Abril 24, 2009

MÍDIA POLÍTICA - NÃO ERA O CONTRÁRIO?!

Nossa (nossa?) imprensa não escreve sempre que as FARCs é que são financiadas pelo tráfico?

Chefe do narcotráfico diz ter financiado campanha presidencial de Uribe
BBC Brasil


Um dos mais poderosos chefes do narcotráfico na Colômbia afirmou ter financiado a campanha eleitoral do presidente colombiano, Álvaro Uribe, alegando que era a única maneira de livrar o país da "ameaça comunista".

Diego Murillo, conhecido como "Don Berna", foi condenado na quarta-feira por uma corte dos Estados Unidos a 31 anos de prisão e ao pagamento de US$ 4 milhões em multas pelo crime de narcotráfico.

Após ser condenado, "Don Berna" disse que fez campanha a favor de Uribe e que vendia drogas "para ajudar a seu povo".
...
As declarações de "Don Berna" vêm a público em um momento que em congressistas governistas tentam aprovar uma reforma constitucional e um projeto de referendo para aprovar a candidatura de Uribe a um terceiro mandato presidencial.

Criadas em 1980 com o financiamento de latifundiários e líderes de direita, sob o argumento de combater as guerrilhas, os grupos paramilitares (AUC) são responsabilizados por milhares de assassinatos e de outros crimes relacionados com o narcotráfico.

Por Esquerdopata

Abril 18, 2009

Diagnóstico - Miriam Leitão é uma pessoa doente


Opinião do mestre (pela Harvard University) Stephen Kanitz:

Miriam Leitão é uma pessoa doente!

Ele é fino demais para dizer diretamente isso, mas eu não sou.

Comércio Bate Recorde


Abaixo, coloquei o link para um post da jornalista Miriam Leitão, que finalmente dá uma boa noticia: a de que o comércio bate recorde.

Mas parece que o faz ainda sem muita fé na boa notícia. Diz ela: "Perguntei a um dos coordenadores do IBGE, Nilo Macedo, como isto era possível dentro de um contexto de crise".

Isso explica o que está ocorrendo com parte da nossa imprensa. É o que psicólogos chamam de negação da realidade. Apesar de todos os sinais contraditórios, a pessoa insiste em acreditar na premissa, e não nos fatos. Eis o porquê da frase: "como isto é possível dentro de um contexto de crise".

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Por Esquerdopata

Abril 09, 2009

Mídia Rasteira e Golpista - Folha conseguiu desencadear campanha contra Dilma

Com o material que publicou domingo pp (05.04) sobre a ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Rousseff, a Folha de S. Paulo atingiu seu objetivo de fazer campanha contra a candidata lançada pelo PT à presidência da República na eleição do ano que vem.

Só não conseguiu mais sucesso porque, por enquanto, está sozinha em sua empreitada e está tímida no combate à candidatura Dilma. Ao contrário do que habitualmente faz com matérias exclusivas, não voltou a falar e a repercutir o material que publicou domingo, prefere campanha indireta, discreta contra a candidatura da ministra.

Seu Painel do Leitor, no entanto, com a publicação de cartas de leitores desde a 2ª feira pp (06.04) mostra que o jornal atingiu seu propósito de ter uma tribuna diária de ataques à Dilma Rousseff e à sua pré-candidatura.

Documentos Forjados

Mas, seus leitores, o público e os brasileiros em geral continuam à espera dos esclarecimentos da Folha de S.Paulo sobre como e onde ela teve acesso e obteve as cópias dos documentos do DEOPS que utilizou no material publicado domingo sobre a ministra-chefe da Casa Civil.

Para o jornal está difícil essa explicação, porque tudo indica que eles foram forjados, já que comparados com os da Justiça Militar provam que, ao contrário do que afirmou a Folha, a ministra não participou das ações armadas.

Essa não participação, de resto, é confirmada em cartas e entrevistas por seu companheiro de luta naquele período da ditadura, Antônio Roberto Espinosa, jornalista cujo depoimento a Folha usou para "justificar" o material sobre a ministra.

