Março 31, 2008

A provocação da Folha de São Paulo

A cada dia que passa, mais e mais fica evidenciado o posicionamento da mídia com o PSDB/PFL.

Hoje a folha de São Paulo faz nitidamente uma provocação após achincalhar por dias e dias a Ministra Dilma.

A folha perdeu a compostura totalmente.

Por Justo olhoseternos

Março 19, 2008

ONG VAI AO MP CONTRA O PIG NA EPIDEMIA DE FEBRE AMARELA

A ONG "Movimento dos Sem Mídia" protocola nesta segunda-feira, dia 17, uma representação no Ministério Público Federal contra o alarmismo da mídia ao noticiar uma suposta epidemia de febre amarela no Brasil.

O presidente da ONG Eduardo Guimarães disse em entrevista ao Conversa Afiada que o objetivo é que o MP investigue o papel dos meios de comunicação na divulgação de casos de febre amarela.

"Vamos pedir ao Ministério Público que investigue a nossa teoria. Estamos oferecendo elementos para eles, que é o noticiário, vídeos de programas e telejornais, matérias de jornal. E estamos pedindo ao Ministério Público que investigue", disse Guimarães.

Segundo Eduardo Guimarães os principais focos da representação são: Organizações Globo, Grupo Estado, Grupo Folha, Editora Abril, Correio Braziliense, Jornal do Brasil, Veja e IstoÉ.

Guimarães disse que a imprensa deu uma repercussão exagerada aos casos de febre amarela e provocou um alarmismo entre a população. Segundo ele, essa postura da mídia provocou pelo menos uma morte.

"Essa pessoa não iria viajar para nenhuma área de risco, tinha um organismo incompatível com a vacina e, assustada pelo noticiário alarmista... De fato houve um alarmismo reconhecido pelo ombudsman da Folha de S. Paulo, reconhecido até pela própria Folha de S. Paulo, num editorial dizendo que a hipótese de epidemia tinha sido magnificada pela mídia", disse Guimarães.

Guimarães comparou o episódio da febre amarela deste ano com a epidemia que ocorreu em 2000. Segundo ele, naquele ano o Ministério da Saúde confirmou 85 casos e 40 mortes causadas pela febre amarela. "E você nota que lá atrás não foi feito alarmismo nenhum. E hoje foi feito uma verdadeira guerra na imprensa, dizendo que haveria essa epidemia", disse Guimarães.

Eduardo Guimarães disse que se a investigação do MP provar que a imprensa provocou um alarmismo na população, a ONG "Movimento dos Sem Mídia" vai pedir, na Justiça, o ressarcimento do erário público, que gastou com vacinas e atendimento hospitalar a pessoas que tiveram problemas causados pela vacina.

Leia a íntegra da entrevista com Eduardo Guimarães:

Conversa Afiada - Eu queria que o senhor me explicasse um pouco o teor dessa representação no Ministério Público em relação a esse episódio da febre amarela na mídia.

Eduardo Guimarães - Pois, não. O que acontece é o seguinte. Nós acompanhamos, eu acho que o Brasil inteiro, as pessoas mais esclarecidas acompanharam um processo em que o meio de comunicação apostou uma corrida com outros, grandes meios de comunicação, no sentido de disseminar uma pseudo-epidemia, uma epidemia imaginária de febre amarela que, segundo dados do Ministério da Saúde, que nós estamos recolhendo, dados oficiais, já provocou, ao menos, uma morte de uma senhora de 79 anos por ter se vacinado sem necessidade. Essa pessoa não iria viajar para nenhuma área de risco, tinha um organismo incompatível com a vacina, assustada pelo noticiário alarmista, para se ter uma idéia foram dezenas e dezenas de capas de jornais dos principais meios de comunicação do país alarmando a população. De fato houve um alarmismo reconhecido pelo ombudsman da Folha de São Paulo, reconhecido até pela própria Folha de São Paulo em um editorial dizendo que a hipótese de epidemia tinha sido magnificada pela mídia, sendo que ela mesma foi um dos veículos que está sendo representado. Depois da porta arrombada, depois que morre gente, no fim de tudo aqui... Eu acredito que a sociedade tem que agir de alguma maneira e a ONG que nós fundamos foi criada com essa finalidade, de pedir uma mídia ética, uma mídia plural, uma mídia sobretudo, antes de tudo e acima de tudo responsável.

Conversa Afiada - Na representação a ONG Movimento dos Sem Mídia pede algum tipo de penalidade a algum meio de comunicação? Existe algum foco?

