Novembro 25, 2007

IMPRENSA vs. CHÁVEZ:A espiral do jornalismo mazombo

Ao mandar o presidente Chávez se calar na Cúpula Ibero-Americana, o rei da Espanha, Juan Carlos, deixou duas coisas evidentes: a primeira foi o ressurgimento no campo político de uma perversão colonialista recalcada. A segunda, de fácil comprovação pelo regozijo provocado em colunas e editoriais, foi a confirmação de que a imprensa brasileira se move a partir de alguns dos pressupostos da Teoria da Espiral do Silêncio, de Elisabeth Noelle-Neumann.

Uma leitura ligeira permite identificar o viés ideológico dos atores que são escolhidos "como definidores primários" da conjuntura latino-americana. Autoridades e analistas políticos vinculados organicamente à matriz neoliberal avalizam a tematização necessária. Pluralidade de opiniões e pensamento crítico são penduricalhos dispensáveis. O que importa é estabelecer a agenda que melhor demonize dois alvos: as novas lideranças andinas e a política externa do governo brasileiro.

O "por que não se calam" do campo jornalístico não é feito a partir de um grito intempestivo, embora com ele se identifique plenamente.A consonância na divulgação de notícias e opiniões requer engenho dos profissionais e uma estruturação azeitada dos principais veículos.

Caudilhos e protoditadores

No caso do presidente Lula, a fórmula é tão repetida que pode ser resumida facilmente. Trata-se de afirmar sucessivas ignorâncias associadas a uma perigosa visão de democracia com a qual ele volta e meia flertaria. Para obter apoio dos consumidores de noticiário, a representação solicitada pelo pensamento conservador pede que se apresente o projeto bolivariano como expressão de uma democracia plebiscitária em que Chávez manipule poderes constituídos e divida a sociedade venezuelana. Quem assim não enxerga ou padece de ingenuidade incurável ou é intelectual stalinista.

O esforço conjunto é de tal monta que, entre os principais articulistas, a diferença reside tão-somente na empresa para a qual vendem sua força de trabalho. A padronização do conteúdo leva ao célebre "leu um, leu todos".

Talvez algum leitor deste Observatório não tenha percebido, mas há cinco anos, com pequenas variações temáticas, o mesmo texto está presente em redações distintas. Construir uma linha do tempo, destacando os fatos mais relevantes desde a chegada de lideranças populares ao poder, é falar obrigatoriamente de populismo, caudilhos e protoditadores. Todos envolvidos, de uma maneira ou de outra, em ações para ampliar seus poderes, pondo em risco a democracia representativa.

"A mão do império"

Em 2 de junho de 2007, Miriam Leitão afirmava, na sua coluna no Globo:

"O que está acontecendo na Venezuela é perigoso e nos diz respeito, porque ameaças à liberdade dizem respeito aos democratas em geral. O governo brasileiro, que na greve geral interferiu no conflito interno fornecendo gasolina para furar a greve, agora usa o biombo da não-interferência para, de novo, ser ambíguo. O presidente Lula fez uma fraca declaração em defesa do Senado e seu principal assessor, ao seu lado, deu razão e defende Hugo Chávez. O episódio mostra a profundidade das convicções democráticas de certos assessores presidenciais."

No mesmo jornal, em 21 de janeiro, Merval Pereira, registrava que...

"...o interessante é que a mesma armadilha em que as oposições foram apanhadas pelo populismo, em termos de Estado apanha desarmado o Brasil de Lula diante da nacionalização do gás na Bolívia, por exemplo, e da ameaça de nacionalização do petróleo no Equador e de energia na Venezuela. É a retórica do `mais fraco´ contra o imperialista regional, no caso o Brasil. Foi o que o presidente da Bolívia, Evo Morales, cobrou de Lula na reunião do Mercosul para aumentar o preço do gás".

