Julho 04, 2009
IMPRENSA FALTA COM A VERDADE PARA AJUDAR A OPOSIÇÃO
Até porque o PMDB, com exceção de dois senadores - Pedro Simon (RS) e Jarbas Vasconcelos (PE) - tem apoiado Sarney. E ao contrário do que a mídia veicula, a crise reaproximou o PT do PMDB e suas bancadas no Senado.
Como em todo partido democrático que se respeita, o PT discutiu publicamente sua posição. Ouviu seus senadores e suas razões. E, aí, pela governabilidade e sem ingenuidade não entrou no jogo do PSDB e do DEM.
DEM, registre-se, responsável nos últimos 7 anos pela 1ª Secretaria do Senado e fiador do ex-diretor-geral Agaciel Maia. Da mesma forma, o PSDB não tem nenhuma moral enquanto não punir seu líder Artur Virgílio (AM), réu confesso apanhado em flagrante, tendo suas contas pagas por Agaciel; contratando um professor de jiu jitsu pelo seu gabinete; e fazendo deste uma árvore de natal de funcionários de uma mesma família - um destes recebia e estudava na Europa.
Noticiário reflete retaliação contra o PT
Como retaliação ao PT, a imprensa revela sua posição pró-oposição quando trata (ou esconde no noticiário) das denúncias contra o DEM, com provas e mais provas - na verdade, as denúncias contra os oposicionistas são tão graves quanto todas as outras que vieram a público. Todas precisam ser investigadas e seus responsáveis punidos.
O papel do PT agora é reunir os partidos da base do governo e iniciar a reforma do Senado. Resgatá-lo perante a sociedade, mudar radicalmente sua forma de direção e gestão, eliminar privilégios, punir os responsáveis pelas ilegalidades, mantendo-o em funcionamento e aprovando as leis e medidas que o país reclama.
É isso o que o momento político exige e é disso que se trata, e não de (o partido) ser linha auxiliar do PSDB, tão responsável quanto o DEM pela atual situação do Senado da República.
Por ZD
Junho 27, 2009
Revolução Midiática - Lula diz que Internet reduz poder da imprensa tradicional
"Finalmente este país está tendo o gosto da liberdade de informação", disse Lula em discurso no 10o Fórum Internacional Software Livre em Porto Alegre (RS).
"Estamos vivendo um momento revolucionário da humanidade em que a imprensa já não tem o poder que tinha há alguns anos. A informação já não é mais uma coisa seletiva em que os detentores da informação podiam dar golpe de Estado", afirmou.
Lula e a ministra Dilma Rousseff fizeram um balanço dos investimentos federais nas áreas de implantação de software livre e programas de inclusão digital em órgãos públicos e em programas para a sociedade.
O governo calcula uma economia de 370 milhões de reais com a implantação do software livre desde 2003, início do governo Lula.
Ao defender a liberalização do software, Lula disse: "Podem ficar certos que neste governo é proibido proibir. O que nós fazemos é discutir. Os empresários sabem que nós discutimos sem rancor e sem mágoa".
O Presidente ouviu no fórum críticas ao projeto do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que trata de crimes eletrônicos. Os críticos defendem que o governo vete o projeto por entender que ele fere a privacidade do usuários da Internet ao prever sua identificação.
"Essa lei não visa corrigir abusos na Internet. Na verdade, quer fazer censura. Precisamos responsabilizar as pessoas, mas não proibir ou condenar", reagiu Lula, que disse ver interesse policialesco no projeto.
Por: Helena ™
Junho 14, 2009
Telejornal da Globo pode sair do ar por propaganda política de Serra
A matéria cita uma reportagem sobre o lançamento de obras no interior de Sao Paulo, com duração acima de dois minutos de arte. O dobro dedicado a outros governos.
O MPE e o TSE analisarão nos próximos dias, as últimas edições do jornalístico, e se forem comprovadas que as matérias exibidas tiveram o intuito de propaganda antecipada do pré candidato, a Rede Globo poderá responder judicialmente, podendo na pior das hipóteses ter a suspensão do seu telejornal.
Lembrando que há cerca de dois meses os deputados do PT conseguiram liminar favorável ao PT para a retirada das propagandas indevidas da SABESP e do Rodoanel nas afiliadas da TV Globo no nordeste.
Por: Zé Augusto
Junho 03, 2009
REPORTAGEM BOBOQUETE - E DO LULA É QUE CONTINUA SUBINDO
O Partido da Grande Imprensa Golpista - PIG, não sabe mais o que fazer. Quanto mais pretexto procura para atrapalhar a vida do presidente Lula, mais popularidade ele ganha. Mesmo com toda a pressão feita pela grande mídia em relação à expressão usada por Lula em relação à crise – marolinha – a popularidade do presidente não despencou como esperavam os membros do PIG. Caiu um pouco, como não poderia deixar de ser, afinal, essa crise está derrubando o mercado em praticamente todos os pontos do globo. Entretanto, para nosso alivio, os seus malefícios já estão diminuindo, e esperamos que até o fim do ano, já possamos contar com a volta do crescimento. Principalmente por conta das medidas tomadas pelo governo para diminuir os efeitos da falta de crédito.Nem os mais otimistas do governo estavam tão seguros de que a popularidade de Lula se manteria neste patamar. O que falta saber de verdade em relação a 2010, é se Lula será capaz de transferir pelo menos parte desse capital eleitoral que foi acumulado nestes dois mandatos presidenciais. Claro, uma coisa é a popularidade de Lula, outra coisa é fazer de sua candidata, a vencedora nas eleições. As últimas pesquisas mostram uma ligeira melhora nas intenções de voto para Dilma Roussef, no entanto isso não basta para que ela saia vencedora em uma disputa com os tucanos. Inclusive por que um dos postulantes ao cargo de presidente pelo PSDB é o governador de São Paulo, José Serra, que é candidato a sucessão de Lula desde o final da eleição de 2006.
