Junho 14, 2009

Telejornal da Globo pode sair do ar por propaganda política de Serra

Segundo o jornal "Tribuna Metalurgica", do sindicato dos Metalúrgicos do ABC, os partidos de oposição ao Governo do Estado de Sao Paulo, entraram com um pedido de análise no Ministerio Publico Estadual sobre os excessos e propaganda antecipada do Governador José Serra (PSDB/SP) no telejornal local "SPTV" da Rede Globo (com notíciais regionais do estado de São Paulo).

A matéria cita uma reportagem sobre o lançamento de obras no interior de Sao Paulo, com duração acima de dois minutos de arte. O dobro dedicado a outros governos.

O MPE e o TSE analisarão nos próximos dias, as últimas edições do jornalístico, e se forem comprovadas que as matérias exibidas tiveram o intuito de propaganda antecipada do pré candidato, a Rede Globo poderá responder judicialmente, podendo na pior das hipóteses ter a suspensão do seu telejornal.

Lembrando que há cerca de dois meses os deputados do PT conseguiram liminar favorável ao PT para a retirada das propagandas indevidas da SABESP e do Rodoanel nas afiliadas da TV Globo no nordeste.

Por: Zé Augusto

2 comentários:

Anônimo disse...

Dizer que estas obras só são possíveis porque o governo federal dá os recursos isto aposto não dizeram.

Se depende-se dos tucanos nada deste progresso atual estaria acontecendo.

Assaz Atroz disse...

Zé Augusto, as Organizações Globo sempre estiveram um passo atrás da "turba", de olho no "choque"; este, lá adiante, no meio da rua, pronto para baixar a ripa.
(...)
Vejamos: Lula aparece como desumano aproveitador, como a oposição político-partidária se queixa quando afirma que o presidente carrega Dilma a tiracolo nas inaugurações e lançamentos de obras do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), fazendo propaganda eleitoral fora de época.

Serra, não! Serra chega a ser transformado num abnegado patriota, um político eminentemente preocupado em governar, alheio a proselitismos politiqueiros.
(...)

Leia texto completo no Assaz Atroz

Abraços

Patrulha Ideológica

Recentemente a revista Veja junto com a Globo vêm travando uma guerra ideológica e patrulhamento dos livros didáticos que são distribuídos gratuitamente aos alunos pelos governos. A "denúncia" surgiu quando uma mãe disse que o livro da filha tinha conotações politico-ideólogicas marxistas e que isso ela não aceitava. A revista Veja, como era de se esperar, veio com a reportagem e a partir daí o diretor de "jornalismo" da Globo Ali Kamel se juntou ao coro anti-subversivo desses livros.
Os artigos de Kamel e de outros reacionários de plantão que acreditam no que ele e a Veja escrevem fez parecer que voltamos na era do macarthismo. O macarthismo ficou conhecido como a época em que o senador dos EUA Joseph McCarthy perseguia e denunciava qualquer um que ele achasse ter vínculo ou idéias que simpatizavam com o comunismo as quais eram chamadas de subversivas e que foi muito bem retratado no filme de George Clooney chamado Boa Noite Boa Sorte (Good Night Good Luck).

Kamel escreveu e pediu o cancelamento da distribuição dos livros de história que continham "erros" sobre assuntos como o período maoísta na China (o livro não dizia que Mao era responsável pelo assassinato de milhões de chineses), sobre o "sagrado" sistema capitalista e acusou o governo brasileiro de tentar doutrinar os alunos com tal ideologia esquerdista. A partir disso, o jornalista Luis Nassif entrou na discussão e apresentou a verdadeira intenção de Kamel que era a de favorecer a editora que pertence a Globo que teria perdido uma fatia dos milhões de reais que os governos destinam para a compra desses livros.

Vale lembrar que esse livro referido por Kamel fazia 10 anos que estava em circulação e que recentemente já teria sido reprovado e suspendido pela avaliação do MEC e de professores. Quem faz a seleção dos livros didáticos são o MEC e os professores das áreas referidas, portanto, não teria nenhuma interferência do governo na escolha, mas sim pura paranóia guerra fria de Ali Kamel.

Sou professor eventual de biologia da rede pública e já vi alguns livros que são distribuídos que continham muitos erros, mas se eu vou dar aula e os alunos possuem o livro, com certeza identificarei tais erros e corrigirei com os alunos. O mesmo vai ser feito pelos professores de história, pois se o livro tiver tais imprecisões históricas o professor vai saber corrigir isso com os alunos e pronto. Não precisa fazer tempestade em copo d´água como esta fazendo Kamel e seus patrulhas do CCC (comando de caça aos comunistas que existiu na época da ditadura brasileira) na imprensa. Qual será a verdade que Kamel quer que seja passada aos alunos da rede pública? Vai ver seria melhor os professores de história e geografia deixarem de lado esses livros para usar a revista Veja e o jornal O Globo onde Ali Kamel escreve suas asneiras, na sala de aula.

Não sei o porque do alarde de Kamel e outros com medo de isso "contaminar" a mente dos alunos e como ultimamente uma escritora aqui de Piracicaba escreveu que o "mal já foi feito". Que mal seria esse? Seria o mal de ter alunos contestadores do sistema tornando-os subversivos?
Garanto que esses 10 anos que o livro circulou nas escolas, não se formou grupos de estudantes Maoístas revolucionários tentando acabar com o sistema capitalista e nem fez aumentar a filiação do partido comunista no Brasil. Assim os alunos se interessassem e lêssem os livros com o intuito de formar uma ideologia, pois quem sabe assim não teríamos alunos tão apáticos como hoje em dia.

Enfim, essa discussão ainda esta dando o que falar e nada vai adiantar mais uma vez a imprensa vir com mais essa retórica anti-esquerda que adota diariamente para também tentar interferir no processo educacional tentando doutrinar até os professores com essa paranóia.