Editorial do Estado de S.Paulo (22/9/2007) não deixa dúvidas:

"Não teria mesmo cabimento o Brasil se submeter ao supremacismo de Caracas. Já a questão política é a do ingresso da Venezuela no Mercosul, que depende do voto do Senado brasileiro. Em junho, o desbocado ditador acusou o Congresso de `papagaio dos Estados Unidos´ por não haver ainda aprovado a entrada. Agora, retomou a `grossura´ da submissão aos EUA, dizendo que `a mão do império, a mão norte-americana´ está por trás do atraso."

"Tudo tem limite"

São textos escritos em tempos diversos, mas, para a grande imprensa, pensar integração regional em termos solidários não faz qualquer sentido. Ou a concebemos em termos de soma zero, ou o agendamento nos remete ao silêncio espiral. Para os que ousam uma reflexão alternativa, as melhores redações de Pindorama, a título de sugestão, indagam: por que não se calam?

Se tiver oportunidade de ler os articulistas da página 2 da Folha de S.Paulo, o rei franquista verá que em solo brasileiro não lhe falta apoio. Carlos Heitor Cony lamenta: "Nunca perdoarei a Chávez a oportunidade de se dar razão a um rei."

Eliane Cantanhêde reflete sobre o episódio:

"Rodou mundo a cena em que o rei Juan Carlos, da Espanha, mandou o presidente Hugo Chávez, da Venezuela, calar a boca. `Por que não se cala?´, irritou-se ele, interrompendo um jorro de impropérios de Chávez contra o ex-presidente espanhol José María Aznar, a quem chamava de `fascista´. O rei é adversário de Aznar, mas tudo tem limite".

Quem disse a ela que o ex-premiê e o monarca espanhol se encontram em pólos opostos é um mistério, mas isso tem pouca importância.

O cargo de bobo da Corte

Clóvis Rossi lembra que...

"...para quem não acompanhou, Chávez insistiu mil vezes em chamar de `fascista´ o ex-presidente do governo espanhol, José María Aznar, até que o rei da Espanha, usualmente a mais cordial e cavalheiresca figura do mundo político, lhe apontou o dedo com uma frase curta e grossa (de contundente): `Por qué no te callas?´".

Se os criollos aplaudem El-rey, não serão os mazombos da imprensa nativa que negarão apoio ao mestiço que chegou à presidência no Vice-Reino da Prata. No Jornal da Globo (13/11), Arnaldo Jabor lamentou: "Pena que não haja um rei português para dar um esculacho na malandragem de Brasília". Nesse último caso, fica um ensinamento. É assegurada total liberdade de expressão a quem aspire ao supremo cargo de bobo da Corte. Espiral mazombeira é coisa fina.

Gilson Caroni Filho , amigo e colaborador do República Vermelha

Do República Vermelha

Novembro 22, 2007

Boas Notícias - MP do Rio abre processo contra a Rede Globo


Boas Notícias - MP do Rio abre processo contra a Rede Globo

Parabéns à Coordenação da Campanha Quem Fincancia a Baixaria é contra a Cidadania do RJ.

Ministério Público Federal do Rio de Janeiro instaura processo contra Rede Globo de Televisão por supostas referências preconceituosas

No dia 18 de junho, o programa do Jô Soares exibiu uma entrevista com o escritor Rui Moraes e Castro sobre a mutilação genital a que são submetidas as mulheres angolanas. No decorrer da entrevista, tanto o apresentador, quanto o entrevistado referiram-se aos hábitos e costumes culturais das mulheres africanas de maneira preconceituosa. Desde então, a campanha "Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania" recebeu inúmeras denúncias, dando conta da indignação que a referida entrevista gerou junta a entidades de mulheres, especialmente das comunidades negras.
De acordo com as denúncias recebidas, os participantes do programa utilizaram-se de ironias e fizeram alusão a pedofilia. A campanha "Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania", enviou para o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro as referidas denúncias. A Procuradora Federal dos Direitos do Cidadão do Rio de Janeiro, Márcia Morgado instaurou processo judicial contra a Rede Globo de Televisão, a fim de identificar se realmente houve desrespeito às comunicades negras.

Para acompanhar os desdobramentos do processo, os interessados podem acessar o site do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro com o seguinte número MPF/PR/RJ/nº 130012000689200758.