Blog com Opinando
Maio 29, 2009
Apesar da Advocacia Midiática - Pilotos americanos do Legacy são denunciados
O Ministério Público Federal no Mato Grosso (MPF/MT) enviou nesta quinta-feira, 28 de maio, para a Justiça Federal uma nova denúncia contra os pilotos americanos do jato Legacy que colidiu com o boeing da Gol, em setembro de 2006, causando a morte de 154 pessoas.
A nova denúncia, assinada pelos procuradores da República Analícia Ortega Hartz Trindade e Thiago Lemos de Andrade, está baseada em informações contidas em dois laudos periciais que identificaram a ocorrência de mais duas condutas que também foram causa do acidente.
Os laudos feitos pelo perito Roberto Peterka e entregues ao Ministério Público Federal em março deste ano pelo perito e pelo advogado da assistência da acusação, Dante Daquino, são resultado do estudo e análise do relatório sobre o acidente feito pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), de dezembro de 2008. Os laudos apontam duas falhas que ainda não haviam sido identificadas: os pilotos omitiram a informação de que o jato não possuia autorização para voar em uma área tida como espaço aéreo especial; e não ligaram em nenhum momento do voo o sistema anti-colisão (TCAS).
De acordo com os laudos, o plano de voo do Legacy foi apresentado pelo setor de apoio ao cliente da Embraer, a pedido dos pilotos, como cortesia à empresa Excel Air, que havia comprado o jato no dia anterior. Esse plano de voo, entretanto, continha informação falsa de que o jato Legacy atendia os requisitos para voar em espaço aéreo sob condição de separação vertical reduzida, conhecido pela sigla em inglês RVSM.
Conforme o Regulamento Brasileiro de Homologação Aeronáutica, “dentro de um espaço aéreo RVSM, o controle de tráfego aéreo separa verticalmente as aeronaves por um mínimo de 1.000 pés entre os níveis de vôo (FL) 290 e FL 410 inclusive. Espaço aéreo RVSM é um espaço aéreo de qualificação especial; o operador e a aeronave usada pelo operador necessitam ser aprovados pelo DAC”.
A empresa Excelair, proprietária do Legacy, não havia incluído a aeronave nas suas especificações operativas, consequentemente o jato não tinha autorização para voar RVSM e deveria ter sido mantido a 2.000 pés de distâncias das demais aeronaves, o que teria evitado o trágico acidente.
De acordo com a avaliação do perito que fez os laudos, o piloto do Legacy estava obrigado a informar a condição da aeronave não aprovada para RVSM desde o primeiro contato com o Serviço de Solo de São José dos Campos. A transcrição dos contatos matidos entre a aeronave e o controles de voo comprovam que essa informação não foi prestada em nenhum momento.
A outra conduta irregular dos pilotos do Legacy foi não ter ligado o sistema anti-colisão (TCAS – Trafic Alert and Colision Avoidance System) em nenhum momento do voo. O TCAS é um instrumento que provê informações ao piloto acerca da existência de outras aeronaves nas proximidades de modo a evitar colisão. Em situações críticas, quando o risco de colisão é iminente, o TCAS emite resoluções de alertas e manobras evasivas capazes de garantir uma distância segura.
Por essas duas condutas, o Ministério Público Federal denunciou hoje os dois pilotos pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo nacional, na modalidade culposa (sem intenção).
A procuradora Analícia Ortega Hartz Trindade explica que a opção de fazer uma nova denúncia, em detrimento do aditamento da já existente, tem o objetivo de acelerar o processo de análise pela Subseção da Justiça Federal em Sinop (MT) das novas provas apresentadas, enquanto o recurso do Ministério Público Federal contra a decisão que absolveu pilotos e controladores de algumas condutas é julgado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
O pedido dos procuradores da República foi para que esta nova denúncia seja recebida e processada para que, ao final, seja julgada junto com a ação penal que resultou da denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal em 2007.
O acidente - No dia 29 de setembro de 2006, o avião da empresa aérea Gol fazia o voo 1907, oriundo de Manaus(AM), com destino a Brasília (DF). Ao mesmo tempo o jato executivo Legacy vinha de São José dos Campos, em direção a Manaus, onde pousaria para, no dia seguinte, partir rumo ao exterior.
A 37 mil pés de altitude, na região norte de Mato Grosso, próximo ao município de Peixoto de Azevedo (MT), a ponta da asa esquerda do jato Legacy colidiu com o boeing da Gol provocando danos que acarretaram a desestabilização e a queda do avião. As 154 pessoas a bordo do boeing morreram.
Processo judicial - A denúncia do Ministério Público Federal contra os dois pilotos americanos e quatro controladores de voo foi pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo nacional e tramita na Justiça Federal em Sinop (MT) desde junho de 2007. O crime previsto no artigo 261 do Código Penal.
Os pilotos do jato Legacy Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, e os controladores de voo Lucivando Tibúrcio de Alencar, Leandro José Santos de Barros e Felipe Santos Reis respondem na Justiça por crime culposo (sem intenção). O quarto controlador, Jomarcelo Fernandes dos Santos, denunciado por crime doloso, foi absolvido do dolo, mas continua a responder pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo. Todos os controladores de voo são sargentos da aeronáutica lotados no Cindacta 1, em Brasília.
Em fevereiro deste ano, a procuradora da República Analícia recorreu da decisão de dezembro de 2008 que absolveu de algumas condutas os controladores de voo e os dois pilotos americanos. O recurso do Ministério Público Federal será julgado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
C/A
Maio 22, 2009
Maio 16, 2009
Bancada da Mídia - Manchetes de Ali Kamel e risco tucano na CPI da Petrobras
O capo da Globo ficou tão excitado que despachou para Brasília uma assistente pessoal, cuja tarefa diária era percorrer os bastidores do Congresso para passar e receber informações, além de monitorar os colegas de emissora.
