Agosto 25, 2007

MINISTRO DO STF RECLAMA DE LINCHAMENTO


O ministro Eros Grau afirmou ontem que a imprensa pratica "linchamentos", sem especificar exatamente a que se referia sua crítica. No preâmbulo de um de seus votos, Grau disse: "Nunca me detive em indagações a respeito das causas dos linchamentos consumados em um como que tribunal erigido sobre a premissa de que todos são culpados até prova em contrário."

Em seguida, apostou numa causa: "Talvez seja assim porque muitos sentem necessidade de punir a si próprios por serem o que são." Quinta-feira o jornal O Globo publicou trechos de uma conversa por mensagem, mantida durante o julgamento dos acusados do mensalão pelos ministros Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski e colhidas pela objetiva do fotógrafo Roberto Stuckert Filho.

Nas mensagens, Cármen Lúcia informou a Lewandowski, em meio a outros assuntos, que Grau rejeitaria integralmente a denúncia do procurador-geral da República contra os acusados do mensalão, sugerindo que o ministro fizera um acordo com o Palácio do Planalto. Ontem, Grau reagiu com firmeza; hoje, estendeu a inconformidade a um de seus votos.

Eros Grau ressaltou que sua crítica se dirigia especificamente a "determinados desvios" da mídia e não significava "desconsideração ou menosprezo do papel fundamental desempenhado pela imprensa na democracia". Reconheceu que "a imprensa livre é por certo indispensável à plena realização da democracia" e, "por isso, ela há de ser necessariamente imune à censura".

Afirmou que a imprensa livre deve servir à sociedade, "mesmo porque o titular da imunidade à censura é povo, não o proprietário do veículo". Grau declarou que o magistrado independente - qualidade na qual se incluiu - "é o autêntico defensor da sociedade e da imprensa". Sempre usando frases elaboradas, mudou o tom e partiu para uma consideração mais genérica, ao ressaltar que os magistrados independentes é que livram a imprensa de ser responsabilizada: "É mercê da prudência do magistrado independente que não resultam tecidas plenamente, por elas mesmas, as cordas que as enforcarão, as elites e a própria imprensa."

Para ele, o papel de julgar exige do juiz considerar dois planos - a racionalidade expressa na lei e o que chamou de "imaginário social". O magistrado, disse, "deve considerar as manifestações desse imaginário, sem, contudo, permitir que a ética da legalidade seja tragada pela emoção coletiva". Essa emoção coletiva, afirmou o ministro, "pode conduzir não apenas aos linchamentos, mas à indiferença face ao desprezo autoritário pelos chamados direitos fundamentais". Segundo ele, "a racionalidade, veiculada pelo direito positivo, direito posto pelo Estado, pretende dominar não apenas os determinismos econômicos, mas também os arroubos emocionais da sociedade, inúmeras vezes insuflados pela mídia".

E exclamou: "Condenam-se pessoas mesmo antes da apuração de fatos." Por último, Grau disse que a independência "permite ao juiz tomar não apenas decisões contrárias a interesses do governo, mas também impopulares, que a imprensa e a opinião pública não gostariam que fossem adotadas."
Agência Estado

Agosto 21, 2007

Assembléia do Piauí aprova moção contra o presidente da Philips


Os deputados petistas João de Deus e Olavo Rebelo tiveram a moção de repúdio que encaminharam contra o presidente da Philips, Paulo Zottolo, aprovada e subscrita pelos líderes de todas as bancadas da Assembléia Legislativa do Estado.

Além da moção, os deputados encaminharam para a Comissão de Constituição e Justiça um requerimento do deputado Wilson Brandão (PSB), para que seja providenciado um Decreto Legislativo considerando o presidente da Philips como “persona non grata” para o povo piauiense.