Só esperamos que não exista o dedo do governo do Estado por detrás dessas matérias e da adulteração dos documentos que estavam no DEOPS. Remember o episódio Lunus que alijou a senadora Roseana Sarney (PMDB-MA) da disputa sucessória presidencial de 2002 e quem foi apontado como autor daquela ação nos bastidores.

Por ZD

Abril 04, 2009

1. DE ABRIL DE 1964, UM GOLPE DE ESTADO. HOJE, UM GOLPE NA MEMÓRIA

A história é construída, de acordo com as visões de quem a escreve. Não há posicionamento isento de posicionamentos ideológicos, políticos, religiosos ou filosóficos, em relato algum.

Boa parte do que ouvimos, lemos ou vemos, é fruto de uma visão específica de mundo, de uma forma de se ver, compreender, e por fim, organizar num todo compreensível, o fato, ou fatos de determinado período período. Geralmente contada, do ponto de vista dos vencedores, ou daqueles que de uma forma ou de outra, se sobressaem, se destacam no evento.

A história do golpe civil militar de 1º de Abril de 1964, normalmente narrado como ocorrido, na madrugada do dia 31 de Março (madrugada do dia 31 de março? Se já passara da meia-noite é 1º de Abril), é um conto daqueles que viram o golpe, e a ditadura que se seguiu, como algo bom, que não poderia ser relacionado com o dia mundialmente conhecido como sendo o da mentira, ada infâmia. Uma forma de iniciar a narrativa dos "Vencedores".

Muitos aspectos do deplorável regime que fora instalado no país, nos anos que se seguiram ao golpe, são narrados dessa forma. Em especial pelos veículos de comunicação, que dele participaram.

Esses grupos, que hoje carregam a bandeira da "Liberdade de Imprensa", não se importaram em ter sua liberdade cerceada por esse regime, pelo menos não enquanto seus cofres eram "recheados" por esse.

Abaixo alguns exemplos de como esses "defensores da democracia" noticiaram o golpe de 1º de abril de 1964. A visão dos "vencedores", dos que veem a História, como algo construído por seres "selecionados", sendo o restante da humanidade, "efeito colateral":

De Norte a Sul vivas à Contra-Revolução

“Desde ontem se instalou no País a verdadeira legalidade ... Legalidade que o caudilho não quis preservar, violando-a no que de mais fundamental ela tem: a disciplina e a hierarquia militares. A legalidade está conosco e não com o caudilho aliado dos comunistas”
(Editorial do Jornal do Brasil - Rio de Janeiro - 1º de Abril de 1964)

“Multidões em júbilo na Praça da Liberdade".

Ovacionados o governador do estado e chefes militares.O ponto culminante das comemorações que ontem fizeram em Belo Horizonte, pela vitória do movimento pela paz e pela democracia foi, sem dúvida, a concentração popular defronte ao Palácio da Liberdade. Toda área localizada em frente à sede do governo mineiro foi totalmente tomada por enorme multidão, que ali acorreu para festejar o êxito da campanha deflagrada em Minas (...), formando uma das maiores massas humanas já vistas na cidade”
(O Estado de Minas - Belo Horizonte - 2 de abril de 1964)

Os bravos militares

“Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares que os protegeram de seus inimigos”“Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais”
(O Globo - Rio de Janeiro - 2 de Abril de 1964)

Carnaval nas ruas

“A população de Copacabana saiu às ruas, em verdadeiro carnaval, saudando as tropas do Exército. Chuvas de papéis picados caíam das janelas dos edifícios enquanto o povo dava vazão, nas ruas, ao seu contentamento”
(O Dia - Rio de Janeiro - 2 de Abril de 1964)