Uma CPI como a da Petrobras fornece o argumento essencial para Kamel e seus asseclas: estamos apenas "cobrindo os fatos", argumentam. Já escrevi aqui ene vezes sobre 2006: capas da Veja alimentavam o Jornal Nacional, que promovia a devida "repercussão", gerando decisões políticas que alimentavam outras capas da Veja, que apareciam no JN de sábado e geravam indignação em gente da estirpe de ACM, Heráclito Fortes e Arthur Virgílio.
Só essa "indignação seletiva" é capaz de explicar porque teremos uma CPI da Petrobras mas nunca tivemos uma CPI da Vale ou das privatizações.
Porém, os farsantes de hoje correm alguns riscos:
1. Especialmente depois da CPI das Escutas Telefônicas Clandestinas, em que o Parlamento brasileiro foi privatizado para defender um banqueiro, o próprio instituto das CPIs está desmoralizado.
2. À CPI da Petrobras faltam detalhes picantes. Já imaginaram qual será o grande momento da investigação? O depoimento de um contador? De um fiscal da Receita? A essa altura o Ali Kamel deve estar pendurado ao telefone com o Demóstenes Torres exigindo algum cadáver, alguma secretária traída, qualquer coisa que tenha apelo. Para não afundar ainda mais a audiência do JN.
3. O brasileiro se identifica com a Petrobras. Os inquisidores da empresa correm o risco de serem tachados de entreguistas, de prejudicarem a empresa e, portanto, a imagem do Brasil no Exterior. É óbvio que o PSDB pretende usar a CPI para fazer barganha política nos bastidores, especialmente agora que estão em discussão as regras para a exploração do pré-sal. Em relação a 2010, não há nada mais poderoso do que acusar os tucanos de buscarem a privatização da Petrobras. No segundo turno de 2006, lembram-se? Lula, acusado de desperdício por ter comprado um avião presidencial novo, passou a dizer que Alckmin pretendia privatizar "até o avião da Presidência".
Vamos ver, agora, se a Petrobras continuará despejando dinheiro público nos intervalos do Jornal Nacional ou nas páginas de jornais e revistas cujo objetivo é servir ao projeto tucano de privatizá-la. Feito o filho do FHC com a jornalista da Globo, produzir a "Petrobrax" é algo que os tucanos nunca assumem.
Blog Vi o Mundo
Maio 01, 2009
A Mídia e Oposição - Ciro Gomes pede respeito à doença de Dilma
Ciro mostrou confiança na recuperação de Dilma e disse que, em agosto, quando está previsto o término de tratamento, a ministra e pré-candidata do PT à presidência da República "estará firme e forte para qualquer tarefa".
O deputado mostrou indignação diante da generalização de denúncias de mal uso de passagens aéreas por integrantes do Congresso Nacional e voltou a negar que tenha cometido irregularidades: "Me preocupa essa generalização, que destrói a respeitabilidade institucional", disse Ciro. "Eu não uso (as passagens), nunca usei e meu nome foi envolvido (nas denúncias) fraudulentamente."
Apesar de defender a distinção entre os políticos que cometeram e os que não cometeram abusos, Ciro disse que qualquer privilégio ou "frouxidão moral" é "intolerável". Sobre os palavrões proferidos por ele quando comentou na semana passada as denúncias do uso das passagens indevidamente, Ciro admitiu não ser essa sua "melhor virtude", mas minimizou o episódio. "No cafezinho, no bar ou na feira, qualquer brasileiro pode soltar uma imprecação".
LEI DE IMPRENSA - Sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que derrubou ontem (30) a Lei de Imprensa, o deputado afirmou que o texto datado do período do regime militar era "uma impertinência". "A democracia é um regime de responsabilidade e nada substitui o cidadão."
Ciro é um dos convidados pela Força Sindical para participar do ato político que vai abrir as comemorações do 1º de Maio, na Praça Campo de Bagatelle, zona norte de São Paulo.
C/A
Abril 24, 2009
MÍDIA POLÍTICA - NÃO ERA O CONTRÁRIO?!
Nossa (nossa?) imprensa não escreve sempre que as FARCs é que são financiadas pelo tráfico?Chefe do narcotráfico diz ter financiado campanha presidencial de Uribe
BBC Brasil
Um dos mais poderosos chefes do narcotráfico na Colômbia afirmou ter financiado a campanha eleitoral do presidente colombiano, Álvaro Uribe, alegando que era a única maneira de livrar o país da "ameaça comunista".
Diego Murillo, conhecido como "Don Berna", foi condenado na quarta-feira por uma corte dos Estados Unidos a 31 anos de prisão e ao pagamento de US$ 4 milhões em multas pelo crime de narcotráfico.
Após ser condenado, "Don Berna" disse que fez campanha a favor de Uribe e que vendia drogas "para ajudar a seu povo".
...
As declarações de "Don Berna" vêm a público em um momento que em congressistas governistas tentam aprovar uma reforma constitucional e um projeto de referendo para aprovar a candidatura de Uribe a um terceiro mandato presidencial.
Criadas em 1980 com o financiamento de latifundiários e líderes de direita, sob o argumento de combater as guerrilhas, os grupos paramilitares (AUC) são responsabilizados por milhares de assassinatos e de outros crimes relacionados com o narcotráfico.
Por Esquerdopata
Abril 18, 2009
Diagnóstico - Miriam Leitão é uma pessoa doente

Opinião do mestre (pela Harvard University) Stephen Kanitz:
Miriam Leitão é uma pessoa doente!
Ele é fino demais para dizer diretamente isso, mas eu não sou.
Comércio Bate Recorde
Abaixo, coloquei o link para um post da jornalista Miriam Leitão, que finalmente dá uma boa noticia: a de que o comércio bate recorde.
