Setembro 28, 2008

Técnicamente Empatados(?) - Margem de erro’ é golpe para induzir o eleitor?


As eleições municipais se aproximam e a mídia, como sempre, tenta manipular a sociedade na tentativa de fazer prevalecer os candidatos que lhe interessa que vençam.

Além das conhecidas estratégias midiáticas de inflar ou diminuir notícias negativas ou positivas para os candidatos em benefício de alguns deles, pode estar em curso uma estratégia que acho que já foi usada outras vezes pelos panfletos político-ideológicos das famílias Marinho, Civita, Frias, Mesquita e assemelhadas.

Como vocês sabem, os institutos de pesquisa são apêndices da imprensa golpista de direita. Ibope e Datafolha, por exemplo. Não me espanta, pois, o que podem estar fazendo.

Tenho ao menos uma evidência concreta de uso de pesquisas para induzir o eleitorado. No fim de 2005, no auge do “escândalo” do suposto “mensalão”, Ibope e Datafolha falsificaram uma expressiva queda de popularidade de Lula. Cerca de um mês depois, em janeiro de 2006, pesquisa CNT-Sensus mostrou disparada das intenções de voto em Lula.

Durante o período da “queda” de Lula e de sua espetacular “recuperação” só aconteceram as festas de fim de ano. Nada explica, até hoje, aquela “recuperação” espantosa da popularidade do presidente, pois naquele período nada aconteceu.

A partir dali, formei a convicção de que não é só nos países nossos vizinhos que os institutos de pesquisa da direita falsificam resultados para favorecer os candidatos conservadores. Tenho ao menos uma evidência de que, neste ano, a manipulação das pesquisas voltou a ocorrer. Essa evidência está no processo eleitoral de São Paulo.

Por certo há casos por todo o país, mas não tenho como falar sobre outras cidades porque não lhes conheço as realidades. Assim, usarei o exemplo de São Paulo. Além disso, se eu discorresse sobre Recife, por exemplo, desagradaria o leitor de Porto Alegre, e por aí vai.

Aqui em Sampa, descobriu-se que a mídia, mais do que tucana, é serrista. Acredite quem quiser: o governador José Serra, em São Paulo, virou uma instituição. A mídia está atacando até o companheiro de partido dele, Geraldo Alckmin, para privilegiar seu pupilo ultraconservador Gilberto Kassab.

E, desta vez, a manipulação de pesquisas parece ser a estratégia escolhida, em detrimento da estratégia surrada de “desconstrução” dos adversários do político beneficiário das manipulações eleitorais midiáticas.

A uma semana das eleições municipais em primeiro turno, uma análise das pesquisas Ibope e Datafolha, que vêm sendo divulgadas semanalmente já há algum tempo, mostra que as tendências dessas sondagens, tendências insinuadas pelas “margens de erro”, jamais se consolidam.

Ora, se durante três, quatro pesquisas consecutivas a tendência que aparece é de subida ou descida deste ou daquele candidato, teria que haver a materialização dessa tendência em números fora da “margem de erro”, mas os resultados, que favorecem o candidato da mídia, Gilberto Kassab, ficam sempre dentro da tal margem.

Faz cerca de um mês divulguei aqui um alerta sobre pesquisas para a campanha de Marta Suplicy, na esperança de que seu marido, Luis Favre, que deve ler o Cidadania porque já reproduziu textos meus em seu blog, lesse e passasse o texto ao comando da campanha de sua mulher ou a ela mesma.

A tranqüilidade que Marta vem exibindo pode significar que o comando de sua campanha já fazia ou passou a fazer o que recomendei, ou seja, fazer pesquisas paralelas por conta da inconfiabilidade dos números do Datafolha e do Ibope.

Daqui a exatos sete dias, se o que acredito que pode estar acontecendo estiver realmente acontecendo, ou os resultados da eleição em primeiro turno divergirão das projeções do Datafolha ou do Ibope que colocam Kassab à frente de Alckmin e que mostram que Marta perde para ambos no segundo turno “dentro da margem de erro”, ou as pesquisas que antecederão o pleito apresentarão uma alteração dentro dessa “margem” que recolocará as coisas em seu lugar.

Provavelmente o mesmo deve estar acontecendo em várias outras cidades e se alguém tiver conhecimento de casos similares e quiser relatá-los aqui, terá espaço neste post, ou seja, reproduzirei outras denúncias sobre manipulações parecidas.

Não sei até que ponto as manipulações de pesquisas estão ocorrendo, mas acredito que, a partir de determinado nível de manipulação, crimes eleitorais poderão estar sendo cometidos, o que permite que, na condição de presidente da ONG Movimento dos Sem Mídia, eu cogite fazer representação à Justiça Eleitoral para que se investigue.