Por Ana Lúcia Bonfim

Novembro 15, 2007

Mídia sufoca pluralidade e suprime pensamento crítico


Leia texto de Verena Glass publicado originalmente no site da Agência Carta Maior:

Um dos casos mais recentes e emblemáticos de um certo desvario reinante na imprensa brasileira foi, segundo o sociólogo Emir Sader, a afirmação de um graduado jornalista sobre os resultados das eleições presidenciais de 2006: o povo, ao reeleger Lula, teria contrariado a opinião pública.

Participante, junto com a filósofa Marilena Chauí e a jornalista Tereza Cruvinel (TV Brasil) do debate Mídia e Democracia no Brasil, atividade do Fórum Internacional Mídia, Poder e Democracia, que acontece em Salvador, BA, entre os dias 12 e 14 de novembro, Sader destrinchou as estratégias utilizadas pela mídia para impor à
população um papel de agente passivo na construção social, política e econômica do país e no processo de supressão progressiva da democracia.

Citando os resultados de uma pesquisa recente do jornal Folha de S. Paulo, que constatou que seus leitores são, em absoluta maioria, integrantes das classes A e B, com grande poder aquisitivo e cultura de consumo, Sader destacou duas questões importantes: por um lado, o jornal resume seu universo editorial em ser pautado e pautar a "opinião pública" de uma determinada classe, buscando ser ao mesmo tempo construtor e filtro do consenso e definindo “o quê, quando e sobre o quê se fala”.

Por outro lado, o liberalismo escamoteado de "liberdades" reduziu os receptores das informações a consumidores, de olho nas possibilidades de financiamento da indústria de bens de consumo. Mais do que uma imprensa privada, a mídia é mercantilizada, o que fragiliza a democracia a partir do momento em que forma e conteúdo das informações têm origem e direcionamento pré-estabelecidos pelo mercado.

Um problema maior, neste aspecto da supressão da democracia, está, de acordo com Sader, na esfera do debate ou disputa de idéias. "Segundo o pensador inglês Perry Anderson, quando a esquerda chegou ao governo, tinha perdido o debate das idéias. Consultado, normalmente o povo é favorável a idéias progressistas; mas não é consultado". A construção da opinião pública não se dá, assim, a partir do posicionamento da população, mas a partir das demandas do mercado, avalia Sader.

Na mesma direção, a filósofa Marilena Chauí aponta um fenômeno cada vez mais comum na mídia: a relevância dada a preferências pessoais (que música gosta, que filme viu, que perfume usa, que viagem fez) em detrimento da colocação de idéias e reflexões quando se dá espaço ao "debate público". Assim, a real opinião pública dá lugar à sondagem de opinião, no sentido em que não se procura a expressão pública nacional, refletida e pensada, mas se aposta nas “predileções”.

O papel de refletir e pensar é usurpado pelos “formadores de opinião” - analistas, acadêmicos, artistas, jornalistas. O jornalismo se torna o detentor das plausibilidades, e os intelectuais, o operariado do capital. O especialista é aquele que ensina a viver, a decorar a casa, a cozinhar, a fazer sexo, a educar, o que faz do comunicador o formador final da opinião pública.

O papel do poder público

Segundo Emir Sader, salvaguardar ou reconduzir a democracia na imprensa passa a ser um papel do poder público, a partir da concepção de que é o mais apto a desmercantilizar os processos de comunicação. Neste sentido, desmercantilizar significa democratizar, defende Sader.

Este seria um dos principais desafios dos governos de esquerda: a construção de canais públicos onde a diversidade tem espaço obrigatório, e onde a mídia deixaria de ser a intermediária entre o governo e a opinião pública. Para tanto, porém, é urgente que verbas públicas de publicidade, principalmente das grandes estatais - no fundo nada mais do que dinheiro da população -, deixem de ser canalizadas para sustentar os grandes impérios midiáticos.