Mas parece que o faz ainda sem muita fé na boa notícia. Diz ela: "Perguntei a um dos coordenadores do IBGE, Nilo Macedo, como isto era possível dentro de um contexto de crise".
Isso explica o que está ocorrendo com parte da nossa imprensa. É o que psicólogos chamam de negação da realidade. Apesar de todos os sinais contraditórios, a pessoa insiste em acreditar na premissa, e não nos fatos. Eis o porquê da frase: "como isto é possível dentro de um contexto de crise".
Leia MAIS
Por Esquerdopata
Abril 09, 2009
Mídia Rasteira e Golpista - Folha conseguiu desencadear campanha contra Dilma
Com o material que publicou domingo pp (05.04) sobre a ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Rousseff, a Folha de S. Paulo atingiu seu objetivo de fazer campanha contra a candidata lançada pelo PT à presidência da República na eleição do ano que vem.Só não conseguiu mais sucesso porque, por enquanto, está sozinha em sua empreitada e está tímida no combate à candidatura Dilma. Ao contrário do que habitualmente faz com matérias exclusivas, não voltou a falar e a repercutir o material que publicou domingo, prefere campanha indireta, discreta contra a candidatura da ministra.
Seu Painel do Leitor, no entanto, com a publicação de cartas de leitores desde a 2ª feira pp (06.04) mostra que o jornal atingiu seu propósito de ter uma tribuna diária de ataques à Dilma Rousseff e à sua pré-candidatura.
Documentos Forjados
Mas, seus leitores, o público e os brasileiros em geral continuam à espera dos esclarecimentos da Folha de S.Paulo sobre como e onde ela teve acesso e obteve as cópias dos documentos do DEOPS que utilizou no material publicado domingo sobre a ministra-chefe da Casa Civil.
Para o jornal está difícil essa explicação, porque tudo indica que eles foram forjados, já que comparados com os da Justiça Militar provam que, ao contrário do que afirmou a Folha, a ministra não participou das ações armadas.
Essa não participação, de resto, é confirmada em cartas e entrevistas por seu companheiro de luta naquele período da ditadura, Antônio Roberto Espinosa, jornalista cujo depoimento a Folha usou para "justificar" o material sobre a ministra.
Só esperamos que não exista o dedo do governo do Estado por detrás dessas matérias e da adulteração dos documentos que estavam no DEOPS. Remember o episódio Lunus que alijou a senadora Roseana Sarney (PMDB-MA) da disputa sucessória presidencial de 2002 e quem foi apontado como autor daquela ação nos bastidores.
Por ZD
Abril 04, 2009
1. DE ABRIL DE 1964, UM GOLPE DE ESTADO. HOJE, UM GOLPE NA MEMÓRIA
Boa parte do que ouvimos, lemos ou vemos, é fruto de uma visão específica de mundo, de uma forma de se ver, compreender, e por fim, organizar num todo compreensível, o fato, ou fatos de determinado período período. Geralmente contada, do ponto de vista dos vencedores, ou daqueles que de uma forma ou de outra, se sobressaem, se destacam no evento.
A história do golpe civil militar de 1º de Abril de 1964, normalmente narrado como ocorrido, na madrugada do dia 31 de Março (madrugada do dia 31 de março? Se já passara da meia-noite é 1º de Abril), é um conto daqueles que viram o golpe, e a ditadura que se seguiu, como algo bom, que não poderia ser relacionado com o dia mundialmente conhecido como sendo o da mentira, ada infâmia. Uma forma de iniciar a narrativa dos "Vencedores".
Muitos aspectos do deplorável regime que fora instalado no país, nos anos que se seguiram ao golpe, são narrados dessa forma. Em especial pelos veículos de comunicação, que dele participaram.
Esses grupos, que hoje carregam a bandeira da "Liberdade de Imprensa", não se importaram em ter sua liberdade cerceada por esse regime, pelo menos não enquanto seus cofres eram "recheados" por esse.
Abaixo alguns exemplos de como esses "defensores da democracia" noticiaram o golpe de 1º de abril de 1964. A visão dos "vencedores", dos que veem a História, como algo construído por seres "selecionados", sendo o restante da humanidade, "efeito colateral":

De Norte a Sul vivas à Contra-Revolução
“Desde ontem se instalou no País a verdadeira legalidade ... Legalidade que o caudilho não quis preservar, violando-a no que de mais fundamental ela tem: a disciplina e a hierarquia militares. A legalidade está conosco e não com o caudilho aliado dos comunistas”
(Editorial do Jornal do Brasil - Rio de Janeiro - 1º de Abril de 1964)
“Multidões em júbilo na Praça da Liberdade".
Ovacionados o governador do estado e chefes militares.O ponto culminante das comemorações que ontem fizeram em Belo Horizonte, pela vitória do movimento pela paz e pela democracia foi, sem dúvida, a concentração popular defronte ao Palácio da Liberdade. Toda área localizada em frente à sede do governo mineiro foi totalmente tomada por enorme multidão, que ali acorreu para festejar o êxito da campanha deflagrada em Minas (...), formando uma das maiores massas humanas já vistas na cidade”
(O Estado de Minas - Belo Horizonte - 2 de abril de 1964)
Os bravos militares
“Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares que os protegeram de seus inimigos”“Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais”
(O Globo - Rio de Janeiro - 2 de Abril de 1964)
Carnaval nas ruas
“A população de Copacabana saiu às ruas, em verdadeiro carnaval, saudando as tropas do Exército. Chuvas de papéis picados caíam das janelas dos edifícios enquanto o povo dava vazão, nas ruas, ao seu contentamento”
(O Dia - Rio de Janeiro - 2 de Abril de 1964)
Escorraçado
“Escorraçado, amordaçado e acovardado, deixou o poder como imperativo de legítima vontade popular o Sr João Belchior Marques Goulart, infame líder dos comuno-carreiristas-negocistas-sindicalistas.Um dos maiores gatunos que a história brasileira já registrou., o Sr João Goulart passa outra vez à história, agora também como um dos grandes covardes que ela já conheceu”
(Tribuna da Imprensa - Rio de Janeiro - 2 de Abril de 1964)
“A paz alcançada"
A vitória da causa democrática abre o País a perspectiva de trabalhar em paz e de vencer as graves dificuldades atuais. Não se pode, evidentemente, aceitar que essa perspectiva seja toldada, que os ânimos sejam postos a fogo. Assim o querem as Forças Armadas, assim o quer o povo brasileiro e assim deverá ser, pelo bem do Brasil”
(Editorial de O Povo - Fortaleza - 3 de Abril de 1964)
“Ressurge a Democracia !"
Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente das vinculações políticas simpáticas ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é de essencial: a democracia, a lei e a ordem.Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas que, obedientes a seus chefes, demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições”“Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ter a garantia da subversão, a ancora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada ...”
(O Globo - Rio de Janeiro - 4 de Abril de 1964)
“Milhares de pessoas compareceram, ontem, às solenidades que marcaram a posse do marechal Humberto Castelo Branco na Presidência da República ...O ato de posse do presidente Castelo Branco revestiu-se do mais alto sentido democrático, tal o apoio que obteve”
(Correio Braziliense - Brasília - 16 de Abril de 1964)
Vibrante manifestação sem precedentes na história de Santa Maria para homenagear as Forças Armadas”“Cinquenta mil pessoas na Marcha Cívica do Agradecimento”
(A Razão - Santa Maria - RS - 17 de Abril de 1964)
“Vive o País, há nove anos, um desses períodos férteis em programas e inspirações, graças à transposição do desejo para a vontade de crescer e afirmar-se.Negue-se tudo a essa revolução brasileira, menos que ela não moveu o País, com o apoio de todas as classes representativas, numa direção que já a destaca entre as nações com parcela maior de responsabilidades”.
(Editorial do Jornal do Brasil - Rio de Janeiro - 31 de Março de 1973)
“Sabíamos, todos que estávamos na lista negra dos apátridas - que se eles consumassem os seus planos, seríamos mortos. Sobre os democratas brasileiros não pairava a mais leve esperança, se vencidos. Uma razzia de sangue vermelha como eles, atravessaria o Brasil de ponta a ponta, liquidando os últimos soldados da democracia, os últimos paisanos da liberdade”
(O Cruzeiro Extra - 10 de Abril de 1964 - Edição Histórica da Revolução - “Saber ganhar” - David Nasser)
“Golpe? É crime só punível pela deposição pura e simples do Presidente. Atentar contra a Federação é crime de lesa-pátria. Aqui acusamos o Sr. João Goulart de crime de lesa-pátria. Jogou-nos na luta fratricida, desordem social e corrupção generalizada”.
(Jornal do Brasil, edição de 01 de abril de 1964.)
"Participamos da Revolução de 1964 identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada". Editorial do jornalista Roberto Marinho, publicado no jornal "
(O Globo", edição de 07 de outubro de 1984, sob o título: "Julgamento da Revolução". )
** Homenagem àqueles que foram relegados por essa imprensa servil, que tenta reescrever nossa História, deixando para os que resistiram, apenas a posição de "efeito colateral". E aos arbitrariamente presos, expulsos, torturados e mortos pelo regime nascido do 1º de abril de 1964.
Postado por Cristiano Freitas Cezar
Abril 01, 2009
Pesos e medidas (a convergência mídia / oposição)
Economia: precaução x terrorismo
Na abertura do Jornal da Globo do dia 18 de março, o apresentador William Wack anunciou o pacote de Obama que vai injetar 1 trilhão na economia americana. Depois da informação, William acrescentou um comentário: “o problema é que a história está cheia de exemplos de pacotes que não deram certo...” Será papel da Imprensa estimular pessimismo diante da crise internacional? Será que o jornalista – para não cometer o erro de reproduzir o discurso otimista do governo – deve partir para o exato oposto e pregar terrorismo? Imagino que não. Especialmente com pura especulação e achismo. Baseado em que dados, análises, estatísticas, William Wack parte do pressuposto de que o plano americano vai dar errado? Ora, a história também não tem exemplos de intervenções governamentais na Economia que deram certo? Pois muitos dos próprios jornalistas, desde a eclosão da crise, não vivem mencionando o PROER, plano econômico elaborado por FHC durante seu Governo, como exemplo de plano bem sucedido?! Com elogios rasgados, eufóricos, praticamente uma tietagem ao tucano! A Miriam Leitão, por exemplo, já vi várias vezes. E aí? Onde fica a prática de oposição e fiscalização do Governo? Diante do PSDB, tudo bem ser chapa Branca? No que diz respeito à economia, penso que a mídia deveria manter-se honesta aos fatos. O terrorismo é irresponsável e só contamina o ambiente com desconfiança, travando os investimentos, a produtividade e a geração de empregos, o que interesse apenas a segmentos da oposição partidária.