Do Cidadania.com

Setembro 21, 2008

Mídia acoberta terroristas da Bolívia

“Se precisar, vai ter sangue. É preciso conter o comunismo e derrubar o governo deste índio infeliz”. Jorge Chávez, líder da oligarquia racista de Tarija.

“Não vejo razão pela qual se deve permitir o Chile se tornar marxista pela irresponsabilidade de seu povo”. Henry Kissinger, secretário de Estado do EUA, poucos dias antes do golpe de 11 de setembro de 1973 que derrubou Salvador Allende.

É repugnante a cobertura que o grosso da mídia hegemônica tem dado aos trágicos confrontos na já sofrida Bolívia. Os serviçais da TV Globo tratam os chefões golpistas como “líderes cívicos” e “dirigentes regionais”. Mirian Leitão, que esbanjou valentia ao sugerir que o governo brasileiro retirasse o nosso embaixador de La Paz e enviasse tropas às fronteiras quando da estatização do petróleo, agora é toda afável com a oligarquia racista deste país. Outros “colunistas” bem pagos da mídia chegam a insinuar que a culpa pelos violentos conflitos, que já causaram oito mortes, é do presidente Evo Morales, “um radical e populista” que instigou o separatismo regional.

A manipulação é grotesca até na terminologia. No caso das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que há décadas enfrentam as oligarquias paramilitares e que foram excluídas violentamente da luta institucional no país, os guerrilheiros são estigmatizados como terroristas, narcotraficantes, bandidos. Já os bandos terroristas da Bolívia, organizados e armados pela elite racista que desrespeita o voto popular, são tratados como “comitês cívicos” e “grupos rebeldes”. O embaixador estadunidense Philip Goldberg, que acaba de ser expulso da Bolívia por estimular abertamente a divisão do país, é apresentado pela mídia subserviente como “negociador”.

A triste lembrança do Chile

O que está em curso na Bolívia é um golpe fascista organizado pela oligarquia local e teleguiado pelos EUA. Seus métodos terroristas lembram o ocorrido no Chile, em setembro de 1973, noutro golpe sangrento orquestrado pelo “império do mal”. Visam desestabilizar e derrubar o governo democraticamente eleito de Evo Morales, confirmado em agosto num referendo. Poucos são os veículos midiáticos e os “colunistas” que denunciam esta conspiração, talvez porque torçam pela derrota do que FHC chamou num paper ao governo Bush de “esquerdização da América Latina”. Como verdadeiro “partido da direita e do capital”, a mídia burguesa não tolera a democracia!

Uma das raras exceções foi o lúcido artigo de Clóvis Rossi, que há muito estava adormecido por seu rancor antiesquerda. “O que está em andamento na Bolívia é uma tentativa de golpe contra o presidente Evo Morales. Segue uma linha ideológica e táticas parecidas as que levaram ao golpe no Chile, em 1973, contra o governo de Salvador Allende, tão constitucional e legítimo quanto o de Evo Morales. Os bloqueios agora adotados nos Departamentos são uma cópia dos locautes de caminhoneiros que ajudaram a sitiar o governo Allende... Nem o governo nem a oposição no Brasil têm o direito ao silêncio”, escreveu, relembrando sua perspicácia e coragem do passado.

O criminoso Philip Goldberg

A conspiração golpista na Bolívia, acobertada pelo grosso da mídia nativa, exige rápida resposta das forças progressistas e democráticas do Brasil. Como afirmou Evo Morales, trata-se de “uma violência fascista com o objetivo de acabar com a democracia e dividir o país”. Sob o biombo da autonomia regional, governadores de cinco departamentos (estados) e abastados empresários têm financiado bandos terroristas que já assassinaram oito camponeses favoráveis ao governo eleito, saquearam prédios públicos, destruíram uma emissora estatal de televisão, sabotaram gasodutos, bloquearam rodovias e proibiram o próprio presidente de pousar em três aeroportos do país.

Segundo relatos de Marco Aurélio Weissheimer, da Carta Maior, na semana passada “grupos de jovens de setores da classe média branca, que não escondem seu sentimento racista em relação a Evo Morales, lideraram as manifestações. Capitaneados pela União Juvenil Cruzense (UJC), eles invadiram o prédio da empresa estatal de telecomunicação para ‘entregá-lo à administração do governo Rubén Costas’, de Santa Cruz. Na Televisión Boliviana/Canal 7, saquearam o escritório, destruíram computadores e fizeram uma fogueira na entrada do prédio”. Além de Santa Cruz, as ações terroristas ocorrem em outros quatro departamentos – Beni, Pando, Tarija e Chuquisaca.

