Julho 24, 2008

Irresponsabilidade - Jornalista alemão faz anúncio de bomba falsa em avião para não perder vôo

Por causa de um jornalista alemão que estava atrasado, o aeroporto da cidade de Verona, na Itália, ficou fechado por várias horas na última quarta-feira (11). O jornalista, de 27 anos, ia para a Áustria acompanhar a Eurocopa de 2008, e para não perder seu vôo denunciou a existência de uma bomba na aeronave que iria rumo a Viena, capital austríaca.

Quando o vôo 8074 com destino a Viena, com 22 passageiros, já tinha fechado as portas e se preparava para levantar vôo, o alemão chegou ao balcão da companhia Air Dolomiti e avisou da bomba.

Minutos depois, um suposto fundamentalista islâmico ligou para a Polícia avisando que haveria uma bomba nesse vôo. O aeroporto foi fechado e o avião levado a uma zona isolada. Logo depois, o alemão se reapresentou ao balcão companhia aérea afirmando que tinha recebido informações de que o avião ainda estava nas pistas e sairia com atraso.

Como o serviço de informação do aeroporto ainda não tinha avisado sobre o atraso do vôo, os agentes descobriram que o número do telefone celular do alemão era o mesmo que o da ligação do suposto fundamentalista islâmico. O jornalista foi denunciado por interrupção de serviço público e por causar distúrbios que colocaram a população em alerta.

Do Último Segundo

Julho 19, 2008

Criança Esperança - a tapioca da Globo


Que cara de pau dessa Globo.


Passou o primeiro semestre inteiro enchendo a paciência de todo mundo, exigindo explicações de gastos com tapioca, botaram o Heráclito "Dantas" para fazer a CPI das ONG's, que não fizeram nada, e agora volta com a maior safadeza pedindo dinheiro para pilantropia, SEM PRESTAR CONTA dos gastos.

Desde o ano passado, cobramos um portal da transparência no Criança Esperança, e só recebemos respostas evasivas. Dizem que ajudam várias instituições, até dão nomes, mas nada de números, valores e nem detalhes de como é gasto o dinheiro.

Assim, sem transparência, as portas ficam escancaradas para a roubalheira.

Dizem que arrecadou R$ 15 milhões em 2007 e mostram propagandas com meia dúzia de crianças onde a gente não consegue vislumbrar como conseguem gastar essa montanha de dinheiro ali.


As mesmas perguntas do ano passado, continuam sem resposta até hoje:

1) Por 19 anos, de 1986 até 2004 o programa era em parceria com a UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a INFÂNCIA). Desde então a parceria foi trocada pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura).
Ora se o programa chama-se "Criança esperança", porque não a UNICEF?

2) O criança esperança é caça-níquel da Globo: ela vende 1 cota de patrocínio para os especiais do Criança Esperança: este ano é para a Tramontina. (o ano passado era a Azaléia e Banco do Brasil, que saíram fora da picaretagem). Além disso veicula propagandas diversas nos intervalos comerciais. Se a Globo explora comercialmente este programa, então tem fins lucrativos: ou seja, nós entramos com as doações e a Globo fica com o lucro dos patrocínios, e dá uma de boazinha nessa história.

3) Outra esperteza caça-trouxa é o "pedágio" das ligações tarifadas, igual votos no BBB. Até para doar você tem que pagar o "pedágio" para Globo e para para teles:

R$ 0,27 + impostos por ligação de telefone fixo.
R$ 0,50 + impostos por ligação de telefone celular.

O melhor a fazer é NÃO doar para a Globo/UNESCO e doar para alguma instituição perto de você, de sua confiança, que você conheça e saiba como é aplicado o dinheiro.

Se não conhecer nenhuma instituição de confiança próxima, é melhor doar direto aqui para a UNICEF (que desligou-se da picaretagem da Globo em 2004, não confundir com a UNESCO atual que não tem muito a ver com infância).