Camargo Correa: denuncismo x precaução
Nas suas versões impressas, tanto Folha quanto O Estado de SP, em muitas matérias sobre o escândalo da Carmago Corrêa, deixaram de citar os partidos e os políticos que receberam dinheiro da construtora. O comentarista político de O Globo, Ruy Fabiano, entende que “supor que o que foi exposto – o repasse pela Camargo Correa de recursos a partidos – é prática apenas daquela empreiteira e beneficiou somente os que foram citados é desconhecer a abrangência da questão”, ou seja, não devemos focar nos envolvidos neste escândalo, mas discutir a questão maior. Já para Élio Gaspari, da Folha, “a Polícia Federal não toma jeito. Uma compulsão exibicionista associada à obsessão para incriminar suspeitos acaba desmoralizando suas ações. Durante os trabalhos de busca e apreensão de provas contra os diretores da empreiteira Camargo Corrêa, a PF fotografou e divulgou oficialmente (repetindo, oficialmente) uma mesa onde se exibiam objetos encontrados na casa de um deles”, ou seja, um desvio de foco: críticas não aos investigados, mas a quem denuncia. Tudo que a mídia não fez na época do Mensalão, em que, antes de qualquer investigação, a denúncia de um deputado federal, que estava envolvido em casos de corrupção nos Correios, foi suficiente para garantir manchetes e várias reportagens em tom de acusação. O PSDB e o DEM não têm governos? Não têm políticos exercendo mandato? Não merecem ser responsabilizados e cobrados com a mesma veemência no caso da mega construtora? Onde está a fiscalização nestes jornais?
Em ambos os casos, o repúdio à chapa branca, a postura combativa dos jornalistas, ficam bastante comprometidas, só aparecem quando convém. Para ações do Governo Lula, sempre o destaque vai para as críticas, nunca para os benefícios que serão gerados. Entretanto, o Governo do José Serra foi abertamente elogiado pelo Jornal Nacional, no último dia 27, e pela Folha, em coluna de opinião, pelo bônus dados a professores com melhor desempenho em sala de aula. Nenhum contraponto, nenhuma crítica às falhas na Educação de SP. Pura vitrine para o tucano. Ora, isso não pode ser considerado ‘chapa branca’? Penso que o jornalista pode elogiar um governo quando achar que deve. Mas e a lógica da ênfase nas críticas? E o contraditório indispensável? Não é este o procedimento diante do outro partido? Os posicionamentos dos grandes veículos de comunicação diante dos partidos não é nada equilibrado, e isto está cada vez mais fácil de demonstrar.
Do CrápulaMor
Março 28, 2009
Mídia Golpista - Informação equivocada sobre populismo
Para o assessor de Lula, a expressão “populismo” visa desqualificar políticas de mudanças de governos como o da Venezuela. Fica claro que o jornal já decidiu que os governos são populistas, não lhe interessando outras abordagens acadêmicas ou políticas. O seminário, no qual Marco Aurélio fez as declarações, conta com a presença de presidentes da República e primeiros-ministros, entre eles, Michelle Bachelet (Chile), Cristina Kirchner (Argentina), José Luiz Zapatero (Espanha), Tabaré Vázquez (Uruguai), o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, e os premiês do Reino Unido, Gordon Brown, e da Noruega, Jens Stoltenberg, além do próprio Lula.
Por ZD
Março 22, 2009
DESCOBERTA DEMAGOGIA DO IMPRENSALEIRO RICARDO NOBLAT
Noblat recebe mensalinho do Senado.O Jornalista Ricardo Noblat recebe um mensalinho do Senado Federal.
O contrato foi assinado em 03/09/2008, época em que o Sen. Efraim Moraes (DEM/PB) ocupava a secretaria da mesa do Senado, responsável por estes contratos.
Nós, cidadãos brasileiros, estamos pagando através dos cofres públicos do Senado o valor de R$ 40.320,00 (por ano) para Ricardo Noblat.
O mensalinho é descrito como uma "pesquisa, produção e apresentação de 1 (um) programa semanal para a Rádio Senado"
Bem que tentaram esconder o sobrenome famoso, publicando apenas "RICARDO JOSÉ DELGADO", mas o CPF denuncia tratar-se do jornalista.
O próprio blog do jornalista confirma seu nome completo:

Do 1_7_1
Março 17, 2009
Feministas vão monitorar imagem da mulher na mídia
Cerca de 150 integrantes de movimentos feministas reunidas em São Paulo decidiram criar uma rede para monitoramento e controle da imagem da mulher na mídia. As militantes participaram do seminário Controle Social da Imagem da Mulher na Mídia, encerrado domingo (15). Elas concluíram que é preciso reunir evidências e cobrar do Estado mudanças sobre a forma como a população feminina brasileira é retratada pelos meio de comunicação.“A mídia dissemina valores ideológicos que acabam transformando as mulheres em consumistas fúteis, em pessoas submissas e dependentes de seus maridos”, criticou Terezinha Vicente Ferreira, uma das participantes do seminário e também integrante da Articulação Mulher e Mídia em São Paulo.
Em entrevista à Agência Brasil, Terezinha afirmou que a maior parte do material veiculado pelos meios de comunicação não transmite as informações necessárias e verdadeiras sobre o mundo feminino. Desta forma, acaba contribuindo com a desigualdade de gênero e de oportunidades existentes no país.
“A mulher que aparece na TV não é a mulher real. Ela segue um padrão de beleza, tem um discurso padrão. Os programas que passam à tarde ensinam a mulher a fazer crochê, artesanato e não a ser protagonista de sua vida social, econômica e política.”
Para a integrante da Liga Brasileira de Lésbicas (LBL), Lourdinha Rodrigues, o seminário sobre a imagem da mulher foi um marco para o movimento feminista e para o controle social da mídia. Segundo ela, estiveram representadas todas as classes e movimentos feministas - sindicalistas, lésbicas, camponesas, negras - com o objetivo de mudar a visão da mídia sobre o sexo feminino.
“A criação da rede de controle da imagem da mulher foi o ponto alto do encontro”, afirmou Lourdinha, explicando que todas as participantes se comprometeram a acompanhar o que é veiculado para cobrar das autoridades as mudanças necessárias.
De acordo com ela, os dados coletados pela rede devem ser apresentados pelas feministas na Conferência Nacional de Comunicação, prevista para o fim do ano, e até mesmo orientar ações quanto à política de concessões na radiodifusão, por exemplo. “As concessões são públicas. As rádios e TVs que não tratam a mulher de forma correta devem ser penalizadas.”
