 anos de fundação da Associação Nacional de Jornais (ANJ). É o pretexto para vasto noticiário publicado hoje sobre a entidade, todo na linha de que ela é um dos grandes baluartes na defesa da liberdade de expressão. Numa análise mais isenta, tenho que dizer tranquilamente que não é. Pode ser, isto sim, defensora da liberdade de imprensa - mas, desta publicar o que é de seu interesse, o que as empresas jornalísticas querem.

A ANJ é uma das seis entidades, todas representantes das empresas de comunicação, que há pouco mais de uma semana retirou-se da comissão organizadora da Conferência Nacional de Comunicação (CONFECOM), convocada pelo governo Lula e programada para o período de 1 a 3 de dezembro próximo.

Os empresários, a ANJ à frente, queriam limitar a pauta da Conferência ao futuro, enquanto a sociedade civil quer discutir o passivo da radiodifusão. Exigiam, ainda, quórum qualificado para determinadas votações. O governo aceitou o quórum qualificado para determinados temas, mas descartou atribuir às entidades qualquer poder de veto ao debate.

A liminar contra o Estadão

No pauta dos temas a serem discutidos no seminário amanhã, figuram a liminar concedida pela desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF), que proibiu o Estadão de publicar reportagens sobre a investigação da Polícia Federal (PF) contra Fernando Sarney, e as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que extinguiram a Lei de Imprensa e a exigência do diploma para jornalistas.

A decisão do TJ-DF continua a ser explorada pelos grandes jornalões e pela mídia em geral como "censura" à imprensa, mesmo quando todos os especialistas que se manifestam à luz do direito reconhecem que ela não configura censura, mas a proibição liminar à prática de uma irregularidade: a divulgação de notícias sobre Fernando Sarney com base no vazamento ilegal de informações retiradas do processo instaurado pela PF e que corre em segredo de justiça.

Por ZD

Agosto 13, 2009

GUERRA MIDIÁTICA - QUEM PERDOA É DEUS


A Globo quer destruir a Record. Conseguiu requentar umas denuncias antigas e partiu para o fogo cerrado. Mesmo negando, desconfia-se que seja também pelo fato da Record não fazer o jogo sujo político da oposição, Jose Serrágio estaria apoiando também financeiramente a Globo nesta batalha. A Record dize que vai desmascarar a Globo porque desta vez ela foi longe demais.

Alguns reporter e jornalistas que agora estão na Record não se conformam com este jogio sujo e já estão denunciando seus ex-patrões da Globo nas suas tramoias financeiras e quanto aos interesses políticos da emissora dos Marinho.

Para o grupo do SBT de Silvio Santos o melhor seria a record sair ganhadora nesta batalha porque a Globo não é digna de confiança e o próximo poderá ser ele. Melhor desta vez a Record ir até o final não dá para acreditar na Globo, fez um estrago danado e agora só sobrou desmascara-la.

Quem planta vento colhe tempestade.

Comentário no Blog Soldadonofront

Agosto 04, 2009

A Lei também é Para Todos - Juiz determina multa caso o Estadão viole sigilo de Justiça

O desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), estipulou multa de R$ 150 mil caso o jornal “O Estado de S.Paulo” continue publicando informações da operação Boi Barrica que estão sob sigilo de Justiça. A multa vai acontecer “a cada violação do presente comando judicial”, ou seja, a cada nova matéria que vier a ser publicada.

A decisão, em atendimento a recurso judicial apresentado pelo empresário Fernando Sarney, determina também que o portal do jornal suspenda a veiculação de arquivos de áudio da investigação da Polícia Federal e que os demais veículos de comunicação utilizem o material publicado.

O desembargador acatou o argumento dos advogados do empresário, afirmando que o jornal praticou crime ao publicar trechos de conversas telefônicas gravadas com autorização judicial contendo informações que atingem a honra da família Sarney. “Uma enxurrada de diálogos íntimos, travados entre membros da família, veio à tona da forma como a reportagem bem entendeu e quis”, ressaltam os advogados no pedido.