“Tem de haver o fortalecimento dos canais e mídias alternativas, como Carta Capital, Caros Amigos, Carta Maior, Le Monde Diplomatique -, expressões da diversidade; a batalha das idéias é decisiva para o futuro do Brasil. São as idéias que ficam, que dão ao povo consciência de si mesmo”, conclui Sader.

PT Org

Novembro 05, 2007

FOLHA DESVAIRADA


A Folha perdeu as estribeiras. Ou a compostura. Arquivou a sutileza, o savoir-faire, botou para quebrar – já não esconde que deseja apenas fazer barulho. O jornal a serviço do Brasil assumiu o jornalismo-badalo, apelação. Recebeu o espírito da falecida irmã dos anos 60, a sensacionalista Folha da Tarde, e manda dizer que o esculacho está de volta.

No domingo (28/10), no alto da primeira página, sem provas, na base de uma informação policial off the record, o jornal acusou o padre Júlio Lancelotti de manter um relacionamento sexual com um ex-interno da Febem.

No dia seguinte, segunda-feira (29/10), também na primeira página, a Folhona ressuscita o Rolex roubado do televisivo Luciano Huck, agora com uma fanfarronada social de outra figura do baixo showbiz, o cantor e compositor Zeca Baleiro.

A cretinice progressista do rapper Ferréz deu o que tinha para dar e, sossegados os freqüentadores do "Painel do Leitor", os sensores do departamento de marketing indicaram que estava na hora de esquentar o jornal novamente.

"Huck precisou ser roubado para atacar a exclusão social", proclamou o excelso Zeca Baleiro na chamada da primeira página, remetendo ao artigo da nobilíssima página 3.

Na falta de pitbulls hidrófobos da extrema-direita, a Folha desta vez foi buscar um exemplar da New New-Left, padrão Pet Shop. O latido é o mesmo.

"Vanguardismo muderno"

Enquanto o Estadão se esvai, a Folhona dissipa-se – este é o retrato da paulicéia midiática. O Estadão fica menos mal, empurrado pela força da gravidade, com um resquício de grandeza, mangas puídas, porém limpas. Já a rival, Folhona, escolheu o salto no escuro, o vanguardismo marron-glacé, sócio-pop, "muderno".

Apesar das diferenças, o pensamento único, homogêneo, nivelado: em duas ocasiões da mesma semana os dois jornalões duplicaram suas manchetes. Na terça, 23/10 (o dia em que foi revelado o escândalo do leite fraudado), escolheram a mesma chamada principal na primeira página, com as mesmas palavras: "Remessa de lucros piora as contas externas".

As almas-gêmeas exibiram-se novamente no sábado, 27/10, com fraseado ligeiramente diferente: "Ação da Bovespa sobe 52% na estréia (Folhona); "Ações da Bovespa sobem 52% no dia do lançamento" (Estadão).

Ambos querem os mesmos mauricinhos e as mesmas patricinhas. Para esses leitores altamente qualificados é que os departamentos de publicidade das imobiliárias preparam anúncios de cinco páginas para vender edifícios de apartamento com nomes franceses em ruas "de um bairro tipicamente americano".

Pagamento atrasado

No mesmo dia do retorno do jornalismo-badalo, a mesma Folhona, na mesma página 3, publica outra aberração: o artigo do imortal educador Arnaldo Niskier. Desta vez, o cachê demorou: geralmente as idiotices do lobista-chefe das universidades privadas são publicadas logo em seguida aos especiais produzidos pela Folha para agradar os barões da indústria do diploma.

O último, "Guia das Profissões", saiu no domingo, dia 7/10, e o pagamento só veio agora, três semanas depois. Classificação: indecente. Recortaram-se depoimentos de profissionais liberais (e duas estrelas da equipe do jornal) para encher um tablóide de 24 páginas saturadas de anúncios e matérias promocionais sem qualquer validade jornalística, para atrair inocentes vestibulandos. A autoria da maioria das matérias é trambicada (Da Redação) e apenas três são assinadas – por colaboradores eventuais.