Eduardo Guimarães - Os focos são... Nós estamos fazendo uma representação contra o Grupo Folha, contra o Grupo Estado, contra a Editora Abril, contra o Correio Brasiliense (que talvez tenha sido o pior veículo em termos de alarmismo), Jornal do Brasil. Têm duas capas, uma da Veja e outra da IstoÉ, no mínimo duas se eu me recordo, incrivelmente alarmistas. A revista IstoÉ nós temos também representada. Mas a representação diz ao Ministério Público o seguinte, seria impossível nós representarmos contra todos os veículos que embarcaram nessa onda. Então nós escolhemos aqueles veículos de maior expressão pedindo ao Ministério Público que investigue a nossa teoria, estamos oferecendo elementos para ele, noticiários, vídeos (nós estamos entregando o CD-ROM com programas de telejornais), matérias de jornal e estamos pedindo ao Ministério Público que investigue e nessa investigação, se for contatado o que aconteceu, nós pedimos, inclusive, que o horário seja ressarcido o gasto adicional de vacinas, o dispêndio de dinheiro público que deve ter sido enorme, porque o preço da dose está em torno de R$ 0,90, pelo que nos foi informado, dados do Ministério da Saúde. Nesse gasto, são milhões de vacinas de pessoas que tomaram essa vacina sem necessidade. Eu mesmo tenho gente na minha família, o noivo da minha filha, que é diabético, não ia para área de risco nenhuma, mas tomou a vacina, passou muito mal. Eu tenho um amigo que está com um câncer na garganta, está com a imunidade baixa, ia se vacinar e eu pedi a ele que antes conversasse com o seu médico e o médico proibiu. Então, além disso, teve um gasto exagerado de dinheiro público à toa, para vacinar gente que não precisava da vacina. Nós estamos pedindo que se Ministério Público fizera a denúncia o a Justiça entender que houve realmente os fatos que nós estamos relatando, que peça a devolução, a esses veículos que foram condenados, desse dinheiro.

Conversa Afiada - Senhor Eduardo, o senhor já citou isso, mas eu gostaria de detalhar um pouco mais, sobre como a representação se documenta. Que tipo de material vocês conseguiram compilar para essa representação?

Eduardo Guimarães - Olha, na verdade a dificuldade foi escolher o principal, porque a quantidade de material que existe é enorme. Nós fazemos uma representação onde narramos os fatos de forma mais superficial, depois temos o anexo um, com reprodução de matérias de jornal... Na verdade a representação se baseia em um clipping que a Radiobrás publica na internet dia-a-dia com as manchetes dos principais meios de comunicação. Então, isso forma uma linha cronológica que vai do dia 29 de dezembro ao dia 1º de fevereiro. Então, se nós compusermos um gráfico, a linha desse gráfico ia começar lá embaixo, no dia 29 de dezembro, iria subindo até meados de janeiro e depois iria caindo até o final do mês, começo do mês seguinte. Então você vê a série claramente no noticiário o aumento e o embarque de todos esses veículos em matérias de capa dos principais jornais e, acompanhando esse clipping da Radiobrás, nós estamos anexando matérias importantes como uma coluna da Eliane Cantanhêde, da Folha de São Paulo, onde ela diz, sem mais nem menos, “vacine-se seja você de onde for e antes que seja tarde”, ela diz uma coisa assim. E todas essas manchetes de primeira página de jornal, em nenhum momento, do mês de janeiro, elas alertaram a população sobre o fato de que essa vacina é uma vacina perigosa, de certa maneira, para ser tomada aleatoriamente.

Você inocula o vírus da febre amarela, o vírus atenuado. Você provoca uma pequena febre amarela no indivíduo, que é a famosa reação. Se a pessoa tem algum problema de imunidade ou mulher grávida, ou criança... Então essas manchetes de jornal são um veículo de comunicação a parte. De cada dez pessoas, uma lê jornal e nove lêem manchetes que estão nas bancas. É só você passear por São Paulo e você vai ver, nas primeiras horas da manhã, as bancas de jornal com as pessoas postadas nas bancas lendo as manchetes.

Então, aquilo é um meio de comunicação à parte. Quando você tem manchetes que induzem a sociedade ao alarmismo, ao medo de contrair febre amarela urbana, uma modalidade da doença que não existe há 60 anos, foi erradicada no Brasil há 60 anos, e quando você compara a cobertura deste ano, em que você teve duas mortes confirmadas por febre amarela e duas dezenas de casos, com 2000, quando houve 85 casos confirmados e 40 mortes e você nota que lá atrás não foi feito alarmismo nenhum e hoje foi feita uma verdadeira guerra na imprensa, dizendo que haveria essa epidemia, você vê que por alguma razão eles escolheram esse ano com um recrudescimento natural, porque aumentam os casos da doença em ciclos de sete, oito anos, é previsível. Quer dizer, não foram ouvidos especialistas, infectologistas adequadamente pela imprensa ou, se ouvidos, na pior das hipóteses, foram ignorados, o que é muito mais grave. Então, nós estamos tomando uma atitude. Eu acho que alguém tem que por o guiso nesse gato e nós vamos por, porque é isso que nós nos propusemos quando criamos essa ONG.

Do www.paulohenriqueamorim.com.br

Março 09, 2008

Das colunas sociais

Respondo a Octavio. Corretas as suas informações, a imbecilidade do mundo não tem fronteiras. Quando falo, porém, de colunas sociais, aludo a estas que comparecem nos jornalões. O senhor vai procurá-las em vão La Repubblica, ou no Corriere della Sera, ou em qualquer outro jornal italiano. E em vão as procuraria há cem e mais anos. Refiro-me a um jornalismo sério, como afirmam praticar o Estadão, o Globo, a Folha, o Jornal do Brasil. Sim, sim, há outras Gente (a nossa) pelo mundo, mesmo naquele pretensamente mais civilizado. Admitamos, porém, que o jet-set nativo é bem menos interessante do que o internacional. Como bom anarquista, não tenho o menor apreço pelo jet-set em qualquer latitude, é o ponto de encontro das vaidades sustentadas pela grana abundante e narcisismo idem.