A Agência Brasil procurou o Ministério da Comunicações e a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) para ouvir a posição das duas instituições sobre as críticas e propostas das feministas. Ambos não haviam se pronunciado até a publicação desta matéria.
Por Vinicius Konchinski
Março 08, 2009
Manifestação põe 'Folha' e 'ditabranda' no devido lugar
Procura-se uma nova máscara para a Folha de S.Paulo. A fantasia de “jornal a serviço do Brasil”, “crítico, pluralista e apartidário”, “de rabo preso com o leitor”, foi desfiada de vez neste sábado (7), em ato promovido pelo Movimento dos Sem Mídia (MSM), em frente à sede da própria Folha, em São Paulo.Os manifestantes — cerca de 500 pessoas — denunciaram os laços íntimos entre a família Frias, proprietária do jornal, e a ditadura militar (1964-1985). Fizeram mais: renderam homenagens às vítimas dos “anos de chumbo” e rechaçaram o termo “ditabranda”, evocado pela Folha para relativizar o regime totalitário. Eram ex-presos políticos e familiares de vítimas da ditadura, lideranças partidárias, ativistas dos mais diversos movimentos da sociedade civil e de organizações não-governamentais.
Havia até um leitor da Folha, Adilson Sérgio, que não se contentou em mandar mensagens ao jornal, foi à manifestação e pediu a palavra. “Vim aqui em nome de meus filhos e netos, que precisam saber a verdade. Ditadura é ditadura. Ditabranda é a porra”, disparou, indignado.
Antes do ato, a Rua Barão de Limeira já estava tomada por faixas e cartazes que antecipavam o tom do protesto. “Folha, ditabranda nunca existiu. Ditadura nunca mais”, dizia uma das faixas. “De rabo preso com o feitor”, ironizava um cartaz. “‘Ditabranda’? No dos outros é refresco”, enunciava uma mensagem mais audaciosa.
“Com esse ato, queremos estimular a sociedade a sair da afasia, da letargia”, explicou o presidente do MSM, Eduardo Guimarães, antes de ler para o público o manifesto “Pela Justiça e pela Paz no Brasil”. Segundo Eduardo, “depois de 20 anos de ditadura, as pessoas no Brasil têm medo de se manifestar. Mas não podemos ficar quietos”.
“Ditabranda”
O manifesto do MSM cita dois editoriais da Folha. Um deles, assinado por Octávio Frias de Oliveira e publicado em 22 de setembro de 1971, exalta o “governo sério, responsável, respeitável” de Emílio Garrastazu Médici — o mesmo governo que massificou a tortura e a repressão por meio da Operação Bandeirantes (Oban). O texto comemorava ainda um Brasil “de onde a subversão” era “definitivamente erradicada, com o decidido apoio do povo e da imprensa.”
O segundo editorial, de 17 de fevereiro passado, desqualifica o presidente venezuelano Hugo Chávez em favor dos generais-presidentes da ditadura brasileira. “As chamadas ‘ditabrandas’ — caso do Brasil entre 1964 e 1985 — partiam de uma ruptura institucional e depois preservavam ou instituíam formas controladas de disputa política e acesso à Justiça”.
O conceito de “ditabranda”, tão falso quanto uma nota de R$ 3, foi repudiado por centenas leitores da Folha e personalidades como a professora Maria Victória Benevides e o jurista Fábio Konder Comparato. Aos dois em particular, a Folha esgarçou o desaforo, classificando a indignação deles de “cínica e mentirosa”. O ato deste sábado lhes prestou solidariedade.
Uma das presenças mais surpreendentes na manifestação foi a do padre Júlio Lancelotti, alvo recente de calúnia e difamação na grande mídia. “Deixei uma peregrinação porque fiz questão de vir para rezar aqui”, afirmou Lancelotti, que criticou o termo ditabranda — “os mortos morreram do mesmo jeito”. Segundo o padre, “a imprensa nos tortura psicologicamente, estupra a consciência do povo”.
O caso Roque
O advogado criminalista Egmar José de Oliveira, da Comissão Anistia do Ministério da Justiça, contestou a “brandura” do regime militar com o exemplo de duas professoras — uma de Santos, outra do Rio de Janeiro — que foram sequestradas e abusadas pelo regime. Segundo Egmar, um dos próximos objetivos da comissão é investigar quais foram os empresários que ajudaram a bancar a Oban. “Os Frias que se cuidem.”
Ex-presos políticos, como o sindicalista Toshio Kawamura e os jornalistas Celso Lungaretti e Ivan Seixas, fizeram depoimentos emocionantes. “Se foi só ditabranda, onde estão meus companheiros?”, questionou Toshio, aos prantos, citando nomes de diversos militantes mortos pelo regime.
Ivan relatou uma das mais marcantes demonstrações de colaboracionismo da família Frias. Em 1971, ele e o pai — o metalúrgico Joaquim Alencar de Seixas, conhecido como Roque — foram presos e torturados no DOI-Codi. Na madrugada de 17 de abril, durante um “passeio” com policiais, Ivan conseguiu avistar, na capa do jornal Folha da Tarde, a notícia de que seu pai havia morrido.
Quando voltou para a prisão, porém, encontrou Roque ainda vivo, mas prestes a ser morto. O jornal dos Frias sabia de antemão da morte e, a serviço da Oban, precipitou a divulgação. De quebra, o veículo que transportava Ivan no “passeio” era também do grupo Folha.
“Falo aqui em nome de companheiros presos, companheiros torturados, companheiros assassinados, e em nome das pessoas transportadas ou capturadas em emboscadas por carros da Folha”, disse Ivan no ato. “Otavinho (Otávio Frias Filho, atual diretor de redação da Folha de S.Paulo e filho de Octávio Frias de Oliveira) tem algo em comum comigo: nós dois honramos a luta de nossos pais.”