Além do Piauí

Na quarta-feira passada (15), o secretário de Relações Internacionais da CUT, João Felício e o diretor executivo da CUT, Manoel Messias, entregaram oficialmente ao representante do Ponto de Contato Nacional (PCN-Brasil), nas mãos de Pedro Florêncio, documento-denúncia contra a Philips do Brasil por infringir o ítem 11 dos princípios Gerais das diretrizes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para as multinacionais.

Na oportunidade, também foi apresentada cópia da matéria paga que a Philips do Brasil publicou nos jornais dia 27 de julho de 2007, onde convoca a população a aderir ao movimento Cansei, o que é a maior prova da interferência da multinacional na política interna do Brasil.

As diretrizes da OCDE para as multinacionais foram elaboradas em 1976 devido à preocupação com o crescimento das multinacionais e sua interferência na política interna dos países em desenvolvimento, principalmente depois do envolvimento de multinacionais na derrubada do governo de Salvador Allende, no Chile, em 1973.

PT Org

Agosto 15, 2007

MONOPÓLIO DA MÍDIA É ATENTADO À DEMOCRACIA


"Os meios de comunicação têm donos. A informação tem proprietários. Existem latifúndios, monopólios, impérios midiáticos. A propriedade ilimitada da informação de uns pressupõe a ilimitada desinformação de todos. Somente há comunicação entre iguais". Luiz Brito Garcia, professor venezuelano

No dia 5 de outubro expira a concessão pública dada à Rede Globo de Televisão. Na oportunidade, segundo reza a Constituição, caberá ao governo federal, via Ministério das Comunicações e Casa Civil, a partir de uma análise criteriosa, tomar uma decisão e enviá-la como recomendação ao Congresso Nacional. Na Casa, deputados e senadores baterão o martelo sobre os destinos da Vênus Platinada.

Enquanto esse dia não chega, à luz dos últimos acontecimentos midiáticos - comprovadamente golpistas como o bombardeio desinformativo que imputava ao governo a responsabilidade pelo "assassinato" de 200 pessoas em Congonhas -, cabe uma reflexão sobre a bandeira da democratização dos meios de comunicação e a necessidade do controle social sobre as concessões públicas.

É inaceitável que enquanto governos democraticamente eleitos tenham mandato de quatro anos, tais emissoras façam uso da sua concessão como um cheque em branco a ser gasto durante longos quinze anos, sem qualquer controle da sociedade sobre os conteúdos veiculados. No nosso entender, é preciso estabelecer critérios objetivos que garantam a finalidade social dos meios, a fim de que não sejam deturpados em favor de interesses particulares, e que se permita ao Executivo o poder de cancelar a outorga no caso de irregularidade jurídica ou fiscal.

Como todos sabemos desde há muito tempo, evidenciado com mais requinte naquela edição do debate Collor-Lula, a emissora dos Marinho representa em nosso país a antítese da informação, mas também da educação e da cultura, elementos fundamentais para a afirmação de uma sociedade sã e para a construção de um país soberano. Os exemplos de manipulação e deformação da realidade em benefício dos interesses comerciais da Globo e de seus anunciantes, banqueiros e transnacionais, são muitos e se multiplicam. Aos críticos da sua lógica mercadológica, a emissora brinda a invisibilidade, num caso de desaparecimento público de opositores em plena democracia. Afinal, são os seus donos os que definem quem é ou não notícia, o que é ou não informação a ser repassada para a opinião pública.

Sendo assim, temas como a Emenda 3 estão proibidos de ser manchete, pois contrariam os interesses da emissora que transformou grande parte dos seus funcionários em pessoas jurídicas, sem direito a 13º, férias ou licença-maternidade e paternidade. A cultura nacional cede lugar a todo tipo de enlatados, ao mesmo tempo em que vulgarizam a violência, a prostituição e a baixaria. Meia dúzia de "cansados" se transforma em paladinos da "moralidade" e, com a ajuda de alguns âncoras e efeitos de câmera, em expressão da "sociedade que quer mudanças"... Evidentemente, as transformações que propõem não são para reduzir os juros ou o superávit primário. Querem o governo na defensiva para que cumpra com o seu receituário anti-nacional, privatista e neoliberal.