Por: Zé Augusto

Julho 14, 2008

ABIN - NOTA À IMPRENSA

Em razão de notícias veiculadas em setores da mídia envolvendo equivocadamente o nome da Agência Brasileira de Inteligência em relação a assunto apurado pela Polícia Federal na Operação Satiagraha, que investiga possíveis crimes praticados pelo banqueiro Daniel Dantas e outros, cumpre esclarecer o seguinte:

1. A Abin não realiza quaisquer atividades para as quais não possua respaldo na legislação em vigor. Por isso, considera absurdas e levianas as declarações de que tenha executado monitoramento telefônico de quaisquer pessoas, sejam elas do setor público ou privado;

2. A Direção Geral não tem e não teve nenhuma participação ou iniciativa, muito menos ingerência, nos fatos que resultaram na referida operação policial. Desde que deixou a Direção do Departamento de Polícia Federal, em agosto de 2007, o atual Diretor-Geral da Abin dedica-se exclusivamente a sua função;

3. A Abin, na condição de órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência, pode e deve operar em cooperação com os demais órgãos públicos em ações que não lhe sejam vedadas, como realizar consultas em bancos de dados, análises de inteligência e, sempre que possível, no suporte logístico. Para tanto, caso solicitada, estará sempre à disposição dos órgãos parceiros, para auxiliar em trabalhos de sua atribuição, como ocorre em algumas grandes investigações, que, não raro, contam com a participação de integrantes de vários órgãos da Administração Pública Federal.

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
(61) 3445-8301/8406
acom@abin.gov.br

Julho 09, 2008

Ligações Perigosas - Senador pau mandado tenta livrar Daniel Dantas da cadeia

O senador Heráclito Fortes (DEM-PI) procurou à Folha para contar que está sendo seguido e monitorado pela Polícia Federal nos últimos dias. Aliado de Daniel Dantas, dono do Opportunity, Heráclito acusou o PT de estar envolvido nas ações da PF contra ele.

"Na semana passada, esse pessoal, o que eu já desconfiava, foi ver um terreno meu aqui em Brasília. Subiram no muro, chamaram um rapaz do posto de gasolina para saber informações sobre mim", afirmou o senador.

Ontem à tarde, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) telefonou para um filho de Carlos Rodenburg, preso na operação da PF. Ex-cunhado de Dantas, Rodenburg é diretor do banco Opportunity, o carro-chefe dos negócios do polêmico banqueiro. Amigo de Dantas e Rodenburg, Heráclito queria detalhes da operação. Publicamente, o senador evitou comentar a ação da polícia. “Ainda preciso entender o que está acontecendo”, afirmou. Heráclito afirmou que não conversou com o ministro Tarso Genro.

O senador é conhecido defensor de Dantas e do Opportunity no Congresso. Discursou muitas vezes em favor do banqueiro na CPI dos Correios.O senador já admitiu ter viajado nos jatinhos de Daniel Dantas “algumas vezes”.A ligação entre Heráclito Fortes e Daniel Dantas vem de muito tempo. Por várias vezes o senador usou aviões do empresário em vôos pelo território nacional, inclusive, para o Piauí. Heráclito era um dos fortes defensores de Dantas em seus comparecimentos ao Congresso Nacional para prestar esclarecimentos diante da negociata que é investigada pela Polícia Federal.

Em maio de 2006,Daniel Dantas foi à casa do senador Heráclito Fortes, do PFL do Piauí, expoente da "bancada de Dantas" no Congresso por dois motivos. Um, para tentar estabelecer uma ponte entre o banqueiro e o ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça Edson Vidigal, que contrariou interesses de Daniel Dantas. Dois, Dantas não queria ser convocado para a CPI dos Correios. No teatro do convoca-não-convoca Dantas para depor, a certa altura, de dedo em riste, fez aquela ameaça que vale a pena repetir aqui: "Eu não afundo só. Se eu descer, levo o PFL/DEM, o PSDB. Daniel Dantas disse que segurassem os parlamentares petistas da comissão, porque dos da oposição ele "cuidava". Aliás, foi fácil "cuidar" da oposição. Semanas depois, o senador Arthur Virgílio, do PSDB do Amazonas, denunciou a tentativa de achaque a Dantas feita por Delúbio Soares, que nunca ficou provado. Arthur Virgílio e Heráclito Fortes fazem parte de uma bancada sensível aos interesses do dono do Opportunity no congresso

No governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), Dantas obteve apoio político do PSDB e do PFL (o atual DEM) para participar da privatização das teles. Há o episódio do jantar dele com FHC em junho de 2002. No dia seguinte, haveria troca do comando da Previ, como desejava o banqueiro.

