Janeiro 24, 2009

A REVOLUÇÃO DOS BLOGS

Preteridos por computadores, salários mais baixos e um sistema de produção jornalística mais mercadológico, os repórteres veteranos vêm perdendo espaço nas redações.

O jornalista Rosental Calmon Alves, ex-correspondente do Jornal do Brasil nos Estados Unidos e atual professor de Comunicação da Universidade do Texas, observou, nas suas mais recentes viagens ao Brasil, a predominância de jovens repórteres em entrevistas coletivas de importância. Confessa, entretanto, que nunca se preocupou em analisar mais profundamente o fenômeno. Essa é a mesma percepção do professor da Universidade de Brasília, ex-repórter e editor de diversos jornais de Brasília e do eixo Rio-São Paulo, Hélio Doyle.

O que desperta a atenção de Alves e Doyle é a nítida diferença ainda existente entre as entrevistas coletivas de autoridades nos Estados Unidos e outros países por onde viajaram: repletas de repórteres de cabelos prateados. No Brasil, ao contrário, a linha de frente da imprensa é predominantemente formada por jovens, muitas vezes sem bagagem profissional suficiente para contrapor os fatos e argumentos apresentados pelas autoridades entrevistadas.

"Está em curso um processo de renovação muito rápida na profissão", admite o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF, Romário Schettino. Há um afunilamento a partir dos 45 anos de idade, quando grande parte dos repórteres é empurrada para fora da atividade. Schettinno comprovou esse fenômeno há dois anos, quando convenceu as empresas jornalísticas do DF a assinarem acordo coletivo pagando em dobro o aviso prévio aos jornalistas com ou acima de 45 anos de idade e três anos efetivos de trabalho na mesma empresa. "Os patrões concordaram conosco que após essa faixa etária é muito difícil ser absorvido pelo mercado".

Por Sérgio M. Garschagen

Janeiro 14, 2009

Mídia Tucana - Mídia falseia dados sobre investimentos de Serra na comparação com o PAC no Brasil

A mídia resolveu promover o governador José Serra (Serra), campeão das privatizações do patrimônio público, no governador que mais está investindo, mais do que o governo federal em todo o país. Segundo divulgou o jornal Valor Econômico na segunda-feira, o governo Serra teria investido R$ 9 bilhões no Estado em 2007 contra R$ 8 bilhões do PAC em todo o Brasil. O jornal, entusiasmado, estampou na manchete: “Serra investe mais que o PAC e se arma para 2010”. Pura enganação. Atento, o ex-ministro José Dirceu cantou a pedra: “É mentira”, disse. E ele tem razão.

Foram duas as artimanhas feitas para sustentar a falsificação numérica. A primeira foi comparar valores brutos, isto é, empenhados e executados, pelo governo paulista com os valores apenas executados pelo governo federal. Basta olhar os números oficiais para perceber que se comparou “alhos” com “bugalhos”. Senão vejamos: Investimento bruto paulista: R$ 9 bilhões. Executado: R$ 3,9 bilhões. Valor bruto do investimento nacional: R$ 15 bilhões. Executado: R$ 8 bilhões. Ou seja, a matéria mentiu. O PAC executou muito mais.

Mas não ficou só nisso. Serra e a matéria do Valor consideraram no montante bruto dos investimentos do Estado (R$ 3,9 bilhões) as empresas estatais paulistas (Metrô, CDHU, Sabesp). Mas nas obras do PAC, eles excluíram as estatais federais (Petrobrás, Eletrobrás, etc,). Só consideraram os recursos do Tesouro Nacional. O jornal, por algum motivo, não quis conferir os dados do governador e acabou se desmoralizando com uma tremenda barriga em sua manchete da edição de segunda-feira.

O PAC, que foi implantado em 2007, e que está com 82% de suas obras em andamento, prevê R$ 512 bilhões em investimentos até 2010, sendo que mais de 80% desses recursos vêm das empresas estatais e da iniciativa privada. Os investimentos do Tesouro são responsáveis pelo restante.

Na tentativa de inventar uma suposta maior criatividade da administração tucana, a matéria do Valor escancarou os planos privatistas de Serra. Os “investimentos previstos” viriam da entrega de tudo o que sobrou das estatais paulistas. O plano é vender a Sabesp, a Cesp, o Metrô.... Além do mais, têm as concessões das estradas que implantaram os pedágios mais caros do país. E, se bobear, ele vai instalar pedágios até dentro de São Paulo (marginais).

Nem a Nossa Caixa escapou do desmanche tucano. Ainda bem que o Banco do Brasil saiu na frente e decidiu comprar o banco estadual, senão certamente ele não hesitaria em entregá-lo para os estrangeiros.

Por último, a falsificação jornalística acabou revelando o motivo das seguidas greves de servidores públicos no estado. Segundo a matéria, o superávit primário (economia entre o que arrecada e o que gasta) do estado em 2008 será de R$ 17,1 bilhões. Esse montante, é óbvio, está sendo obtido à custa de um brutal arrocho salarial. Não é à toa que a Polícia Civil, em greve, afirma aos quatro cantos que a sigla do partido de Serra, o PSDB, significa “Pior Salário Do Brasil.

C/ Agências

Janeiro 05, 2009

Opinião - Guerra da Imprensa

As paginas de informação saem de cena e entram paginas de troca de acusações entre jornais e revistas cujo tem uma ''ideologia'' diferente. É assim, quando um jornalista lança uma ''acusação'' infame com a disfarçada intenção de conseguir venda e favorecer as relações cujo o seu patrão faz e o outro rebate a sua acusação, sendo assim ficamos dependendo daquele jornalismo utopico cujo existe aquele interesse ilusorio de passar a informação e prestar um serviço decente para a população.