Como resposta a este cerco midiático, desde o primeiro momento nos somamos em defesa da constituição da Rede Pública Nacional de Rádio e Televisão, elemento chave para que a população seja municiada com informações que sirvam de contraponto às mentiras dos cifrões, que abarquem a riqueza da pluralidade de um país que começa a encontrar seu rumo. E a se distanciar dos escravocratas e colonizadores de ontem, de hoje e de sempre.

Da mesma forma, temos nos pronunciado em favor da imprensa alternativa - equivocadamente discriminada pelas verbas publicitárias oficiais - e dos canais comunitários, submetidos, contraditoriamente, à canga da tv a cabo. Sublinhamos a necessidade não apenas de dar vida, fazendo com que novas mídias floresçam, mas de garantir recursos, para que não sejam detetizadas pelo capital.

Com este ímpeto e compromisso ocuparemos as ruas de Brasília no próximo dia 15, para mostrar aos donos da mídia que o Brasil não cabe na sua estreita telinha.

Por Rosane Bertotti, secretária nacional de Comunicação da CUT.

Agosto 06, 2007

A NOTÍCIA QUE A IMPRENSA NÃO QUIS DAR:


Vejam o link oficial do relatório de um acidente com um avião da Airbus, na Rússia há um ano atrás, da mesma família do A320 da TAM que se acidentou em Congonhas.

O link está em inglês, mas é fácil de ser traduzido:

http://aviation-safety.net/datab...p?id=20060709- 0

OBSERVE COMO AS SEMELHANÇAS COM O ACIDENTE EM CONGONHAS SÃO INCRÍVELMENTE SURPREENDENTES

Tamanho da pista do aeroporto russo, 3.165 METROS (60% MAIOR QUE A DE CONGONHAS).

PISO DE CONCRETO, NÃO HÁ MENÇÃO A EXISTÊNCIA DE RANHURAS (GROOVING)

Tamanho da pista de Congonhas, 1.940 METROS E TAMBÉM NÃO TEM RANHURAS (GROOVING).

Velocidade do Airbus após o pouso no aeroporto russo, 80 KM/HORA.

Velocidade do Airbus da TAM no pouso em Congonhas, 175 KM/HORA (QUASE DUAS VEZES MAIS QUE O AVIÃO RUSSO).

SITUAÇÃO DO TEMPO NO AEROPORTO RUSSO:

CHUVA LEVE E BAIXA TEMPERATURA, QUASE A MESMA CONDIÇÃO POR OCASIÃO DO ACIDENTE EM CONGONHAS.

O AIRBUS DA EMPRESA RUSSA ESTAVA EM MENOR VELOCIDADE, NUMA PISTA MAIOR DO QUE A DE CONGONHAS, E NÃO PAROU, NEM DESACELEROU !!!

APARENTEMENTE, SE A PISTA DE CONGONHAS TIVESSE MAIS 2KM DE COMPRIMENTO ELA NÃO SEGURARIA O AIRBUS DA TAM, PORQUE ELE TAMBÉM, NÃO DESACELEROU E SE ENCONTRAVA EM ALTA VELOCIDADE, EMBORA HOUVESSEM TENTADO FREÁ-LO.

OBSERVE O PROBLEMA NO REVERSO DE UM DOS MOTORES E DO MANETE TANTO NA RÚSSIA COMO EM SÃO PAULO.

NA RUSSIA DISSERAM QUE O PILOTO "TOCOU INADVERTIDAMENTE NO MANETE E AUMENTOU A FORÇA DO MOTOR, O QUE DEVE TER IMPEDIDO A DESACELERAÇÃO !!!!"

NA RÚSSIA HAVIAM 203 OCUPANTES NO AIRBUS E EM CONGONHAS 199.