Não é novidade para ninguém dentro do senado de que o Senador Heráclito não passa de pau mandado do maior desonesto empresário Daniel Dantas, pois foi Daniel Dantas quem financiou a campanha do irresponsável senador. A SUA FUNÇÃO NO SENADO É ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE ESCULHAMBAR COM O GOVERNO LULA. No governo do FHC, Daniel deitava e rolava. Foi o principal beneficário das privatizações prejudiciais ao País feitas pelo e-presidente

Por: Helena™

Julho 02, 2008

Mídia Política : A patética torcida pelo aumento da inflação

Desde abril, quando surgiram os primeiros sintomas de alta, a cada novo índice prevê-se o fim do mundo para amanhã mesmo, na próxima esquina.

É até engraçada esta torcida agora indisfarçada para que o pior aconteça e o governo se exploda, quando comparamos o noticiário nativo com o que se escreve lá fora sobre o Brasil. Regra geral, os mais respeitados e influentes meios de comunicação do mundo constatam que o nosso País é um dos que melhor tem enfrentado esta crise globalizada.

Quando fico muito desanimado, depois de ver os telejornais da noite e dar uma olhada nos principais jornais no café da manhã, termino sempre minha rotina informativa lendo a coluna “Toda Mídia”, publicada pelo Nelson de Sá, na “Folha”.

O contraste é brutal com o que se lê no noticiário das outras páginas do matutino paulista. Nesta terça-feira, por exemplo, Sá abre a sua coluna com o que escrevem sobre nós os dois principais jornais dos Estados Unidos:

“Roger Cohen, colunista do “New York Times” mais entusiasmado com os emergentes, Brasil em especial, voltou a escrever sobre “o mundo de ponta-cabeça”. Diz que “uma forma de ver a crise [de EUA e Europa] é como um ajuste entre as velhas estruturas de poder econômico e as emergentes”. Nos Brics, “os novos consumidores ainda vivem melhor”, as reservas estão altas e “a confiança persiste”. O “Washington Post”, em análise, também se estende sobre como “lucrar com o Quarteto Fantástico”, como chama. Diz que “o crescimento nos próximos dez anos estará nos Brics””. Brics, como sabemos, é a sigla dos emergentes Brasil, Rússia, Índia e China.

Na mesma segunda-feira, dia 30, em que foram divulgados os novos índices da pesquisa Ibope/CNI, mostrando que a popularidade do governo Lula se mantém inalterada num patamar recorde, com 58% de aprovação, agências e jornais fizeram um contorcionismo danado para destacar aspectos negativos do levantamento, omitindo o principal.

Quer dizer, ao contrário de todas as previsões dos “especialistas”, apesar da inflação ascendente, a popularidade de Lula e do seu governo não se alterou. Alguns chegaram a acrescentar “ainda”...

Ignorada na capa do jornal, a informação só vai aparecer no final do segundo parágrafo de matéria publicada na página A9. Sob a manchete “Inflação derrota todas as aplicações em junho”, o carioca “O Globo” limita-se a registrar, no final da chamada, após listar todos os indicadores negativos da economia, que “o governo mantém 58% de aprovação”.

Os dois jornais e mais o “Estadão” destacam que todas as aplicações financeiras perderam para a inflação de 6,82% registrada no primeiro semestre pelo Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M).

Até aí, tudo bem, ou melhor, tudo mal. Mas o que mais me chamou a atenção é como os índices de rentabilidade das aplicações financeiras variam de jornal para jornal, quase nenhum batendo com o publicado pelos concorrentes _ o que mais uma vez me provou que jornalismo e economia não são exatamente ciências exatas.

A febre inflacionária fez ressuscitar no noticiário até César Maia e Roberto Freire, o presidente vitalício do PPS (por onde andará, o que faz atualmente?).

Ao final de suas apocalíticas previsões, o polêmico blogueiro, que nas horas vagas é prefeito do Rio, anuncia: “O relógio está marcando tic, tac, tic, tac, tic, tac... Não se sabe se são as horas do tempo, ou da bomba”. A bomba, claro, é o estouro da inflação.

Escondida no noticiário de hoje dos grandes portais da internet, a informação que não interessa a ninguém, porque derruba todas as teses. Na “FolhaOnline”, fica-se sabendo que “Inflação semanal desacelera para 0,77% com preços de alimentos, diz FGV (...) Foi a terceira desaceleração consecutiva do índice”.

Esta certamente não será manchete de nenhum jornal de amanhã porque haverá alguma notícia negativa para destacar (fora da coluna “Toda Mídia”, claro).