Escorraçado

“Escorraçado, amordaçado e acovardado, deixou o poder como imperativo de legítima vontade popular o Sr João Belchior Marques Goulart, infame líder dos comuno-carreiristas-negocistas-sindicalistas.Um dos maiores gatunos que a história brasileira já registrou., o Sr João Goulart passa outra vez à história, agora também como um dos grandes covardes que ela já conheceu”
(Tribuna da Imprensa - Rio de Janeiro - 2 de Abril de 1964)

“A paz alcançada"

A vitória da causa democrática abre o País a perspectiva de trabalhar em paz e de vencer as graves dificuldades atuais. Não se pode, evidentemente, aceitar que essa perspectiva seja toldada, que os ânimos sejam postos a fogo. Assim o querem as Forças Armadas, assim o quer o povo brasileiro e assim deverá ser, pelo bem do Brasil”
(Editorial de O Povo - Fortaleza - 3 de Abril de 1964)

“Ressurge a Democracia !"

Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente das vinculações políticas simpáticas ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é de essencial: a democracia, a lei e a ordem.Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas que, obedientes a seus chefes, demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições”“Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ter a garantia da subversão, a ancora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada ...”
(O Globo - Rio de Janeiro - 4 de Abril de 1964)

“Milhares de pessoas compareceram, ontem, às solenidades que marcaram a posse do marechal Humberto Castelo Branco na Presidência da República ...O ato de posse do presidente Castelo Branco revestiu-se do mais alto sentido democrático, tal o apoio que obteve”
(Correio Braziliense - Brasília - 16 de Abril de 1964)

Vibrante manifestação sem precedentes na história de Santa Maria para homenagear as Forças Armadas”“Cinquenta mil pessoas na Marcha Cívica do Agradecimento”
(A Razão - Santa Maria - RS - 17 de Abril de 1964)

“Vive o País, há nove anos, um desses períodos férteis em programas e inspirações, graças à transposição do desejo para a vontade de crescer e afirmar-se.Negue-se tudo a essa revolução brasileira, menos que ela não moveu o País, com o apoio de todas as classes representativas, numa direção que já a destaca entre as nações com parcela maior de responsabilidades”.
(Editorial do Jornal do Brasil - Rio de Janeiro - 31 de Março de 1973)

“Sabíamos, todos que estávamos na lista negra dos apátridas - que se eles consumassem os seus planos, seríamos mortos. Sobre os democratas brasileiros não pairava a mais leve esperança, se vencidos. Uma razzia de sangue vermelha como eles, atravessaria o Brasil de ponta a ponta, liquidando os últimos soldados da democracia, os últimos paisanos da liberdade”
(O Cruzeiro Extra - 10 de Abril de 1964 - Edição Histórica da Revolução - “Saber ganhar” - David Nasser)

“Golpe? É crime só punível pela deposição pura e simples do Presidente. Atentar contra a Federação é crime de lesa-pátria. Aqui acusamos o Sr. João Goulart de crime de lesa-pátria. Jogou-nos na luta fratricida, desordem social e corrupção generalizada”.
(Jornal do Brasil, edição de 01 de abril de 1964.)

"Participamos da Revolução de 1964 identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada". Editorial do jornalista Roberto Marinho, publicado no jornal "
(O Globo", edição de 07 de outubro de 1984, sob o título: "Julgamento da Revolução". )

** Homenagem àqueles que foram relegados por essa imprensa servil, que tenta reescrever nossa História, deixando para os que resistiram, apenas a posição de "efeito colateral". E aos arbitrariamente presos, expulsos, torturados e mortos pelo regime nascido do 1º de abril de 1964.