Os EUA estão diretamente metidos no complô. O embaixador Philip Goldberg já foi fotografado em eventos da União Juvenil Cruzense (UJC), grupo terrorista de Santa Cruz que utiliza o slogan “terminemos com os ‘collas’ [indígenas], raça maldita”. A embaixada ianque até contratou vários destes bandidos. Goldberg é um fascista convicto. Como embaixador dos EUA na ex-Iugoslávia, ele orquestrou a crise no Kosovo e a sangrenta guerra civil separatista naquele país. Declarado persona non grata, ele finalmente foi expulso da Bolívia. “Não queremos aqui gente separatista, divisionista, que conspira contra a unidade do país”, justificou o presidente Evo Morales.

Intensificar a solidariedade internacionalista

O governo, mesmo aberto ao diálogo, não tem se submetido à pressão dos golpistas, que exigem a anulação da nova Constituição e do referendo que aprovou a manutenção do mandato de Evo Morales. Ocorrido em 10 de agosto, por demanda da própria oposição, o referendo confirmou a força do atual presidente. Evo foi ratificado em 95 das 112 províncias do país e, apesar do caos promovido pelos golpistas, teve mais votos do que na eleição presidencial – obteve 67,41% dos votos, bem acima dos 53,3% em 2005. Sua votação cresceu em oito dos nove departamentos e o referendo ainda revogou o mandato de dois governadores ligados às oligarquias racistas.

Desesperada, a elite investe no terrorismo e esbarra na resistência do governo e do povo. “Vamos agir com serenidade, mas também com firmeza”, diz Alfredo Rada, ministro da Defesa. Walker Sam Miguel, ministro do Interior, garante que “os fascistas não passarão”. O governo já decretou estado de sítio, ameaça deter os chefes terroristas e acionou tropas do exército nos departamentos para garantir o fornecimento de gás e a ordem pública. A derrota dos fascistas, porém, exige o apoio dos governos e dos movimentos sociais na América Latina. O que está em jogo é o avanço da democracia, é a derrota das oligarquias, do “império do mal” e da mídia mentirosa.

Por Miro

Setembro 11, 2008

Um Jabazinho - Denúncia de propina leva jornalista a processar blog gaúcho


O blog de política Nova Corja, do Rio Grande do Sul, está sendo processado pelo jornalista e colunista Polibio Braga, também blogueiro, por calúnia, injúria e difamação. O processo foi movido no nome de Walter Valdevino, integrante do blog. "Como os dois processos abertos pelo senhor Polibio Braga contra mim estão em fase de 'conclusão ao juiz' e, portanto, não tive acesso a eles, não sei exatamente do que se trata", disse Valdevino. No sábado, dia 28, Braga entrou com uma ação na 18º Vara Cível do Foro Central de Porto Alegre. O pedido foi indeferido no dia seguinte, e Braga recorreu. Ele pede uma indenização de R$ 950.

Braga teria processado o blog em razão da publicação de um post, em 25 de junho, no qual o jornalista Rodrigo Álvares, criador e integrante do Nova Corja, revelou que alguns colunistas da região - entre os quais o próprio Braga - estariam recebendo de instituições públicas uma verba para que não revelassem nenhuma irregularidade dos governos municipal e estadual.

Uma fonte não identificada teria revelado o esquema aos blogueiros por e-mail. "Existe quase que uma máfia dos 'jornalistas de opinião', que pressiona esses órgãos e entidades a anunciar. Se um deles ousar comprar espaço em apenas um site, corre o risco de ver seu nome na lama pelos demais. Qualquer gerente de marketing sabe disso e tenta não correr o risco", diz o e-mail.

"O site do senhor Polibio, assim como de vários outros jornalistas gaúchos, possui anúncios pagos de entidades como Banrisul e Assembléia Legislativa. Segundo comenta a fonte, "anunciar não garante que os caras falem bem, só que não falem mal". Esse é o sentido do post. "Não sei se o sr. Polibio, jornalista e advogado, está plenamente consciente disso, mas está cometendo erros jurídicos primários e, pior ainda, não está se dando conta de que tudo o que fazemos é público e irá para a internet", complementou Walter.

Procurado pela reportagem, Braga afirmou que não sabia nada sobre o assunto, mas voltou atrás. "Estou movendo o processo. São calúnias e difamações feitas a mim em nível penal, que não considero crime de imprensa", ressaltou ele.

Por Julia Baptista/Redação da Revista IMPRENSA

Setembro 03, 2008

Mídia Venal - Oportunity pode ter subornado jornalistas


Um dos ilegalmente grampeados e participante de reuniões ocorridas ontem para tratar desse caso de escuta telefônica, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) afirmou à imprensa que o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Jorge Armando Felix, suspeita que por trás de toda essa história haja, também, jornalistas subornados pelo Banco Oportunity.