Mas por aqui, em lugar de Brad Pitt e Angelina Jolie, as cabeças ainda coroadas, de artistas de renome mundial, de chefes de cozinha cultíssimos, de costureiros que apinham desfiles em Paris e Milão, de casanovas herdeiros de Porfírio Rubirosa e Ali Kahn, temos cavalheiros de gravata amarela dispostos a exibir uma falsa sabedoria enológica e dondocas carregadas de pedrarias duvidosas, convencidas de que a rua Oscar Freire é igual, ou melhor, à Montenapoleone, ou à Conditti, ou ao Faubourg Saint-Honoré. E não passam de mil e quinhentos e vinte e sete pessoas, em geral pouco lidas, arrogantes, prepotentes, desinteressadas em relação às questões prementes do seu país, enquanto se entregam ao exibicionismo, certas, por exemplo, de que um terno Armani é o máximo da elegância.

Por Mino Carta

Patrulha Ideológica

Recentemente a revista Veja junto com a Globo vêm travando uma guerra ideológica e patrulhamento dos livros didáticos que são distribuídos gratuitamente aos alunos pelos governos. A "denúncia" surgiu quando uma mãe disse que o livro da filha tinha conotações politico-ideólogicas marxistas e que isso ela não aceitava. A revista Veja, como era de se esperar, veio com a reportagem e a partir daí o diretor de "jornalismo" da Globo Ali Kamel se juntou ao coro anti-subversivo desses livros.
Os artigos de Kamel e de outros reacionários de plantão que acreditam no que ele e a Veja escrevem fez parecer que voltamos na era do macarthismo. O macarthismo ficou conhecido como a época em que o senador dos EUA Joseph McCarthy perseguia e denunciava qualquer um que ele achasse ter vínculo ou idéias que simpatizavam com o comunismo as quais eram chamadas de subversivas e que foi muito bem retratado no filme de George Clooney chamado Boa Noite Boa Sorte (Good Night Good Luck).

Kamel escreveu e pediu o cancelamento da distribuição dos livros de história que continham "erros" sobre assuntos como o período maoísta na China (o livro não dizia que Mao era responsável pelo assassinato de milhões de chineses), sobre o "sagrado" sistema capitalista e acusou o governo brasileiro de tentar doutrinar os alunos com tal ideologia esquerdista. A partir disso, o jornalista Luis Nassif entrou na discussão e apresentou a verdadeira intenção de Kamel que era a de favorecer a editora que pertence a Globo que teria perdido uma fatia dos milhões de reais que os governos destinam para a compra desses livros.

Vale lembrar que esse livro referido por Kamel fazia 10 anos que estava em circulação e que recentemente já teria sido reprovado e suspendido pela avaliação do MEC e de professores. Quem faz a seleção dos livros didáticos são o MEC e os professores das áreas referidas, portanto, não teria nenhuma interferência do governo na escolha, mas sim pura paranóia guerra fria de Ali Kamel.

Sou professor eventual de biologia da rede pública e já vi alguns livros que são distribuídos que continham muitos erros, mas se eu vou dar aula e os alunos possuem o livro, com certeza identificarei tais erros e corrigirei com os alunos. O mesmo vai ser feito pelos professores de história, pois se o livro tiver tais imprecisões históricas o professor vai saber corrigir isso com os alunos e pronto. Não precisa fazer tempestade em copo d´água como esta fazendo Kamel e seus patrulhas do CCC (comando de caça aos comunistas que existiu na época da ditadura brasileira) na imprensa. Qual será a verdade que Kamel quer que seja passada aos alunos da rede pública? Vai ver seria melhor os professores de história e geografia deixarem de lado esses livros para usar a revista Veja e o jornal O Globo onde Ali Kamel escreve suas asneiras, na sala de aula.

Não sei o porque do alarde de Kamel e outros com medo de isso "contaminar" a mente dos alunos e como ultimamente uma escritora aqui de Piracicaba escreveu que o "mal já foi feito". Que mal seria esse? Seria o mal de ter alunos contestadores do sistema tornando-os subversivos?
Garanto que esses 10 anos que o livro circulou nas escolas, não se formou grupos de estudantes Maoístas revolucionários tentando acabar com o sistema capitalista e nem fez aumentar a filiação do partido comunista no Brasil. Assim os alunos se interessassem e lêssem os livros com o intuito de formar uma ideologia, pois quem sabe assim não teríamos alunos tão apáticos como hoje em dia.

Enfim, essa discussão ainda esta dando o que falar e nada vai adiantar mais uma vez a imprensa vir com mais essa retórica anti-esquerda que adota diariamente para também tentar interferir no processo educacional tentando doutrinar até os professores com essa paranóia.