Também acho difícil que ganhe destaque a informação de Lauro Jardim no online da “Veja”, dando conta de que foram vendidos 256 mil novos carros em junho, um carro a cada 10 segundos. Claro, com isso, o trânsito vai ficando cada vez pior _ e é o que vai ganhar mais espaço.

No primeiro semestre deste ano, diz a nota de Jardim, foram vendidos 1,4 milhão de carros novos, um crescimento de 30% em relação ao mesmo período de 2007. Para um País que está novamente ameaçado por uma “crise do fim do mundo” _ desta vez, a inflação _ até que não estamos tão mal.

http://ultimosegundo.ig.com.br/ricardo_kotscho/2008/07/01/midia_a_patetica_torcida_1408419.html

Do República Vermelha

Patrulha Ideológica

Recentemente a revista Veja junto com a Globo vêm travando uma guerra ideológica e patrulhamento dos livros didáticos que são distribuídos gratuitamente aos alunos pelos governos. A "denúncia" surgiu quando uma mãe disse que o livro da filha tinha conotações politico-ideólogicas marxistas e que isso ela não aceitava. A revista Veja, como era de se esperar, veio com a reportagem e a partir daí o diretor de "jornalismo" da Globo Ali Kamel se juntou ao coro anti-subversivo desses livros.
Os artigos de Kamel e de outros reacionários de plantão que acreditam no que ele e a Veja escrevem fez parecer que voltamos na era do macarthismo. O macarthismo ficou conhecido como a época em que o senador dos EUA Joseph McCarthy perseguia e denunciava qualquer um que ele achasse ter vínculo ou idéias que simpatizavam com o comunismo as quais eram chamadas de subversivas e que foi muito bem retratado no filme de George Clooney chamado Boa Noite Boa Sorte (Good Night Good Luck).

Kamel escreveu e pediu o cancelamento da distribuição dos livros de história que continham "erros" sobre assuntos como o período maoísta na China (o livro não dizia que Mao era responsável pelo assassinato de milhões de chineses), sobre o "sagrado" sistema capitalista e acusou o governo brasileiro de tentar doutrinar os alunos com tal ideologia esquerdista. A partir disso, o jornalista Luis Nassif entrou na discussão e apresentou a verdadeira intenção de Kamel que era a de favorecer a editora que pertence a Globo que teria perdido uma fatia dos milhões de reais que os governos destinam para a compra desses livros.

Vale lembrar que esse livro referido por Kamel fazia 10 anos que estava em circulação e que recentemente já teria sido reprovado e suspendido pela avaliação do MEC e de professores. Quem faz a seleção dos livros didáticos são o MEC e os professores das áreas referidas, portanto, não teria nenhuma interferência do governo na escolha, mas sim pura paranóia guerra fria de Ali Kamel.

Sou professor eventual de biologia da rede pública e já vi alguns livros que são distribuídos que continham muitos erros, mas se eu vou dar aula e os alunos possuem o livro, com certeza identificarei tais erros e corrigirei com os alunos. O mesmo vai ser feito pelos professores de história, pois se o livro tiver tais imprecisões históricas o professor vai saber corrigir isso com os alunos e pronto. Não precisa fazer tempestade em copo d´água como esta fazendo Kamel e seus patrulhas do CCC (comando de caça aos comunistas que existiu na época da ditadura brasileira) na imprensa. Qual será a verdade que Kamel quer que seja passada aos alunos da rede pública? Vai ver seria melhor os professores de história e geografia deixarem de lado esses livros para usar a revista Veja e o jornal O Globo onde Ali Kamel escreve suas asneiras, na sala de aula.

Não sei o porque do alarde de Kamel e outros com medo de isso "contaminar" a mente dos alunos e como ultimamente uma escritora aqui de Piracicaba escreveu que o "mal já foi feito". Que mal seria esse? Seria o mal de ter alunos contestadores do sistema tornando-os subversivos?
Garanto que esses 10 anos que o livro circulou nas escolas, não se formou grupos de estudantes Maoístas revolucionários tentando acabar com o sistema capitalista e nem fez aumentar a filiação do partido comunista no Brasil. Assim os alunos se interessassem e lêssem os livros com o intuito de formar uma ideologia, pois quem sabe assim não teríamos alunos tão apáticos como hoje em dia.

Enfim, essa discussão ainda esta dando o que falar e nada vai adiantar mais uma vez a imprensa vir com mais essa retórica anti-esquerda que adota diariamente para também tentar interferir no processo educacional tentando doutrinar até os professores com essa paranóia.