”Ele [o general Felix] disse: 'o Daniel pode estar por trás disso [grampo]". O general afirmou, ainda, que no fim da investigação, vai aparecer muito jornalista que recebeu do 'Oportunity", detalhou o senador goiano em declaração publicada na reportagem da Folha de S.Paulo com o título "General Felix vê envolvimento de Dantas em grampo ilegal." O general se referiria, portanto, ao banqueiro do Oportunity, Daniel Dantas

Dado a gravidade da afirmação, se verdadeira e confirmada pelo senador, espero que não só o governo, mas também a Polícia Federal (PF), na investigação sobre o origem do grampo ilegal identifiquem quais jornalistas recebiam do Oportunity e quem realmente grampeou o ministro Gilmar Mendes, presidente da Corte Suprema do país.

Também o Congresso Nacional pode prestar inestimável contribuição nesse processo. Não nos esqueçamos que ele pode requisitar todas as gravações da Operação Satyagraha. Por aí, na certa, encontrará o caminho para identificar os jornalistas subornados, e os responsáveis e autores da escuta telefônica ilegal nas linhas do presidente do STF e de uma dúzia ou mais de políticos também grampeados recentemente.

Do blog do Dirceu

Patrulha Ideológica

Recentemente a revista Veja junto com a Globo vêm travando uma guerra ideológica e patrulhamento dos livros didáticos que são distribuídos gratuitamente aos alunos pelos governos. A "denúncia" surgiu quando uma mãe disse que o livro da filha tinha conotações politico-ideólogicas marxistas e que isso ela não aceitava. A revista Veja, como era de se esperar, veio com a reportagem e a partir daí o diretor de "jornalismo" da Globo Ali Kamel se juntou ao coro anti-subversivo desses livros.
Os artigos de Kamel e de outros reacionários de plantão que acreditam no que ele e a Veja escrevem fez parecer que voltamos na era do macarthismo. O macarthismo ficou conhecido como a época em que o senador dos EUA Joseph McCarthy perseguia e denunciava qualquer um que ele achasse ter vínculo ou idéias que simpatizavam com o comunismo as quais eram chamadas de subversivas e que foi muito bem retratado no filme de George Clooney chamado Boa Noite Boa Sorte (Good Night Good Luck).

Kamel escreveu e pediu o cancelamento da distribuição dos livros de história que continham "erros" sobre assuntos como o período maoísta na China (o livro não dizia que Mao era responsável pelo assassinato de milhões de chineses), sobre o "sagrado" sistema capitalista e acusou o governo brasileiro de tentar doutrinar os alunos com tal ideologia esquerdista. A partir disso, o jornalista Luis Nassif entrou na discussão e apresentou a verdadeira intenção de Kamel que era a de favorecer a editora que pertence a Globo que teria perdido uma fatia dos milhões de reais que os governos destinam para a compra desses livros.

Vale lembrar que esse livro referido por Kamel fazia 10 anos que estava em circulação e que recentemente já teria sido reprovado e suspendido pela avaliação do MEC e de professores. Quem faz a seleção dos livros didáticos são o MEC e os professores das áreas referidas, portanto, não teria nenhuma interferência do governo na escolha, mas sim pura paranóia guerra fria de Ali Kamel.

Sou professor eventual de biologia da rede pública e já vi alguns livros que são distribuídos que continham muitos erros, mas se eu vou dar aula e os alunos possuem o livro, com certeza identificarei tais erros e corrigirei com os alunos. O mesmo vai ser feito pelos professores de história, pois se o livro tiver tais imprecisões históricas o professor vai saber corrigir isso com os alunos e pronto. Não precisa fazer tempestade em copo d´água como esta fazendo Kamel e seus patrulhas do CCC (comando de caça aos comunistas que existiu na época da ditadura brasileira) na imprensa. Qual será a verdade que Kamel quer que seja passada aos alunos da rede pública? Vai ver seria melhor os professores de história e geografia deixarem de lado esses livros para usar a revista Veja e o jornal O Globo onde Ali Kamel escreve suas asneiras, na sala de aula.

Não sei o porque do alarde de Kamel e outros com medo de isso "contaminar" a mente dos alunos e como ultimamente uma escritora aqui de Piracicaba escreveu que o "mal já foi feito". Que mal seria esse? Seria o mal de ter alunos contestadores do sistema tornando-os subversivos?
Garanto que esses 10 anos que o livro circulou nas escolas, não se formou grupos de estudantes Maoístas revolucionários tentando acabar com o sistema capitalista e nem fez aumentar a filiação do partido comunista no Brasil. Assim os alunos se interessassem e lêssem os livros com o intuito de formar uma ideologia, pois quem sabe assim não teríamos alunos tão apáticos como hoje em dia.

Enfim, essa discussão ainda esta dando o que falar e nada vai adiantar mais uma vez a imprensa vir com mais essa retórica anti-esquerda que adota diariamente para também tentar interferir no processo educacional tentando doutrinar até os professores com essa paranóia.