O avião russo atravessou toda a pista e colidiu com uma barreira de concreto e explodiu em chamas.

Por Victor Costa

Patrulha Ideológica

Recentemente a revista Veja junto com a Globo vêm travando uma guerra ideológica e patrulhamento dos livros didáticos que são distribuídos gratuitamente aos alunos pelos governos. A "denúncia" surgiu quando uma mãe disse que o livro da filha tinha conotações politico-ideólogicas marxistas e que isso ela não aceitava. A revista Veja, como era de se esperar, veio com a reportagem e a partir daí o diretor de "jornalismo" da Globo Ali Kamel se juntou ao coro anti-subversivo desses livros.
Os artigos de Kamel e de outros reacionários de plantão que acreditam no que ele e a Veja escrevem fez parecer que voltamos na era do macarthismo. O macarthismo ficou conhecido como a época em que o senador dos EUA Joseph McCarthy perseguia e denunciava qualquer um que ele achasse ter vínculo ou idéias que simpatizavam com o comunismo as quais eram chamadas de subversivas e que foi muito bem retratado no filme de George Clooney chamado Boa Noite Boa Sorte (Good Night Good Luck).

Kamel escreveu e pediu o cancelamento da distribuição dos livros de história que continham "erros" sobre assuntos como o período maoísta na China (o livro não dizia que Mao era responsável pelo assassinato de milhões de chineses), sobre o "sagrado" sistema capitalista e acusou o governo brasileiro de tentar doutrinar os alunos com tal ideologia esquerdista. A partir disso, o jornalista Luis Nassif entrou na discussão e apresentou a verdadeira intenção de Kamel que era a de favorecer a editora que pertence a Globo que teria perdido uma fatia dos milhões de reais que os governos destinam para a compra desses livros.

Vale lembrar que esse livro referido por Kamel fazia 10 anos que estava em circulação e que recentemente já teria sido reprovado e suspendido pela avaliação do MEC e de professores. Quem faz a seleção dos livros didáticos são o MEC e os professores das áreas referidas, portanto, não teria nenhuma interferência do governo na escolha, mas sim pura paranóia guerra fria de Ali Kamel.

Sou professor eventual de biologia da rede pública e já vi alguns livros que são distribuídos que continham muitos erros, mas se eu vou dar aula e os alunos possuem o livro, com certeza identificarei tais erros e corrigirei com os alunos. O mesmo vai ser feito pelos professores de história, pois se o livro tiver tais imprecisões históricas o professor vai saber corrigir isso com os alunos e pronto. Não precisa fazer tempestade em copo d´água como esta fazendo Kamel e seus patrulhas do CCC (comando de caça aos comunistas que existiu na época da ditadura brasileira) na imprensa. Qual será a verdade que Kamel quer que seja passada aos alunos da rede pública? Vai ver seria melhor os professores de história e geografia deixarem de lado esses livros para usar a revista Veja e o jornal O Globo onde Ali Kamel escreve suas asneiras, na sala de aula.

Não sei o porque do alarde de Kamel e outros com medo de isso "contaminar" a mente dos alunos e como ultimamente uma escritora aqui de Piracicaba escreveu que o "mal já foi feito". Que mal seria esse? Seria o mal de ter alunos contestadores do sistema tornando-os subversivos?
Garanto que esses 10 anos que o livro circulou nas escolas, não se formou grupos de estudantes Maoístas revolucionários tentando acabar com o sistema capitalista e nem fez aumentar a filiação do partido comunista no Brasil. Assim os alunos se interessassem e lêssem os livros com o intuito de formar uma ideologia, pois quem sabe assim não teríamos alunos tão apáticos como hoje em dia.

Enfim, essa discussão ainda esta dando o que falar e nada vai adiantar mais uma vez a imprensa vir com mais essa retórica anti-esquerda que adota diariamente para também tentar interferir no processo educacional tentando doutrinar até os professores com essa paranóia.