No governo Lula, a mídia opositora do governo utiliza muito dessa tecnica para derrubar os seus opositores politicos e por trás favorecendo os seus interesses economicos. Deixaram de fazer uma interpretação seria dos casos de corrupção que ocorream no governo Lula e resolveram ser precepitados nas informações de casos como o Mensalão é deram enfase ao show de horrores dentro da imprensa para derrubar seus opositores (importante destacar que esses mesmos opositores são concorrente uma da outra).

A imprensa brasileira fica dessa seguinte maneira : Diogo Mainardi lança uma acusação falsa sobre o Mino Carta, Mino Carta por sua vez tem a infeliz ideia de colocar o filho do Mainardi no meio da conversa, sendo assim dando motivo do primeiro atacar cada vez mais e era uma vez, um jornalismo sério.
Por traz de uma guerra sempre existe interesses particulares por traz, a historia mostra isso, a imprensa mostra claramente os seus objetivos que existem por tras dessa guerra ideologica e política que a imprensa faz diante ao publico que fica privado de um jornalismo serio e etico.

Assim a imprensa mostra a sua verdadeira face e o seus objetivos que deixa cada vez mais o publico analfabeto politicamente e isso deixa cada vez mais um certo grupo que já é alienado e com isso mantendo se as mesmas classes sociais e a elite corrupta Brasileira sempre conseguindos seus objetivos passando em cima dos outros.

Do Observando o mundo

Patrulha Ideológica

Recentemente a revista Veja junto com a Globo vêm travando uma guerra ideológica e patrulhamento dos livros didáticos que são distribuídos gratuitamente aos alunos pelos governos. A "denúncia" surgiu quando uma mãe disse que o livro da filha tinha conotações politico-ideólogicas marxistas e que isso ela não aceitava. A revista Veja, como era de se esperar, veio com a reportagem e a partir daí o diretor de "jornalismo" da Globo Ali Kamel se juntou ao coro anti-subversivo desses livros.
Os artigos de Kamel e de outros reacionários de plantão que acreditam no que ele e a Veja escrevem fez parecer que voltamos na era do macarthismo. O macarthismo ficou conhecido como a época em que o senador dos EUA Joseph McCarthy perseguia e denunciava qualquer um que ele achasse ter vínculo ou idéias que simpatizavam com o comunismo as quais eram chamadas de subversivas e que foi muito bem retratado no filme de George Clooney chamado Boa Noite Boa Sorte (Good Night Good Luck).

Kamel escreveu e pediu o cancelamento da distribuição dos livros de história que continham "erros" sobre assuntos como o período maoísta na China (o livro não dizia que Mao era responsável pelo assassinato de milhões de chineses), sobre o "sagrado" sistema capitalista e acusou o governo brasileiro de tentar doutrinar os alunos com tal ideologia esquerdista. A partir disso, o jornalista Luis Nassif entrou na discussão e apresentou a verdadeira intenção de Kamel que era a de favorecer a editora que pertence a Globo que teria perdido uma fatia dos milhões de reais que os governos destinam para a compra desses livros.

Vale lembrar que esse livro referido por Kamel fazia 10 anos que estava em circulação e que recentemente já teria sido reprovado e suspendido pela avaliação do MEC e de professores. Quem faz a seleção dos livros didáticos são o MEC e os professores das áreas referidas, portanto, não teria nenhuma interferência do governo na escolha, mas sim pura paranóia guerra fria de Ali Kamel.

Sou professor eventual de biologia da rede pública e já vi alguns livros que são distribuídos que continham muitos erros, mas se eu vou dar aula e os alunos possuem o livro, com certeza identificarei tais erros e corrigirei com os alunos. O mesmo vai ser feito pelos professores de história, pois se o livro tiver tais imprecisões históricas o professor vai saber corrigir isso com os alunos e pronto. Não precisa fazer tempestade em copo d´água como esta fazendo Kamel e seus patrulhas do CCC (comando de caça aos comunistas que existiu na época da ditadura brasileira) na imprensa. Qual será a verdade que Kamel quer que seja passada aos alunos da rede pública? Vai ver seria melhor os professores de história e geografia deixarem de lado esses livros para usar a revista Veja e o jornal O Globo onde Ali Kamel escreve suas asneiras, na sala de aula.

Não sei o porque do alarde de Kamel e outros com medo de isso "contaminar" a mente dos alunos e como ultimamente uma escritora aqui de Piracicaba escreveu que o "mal já foi feito". Que mal seria esse? Seria o mal de ter alunos contestadores do sistema tornando-os subversivos?
Garanto que esses 10 anos que o livro circulou nas escolas, não se formou grupos de estudantes Maoístas revolucionários tentando acabar com o sistema capitalista e nem fez aumentar a filiação do partido comunista no Brasil. Assim os alunos se interessassem e lêssem os livros com o intuito de formar uma ideologia, pois quem sabe assim não teríamos alunos tão apáticos como hoje em dia.

Enfim, essa discussão ainda esta dando o que falar e nada vai adiantar mais uma vez a imprensa vir com mais essa retórica anti-esquerda que adota diariamente para também tentar interferir no processo educacional tentando doutrinar até os professores com essa paranóia.