Na página A-6 da edição de domingo (28/10), o ombudsman Mario Magalhães reclamou das sucessivas manchetes dominicais produzidas na base de percentuais e dados estatísticos que não querem dizer absolutamente nada. Este observador agradece: o mesmo vem sendo dito aqui há meses.

Aguardemos as suas ponderações sobre o jornalismo-badalo.

Por Alberto Dines

Patrulha Ideológica

Recentemente a revista Veja junto com a Globo vêm travando uma guerra ideológica e patrulhamento dos livros didáticos que são distribuídos gratuitamente aos alunos pelos governos. A "denúncia" surgiu quando uma mãe disse que o livro da filha tinha conotações politico-ideólogicas marxistas e que isso ela não aceitava. A revista Veja, como era de se esperar, veio com a reportagem e a partir daí o diretor de "jornalismo" da Globo Ali Kamel se juntou ao coro anti-subversivo desses livros.
Os artigos de Kamel e de outros reacionários de plantão que acreditam no que ele e a Veja escrevem fez parecer que voltamos na era do macarthismo. O macarthismo ficou conhecido como a época em que o senador dos EUA Joseph McCarthy perseguia e denunciava qualquer um que ele achasse ter vínculo ou idéias que simpatizavam com o comunismo as quais eram chamadas de subversivas e que foi muito bem retratado no filme de George Clooney chamado Boa Noite Boa Sorte (Good Night Good Luck).

Kamel escreveu e pediu o cancelamento da distribuição dos livros de história que continham "erros" sobre assuntos como o período maoísta na China (o livro não dizia que Mao era responsável pelo assassinato de milhões de chineses), sobre o "sagrado" sistema capitalista e acusou o governo brasileiro de tentar doutrinar os alunos com tal ideologia esquerdista. A partir disso, o jornalista Luis Nassif entrou na discussão e apresentou a verdadeira intenção de Kamel que era a de favorecer a editora que pertence a Globo que teria perdido uma fatia dos milhões de reais que os governos destinam para a compra desses livros.

Vale lembrar que esse livro referido por Kamel fazia 10 anos que estava em circulação e que recentemente já teria sido reprovado e suspendido pela avaliação do MEC e de professores. Quem faz a seleção dos livros didáticos são o MEC e os professores das áreas referidas, portanto, não teria nenhuma interferência do governo na escolha, mas sim pura paranóia guerra fria de Ali Kamel.

Sou professor eventual de biologia da rede pública e já vi alguns livros que são distribuídos que continham muitos erros, mas se eu vou dar aula e os alunos possuem o livro, com certeza identificarei tais erros e corrigirei com os alunos. O mesmo vai ser feito pelos professores de história, pois se o livro tiver tais imprecisões históricas o professor vai saber corrigir isso com os alunos e pronto. Não precisa fazer tempestade em copo d´água como esta fazendo Kamel e seus patrulhas do CCC (comando de caça aos comunistas que existiu na época da ditadura brasileira) na imprensa. Qual será a verdade que Kamel quer que seja passada aos alunos da rede pública? Vai ver seria melhor os professores de história e geografia deixarem de lado esses livros para usar a revista Veja e o jornal O Globo onde Ali Kamel escreve suas asneiras, na sala de aula.

Não sei o porque do alarde de Kamel e outros com medo de isso "contaminar" a mente dos alunos e como ultimamente uma escritora aqui de Piracicaba escreveu que o "mal já foi feito". Que mal seria esse? Seria o mal de ter alunos contestadores do sistema tornando-os subversivos?
Garanto que esses 10 anos que o livro circulou nas escolas, não se formou grupos de estudantes Maoístas revolucionários tentando acabar com o sistema capitalista e nem fez aumentar a filiação do partido comunista no Brasil. Assim os alunos se interessassem e lêssem os livros com o intuito de formar uma ideologia, pois quem sabe assim não teríamos alunos tão apáticos como hoje em dia.

Enfim, essa discussão ainda esta dando o que falar e nada vai adiantar mais uma vez a imprensa vir com mais essa retórica anti-esquerda que adota diariamente para também tentar interferir no processo educacional tentando doutrinar até os professores com essa paranóia.