Postado por Cristiano Freitas Cezar

Abril 01, 2009

Pesos e medidas (a convergência mídia / oposição)

O profissional da mídia que trabalha com política com freqüência defende um lema: jamais ser chapa branca! Isso significa basicamente que este profissional terá um posicionamento crítico em relação ao governo. A idéia é não permitir que os veículos de comunicação sejam apenas reprodutores dos discursos oficiais e sempre estimular uma visão crítica na audiência. Este lema tornaria natural a oposição praticada por jornalistas e justificaria boa parte das críticas da mídia ao governo Lula. Mas vamos examinar como este lema funciona na prática em dois casos recentes:

Economia: precaução x terrorismo

Na abertura do Jornal da Globo do dia 18 de março, o apresentador William Wack anunciou o pacote de Obama que vai injetar 1 trilhão na economia americana. Depois da informação, William acrescentou um comentário: “o problema é que a história está cheia de exemplos de pacotes que não deram certo...” Será papel da Imprensa estimular pessimismo diante da crise internacional? Será que o jornalista – para não cometer o erro de reproduzir o discurso otimista do governo – deve partir para o exato oposto e pregar terrorismo? Imagino que não. Especialmente com pura especulação e achismo. Baseado em que dados, análises, estatísticas, William Wack parte do pressuposto de que o plano americano vai dar errado? Ora, a história também não tem exemplos de intervenções governamentais na Economia que deram certo? Pois muitos dos próprios jornalistas, desde a eclosão da crise, não vivem mencionando o PROER, plano econômico elaborado por FHC durante seu Governo, como exemplo de plano bem sucedido?! Com elogios rasgados, eufóricos, praticamente uma tietagem ao tucano! A Miriam Leitão, por exemplo, já vi várias vezes. E aí? Onde fica a prática de oposição e fiscalização do Governo? Diante do PSDB, tudo bem ser chapa Branca? No que diz respeito à economia, penso que a mídia deveria manter-se honesta aos fatos. O terrorismo é irresponsável e só contamina o ambiente com desconfiança, travando os investimentos, a produtividade e a geração de empregos, o que interesse apenas a segmentos da oposição partidária.

Camargo Correa: denuncismo x precaução

Nas suas versões impressas, tanto Folha quanto O Estado de SP, em muitas matérias sobre o escândalo da Carmago Corrêa, deixaram de citar os partidos e os políticos que receberam dinheiro da construtora. O comentarista político de O Globo, Ruy Fabiano, entende que “supor que o que foi exposto – o repasse pela Camargo Correa de recursos a partidos – é prática apenas daquela empreiteira e beneficiou somente os que foram citados é desconhecer a abrangência da questão”, ou seja, não devemos focar nos envolvidos neste escândalo, mas discutir a questão maior. Já para Élio Gaspari, da Folha, “a Polícia Federal não toma jeito. Uma compulsão exibicionista associada à obsessão para incriminar suspeitos acaba desmoralizando suas ações. Durante os trabalhos de busca e apreensão de provas contra os diretores da empreiteira Camargo Corrêa, a PF fotografou e divulgou oficialmente (repetindo, oficialmente) uma mesa onde se exibiam objetos encontrados na casa de um deles”, ou seja, um desvio de foco: críticas não aos investigados, mas a quem denuncia. Tudo que a mídia não fez na época do Mensalão, em que, antes de qualquer investigação, a denúncia de um deputado federal, que estava envolvido em casos de corrupção nos Correios, foi suficiente para garantir manchetes e várias reportagens em tom de acusação. O PSDB e o DEM não têm governos? Não têm políticos exercendo mandato? Não merecem ser responsabilizados e cobrados com a mesma veemência no caso da mega construtora? Onde está a fiscalização nestes jornais?

Em ambos os casos, o repúdio à chapa branca, a postura combativa dos jornalistas, ficam bastante comprometidas, só aparecem quando convém. Para ações do Governo Lula, sempre o destaque vai para as críticas, nunca para os benefícios que serão gerados. Entretanto, o Governo do José Serra foi abertamente elogiado pelo Jornal Nacional, no último dia 27, e pela Folha, em coluna de opinião, pelo bônus dados a professores com melhor desempenho em sala de aula. Nenhum contraponto, nenhuma crítica às falhas na Educação de SP. Pura vitrine para o tucano. Ora, isso não pode ser considerado ‘chapa branca’? Penso que o jornalista pode elogiar um governo quando achar que deve. Mas e a lógica da ênfase nas críticas? E o contraditório indispensável? Não é este o procedimento diante do outro partido? Os posicionamentos dos grandes veículos de comunicação diante dos partidos não é nada equilibrado, e isto está cada vez mais fácil de demonstrar.