C/A

Patrulha Ideológica

Recentemente a revista Veja junto com a Globo vêm travando uma guerra ideológica e patrulhamento dos livros didáticos que são distribuídos gratuitamente aos alunos pelos governos. A "denúncia" surgiu quando uma mãe disse que o livro da filha tinha conotações politico-ideólogicas marxistas e que isso ela não aceitava. A revista Veja, como era de se esperar, veio com a reportagem e a partir daí o diretor de "jornalismo" da Globo Ali Kamel se juntou ao coro anti-subversivo desses livros.
Os artigos de Kamel e de outros reacionários de plantão que acreditam no que ele e a Veja escrevem fez parecer que voltamos na era do macarthismo. O macarthismo ficou conhecido como a época em que o senador dos EUA Joseph McCarthy perseguia e denunciava qualquer um que ele achasse ter vínculo ou idéias que simpatizavam com o comunismo as quais eram chamadas de subversivas e que foi muito bem retratado no filme de George Clooney chamado Boa Noite Boa Sorte (Good Night Good Luck).

Kamel escreveu e pediu o cancelamento da distribuição dos livros de história que continham "erros" sobre assuntos como o período maoísta na China (o livro não dizia que Mao era responsável pelo assassinato de milhões de chineses), sobre o "sagrado" sistema capitalista e acusou o governo brasileiro de tentar doutrinar os alunos com tal ideologia esquerdista. A partir disso, o jornalista Luis Nassif entrou na discussão e apresentou a verdadeira intenção de Kamel que era a de favorecer a editora que pertence a Globo que teria perdido uma fatia dos milhões de reais que os governos destinam para a compra desses livros.

Vale lembrar que esse livro referido por Kamel fazia 10 anos que estava em circulação e que recentemente já teria sido reprovado e suspendido pela avaliação do MEC e de professores. Quem faz a seleção dos livros didáticos são o MEC e os professores das áreas referidas, portanto, não teria nenhuma interferência do governo na escolha, mas sim pura paranóia guerra fria de Ali Kamel.

Sou professor eventual de biologia da rede pública e já vi alguns livros que são distribuídos que continham muitos erros, mas se eu vou dar aula e os alunos possuem o livro, com certeza identificarei tais erros e corrigirei com os alunos. O mesmo vai ser feito pelos professores de história, pois se o livro tiver tais imprecisões históricas o professor vai saber corrigir isso com os alunos e pronto. Não precisa fazer tempestade em copo d´água como esta fazendo Kamel e seus patrulhas do CCC (comando de caça aos comunistas que existiu na época da ditadura brasileira) na imprensa. Qual será a verdade que Kamel quer que seja passada aos alunos da rede pública? Vai ver seria melhor os professores de história e geografia deixarem de lado esses livros para usar a revista Veja e o jornal O Globo onde Ali Kamel escreve suas asneiras, na sala de aula.

Não sei o porque do alarde de Kamel e outros com medo de isso "contaminar" a mente dos alunos e como ultimamente uma escritora aqui de Piracicaba escreveu que o "mal já foi feito". Que mal seria esse? Seria o mal de ter alunos contestadores do sistema tornando-os subversivos?
Garanto que esses 10 anos que o livro circulou nas escolas, não se formou grupos de estudantes Maoístas revolucionários tentando acabar com o sistema capitalista e nem fez aumentar a filiação do partido comunista no Brasil. Assim os alunos se interessassem e lêssem os livros com o intuito de formar uma ideologia, pois quem sabe assim não teríamos alunos tão apáticos como hoje em dia.

Enfim, essa discussão ainda esta dando o que falar e nada vai adiantar mais uma vez a imprensa vir com mais essa retórica anti-esquerda que adota diariamente para também tentar interferir no processo educacional tentando doutrinar até os professores com essa paranóia.