Do CrápulaMor

Patrulha Ideológica

Recentemente a revista Veja junto com a Globo vêm travando uma guerra ideológica e patrulhamento dos livros didáticos que são distribuídos gratuitamente aos alunos pelos governos. A "denúncia" surgiu quando uma mãe disse que o livro da filha tinha conotações politico-ideólogicas marxistas e que isso ela não aceitava. A revista Veja, como era de se esperar, veio com a reportagem e a partir daí o diretor de "jornalismo" da Globo Ali Kamel se juntou ao coro anti-subversivo desses livros.
Os artigos de Kamel e de outros reacionários de plantão que acreditam no que ele e a Veja escrevem fez parecer que voltamos na era do macarthismo. O macarthismo ficou conhecido como a época em que o senador dos EUA Joseph McCarthy perseguia e denunciava qualquer um que ele achasse ter vínculo ou idéias que simpatizavam com o comunismo as quais eram chamadas de subversivas e que foi muito bem retratado no filme de George Clooney chamado Boa Noite Boa Sorte (Good Night Good Luck).

Kamel escreveu e pediu o cancelamento da distribuição dos livros de história que continham "erros" sobre assuntos como o período maoísta na China (o livro não dizia que Mao era responsável pelo assassinato de milhões de chineses), sobre o "sagrado" sistema capitalista e acusou o governo brasileiro de tentar doutrinar os alunos com tal ideologia esquerdista. A partir disso, o jornalista Luis Nassif entrou na discussão e apresentou a verdadeira intenção de Kamel que era a de favorecer a editora que pertence a Globo que teria perdido uma fatia dos milhões de reais que os governos destinam para a compra desses livros.

Vale lembrar que esse livro referido por Kamel fazia 10 anos que estava em circulação e que recentemente já teria sido reprovado e suspendido pela avaliação do MEC e de professores. Quem faz a seleção dos livros didáticos são o MEC e os professores das áreas referidas, portanto, não teria nenhuma interferência do governo na escolha, mas sim pura paranóia guerra fria de Ali Kamel.

Sou professor eventual de biologia da rede pública e já vi alguns livros que são distribuídos que continham muitos erros, mas se eu vou dar aula e os alunos possuem o livro, com certeza identificarei tais erros e corrigirei com os alunos. O mesmo vai ser feito pelos professores de história, pois se o livro tiver tais imprecisões históricas o professor vai saber corrigir isso com os alunos e pronto. Não precisa fazer tempestade em copo d´água como esta fazendo Kamel e seus patrulhas do CCC (comando de caça aos comunistas que existiu na época da ditadura brasileira) na imprensa. Qual será a verdade que Kamel quer que seja passada aos alunos da rede pública? Vai ver seria melhor os professores de história e geografia deixarem de lado esses livros para usar a revista Veja e o jornal O Globo onde Ali Kamel escreve suas asneiras, na sala de aula.

Não sei o porque do alarde de Kamel e outros com medo de isso "contaminar" a mente dos alunos e como ultimamente uma escritora aqui de Piracicaba escreveu que o "mal já foi feito". Que mal seria esse? Seria o mal de ter alunos contestadores do sistema tornando-os subversivos?
Garanto que esses 10 anos que o livro circulou nas escolas, não se formou grupos de estudantes Maoístas revolucionários tentando acabar com o sistema capitalista e nem fez aumentar a filiação do partido comunista no Brasil. Assim os alunos se interessassem e lêssem os livros com o intuito de formar uma ideologia, pois quem sabe assim não teríamos alunos tão apáticos como hoje em dia.

Enfim, essa discussão ainda esta dando o que falar e nada vai adiantar mais uma vez a imprensa vir com mais essa retórica anti-esquerda que adota diariamente para também tentar interferir no processo educacional tentando doutrinar até os professores com essa paranóia.