Cerca de 345 pessoas assinaram a lista de presença. Outros tantos passaram em algum momento pelo ato, que começou a receber manifestantes às 9h30 e se estendeu até as 12h30. Apesar disso, um tal de tenente Crisóstomo, da Polícia Militar, estimou o público em “umas 65 pessoas, no máximo 70”. E debochou, rindo: “Mas, se você perguntar para eles, vão falar um milhão”. Um consolo, enfim, para a Folha: havia alguém ali à altura de sua desfaçatez.
Por André Cintra
Fevereiro 27, 2009
COVARDIA, PRECONCEITO E INVEJA TEM NOME E SOBRE NOME, CHAMAM-SE BARBARA GANCIA DA FOLHA DE SÃO PAULO

O triste legado de Gancia: Arrogância e Preconceito.
Os leitores do Balaio são testemunhas de que evito polemizar com outros blogueiros e colegas jornalistas neste espaço, mas não poderia ficar calado depois de ler a coluna de Barbara Gancia na Folha desta quarta-feira.
Sob o título “O legado de dona Marisa Letícia”, esta senhora de tradicional família paulistana investe contra a primeira-dama do país com toda a arrogância e preconceito que sua posição social lhe permite.
É sempre assim: quando não se tem mais nada para falar contra o presidente Lula, ataca-se a sua família.
Colunistas mundanos e seus leitores adoram falar da mulher e dos filhos do presidente, sempre com o nariz empinado, olhando de cima para baixo, como se estivessem dando um pito ou um conselho.
A internet está infestada de injúrias, falsas denuncias e baixarias contra membros da família Silva - pelo simples e bom motivo de que uma pequena parcela de membros da elite brasileira, e alguns pobres coitados de espírito, simplesmente não se conformam com o fato de Lula e Marisa habitarem, faz mais de seis anos, o Palácio da Alvorada.
Desta vez, o gancho para Barbara Gancia liberar seus instintos menos nobres foi a primeira-dama ter se divertido com o marido no Sambódromo do Rio. Qual é o problema? A mulher do presidente da República deveria ter ficado em casa lavando louça e cuidando dos netos?
Sou amigo de Marisa faz mais de trinta anos, desde os tempos em que Lula era apenas um líder sindical despontando na resistência ao regime militar. Ela sempre foi uma pessoa que gosta de Carnaval, festas juninas, reunir os amigos para um churrasco, como qualquer outra mulher de metalúrgico, que dedica sua vida a cuidar da família.
Nunca quis mais do que isso, além de dar conselhos ao hoje presidente da República e acompanhá-lo sempre, nos bons e maus momentos da vida, companheira de todas as horas, sempre preocupada com todos à sua volta.
Depois de um longo trololó sobre o seu “relacionamento assaz conturbado com o Carnaval” e seu “refúgio da folia no campo argentino”, Barbara Gancia pontifica:
“Ela não se manifesta sobre qualquer assunto, mesmo quando está escalada para falar a prefeitos (…)”.
Escalada por quem? Ela não foi eleita, não ocupa qualquer cargo público, por que tem que se manifestar “sobre qualquer assunto?”
Aí, no antepenúltimo parágrafo, a colunista não se aguenta, e manda ver:
“Mas eu não queria ter voltado da Argentina para descobrir que dona Marisa deu “um trabalhão” à sua segurança particular no desfile da Sapucaí. Não queria tomar conhecimento de que ela “deu goles em copos de cerveja, cercada por amigos para que não fosse fotografada”. Não queria ter visto as fotos em que ela aparece descabelada e suada. Escracho não tem nada a ver com informalidade”.
É mesmo? Não queria mesmo? Que coisa absurda, não é mesmo, dona Barbara?… Melhor mesmo seria ter ficado na Argentina com seus amigos que não suam nem se descabelam e não tomam cerveja no Carnaval.
E dá a sentença:
“Dona Marisa Letícia não foi à Sapucaí na qualidade de cidadã particular e não tem o direito de se esbaldar publicamente como se não ouvesse amanhã numa época em que o brasileiro comum vê seu emprego ameaçado pela crise”.
A maldade fica para o último parágrafo, em que procura dar conselhos e fazer uma comparação ridícula com outra primeira-dama, de outro tempo e outro perfil, numa época em que os generais mandavam no país.
“Alô, dona Marisa Letícia! A senhora se lembra de Dulce Figueiredo? A ex-primeira dama também gostava de se divertir levando a alegria na base da inconsequência. E olhe só o legado que ela deixou. O de uma figura um tanto patética e deslumbrada que usava a posição do marido para se bacanar”.
Acho que ela queria escrever bacanear, mas não importa. Ainda não tinha lido num grande jornal nada parecido com isso, bem na linha do que ouço bastante nos lugares por onde ando aqui nos Jardins, onde moro, e leio nos lixos da internet. Ainda bem que Lula e Marisa não lêem Barbara Gancia. Fazem muito bem.
Comentário de Alex
Fevereiro 24, 2009
Mobilidade Social no governo Lula: a mídia ignora o Brasil
Aliás, uma leitura cuidadosa do estudo autoriza a jogar no lixo muita coisa que se tem publicado ultimamente sobre macroeconomia, crise, programas de inclusão social e alguns outros temas muito em voga.
A principal constatação do trabalho da Fundação Getúlio Vargas revela que a crise financeira internacional vem atingindo com mais força as classes de renda A e B do que a classe média e os mais pobres. O indicador desse fenômeno é a mobilidade social: tomados proporcionalmente ao seu peso no total da população, os indivíduos das classes de renda privilegiadas correm mais risco de cair para uma faixa de renda inferior, enquanto os mais pobres continuam ascendendo às classes médias.
Jornalistas distraídos
A explicação oferecida pelos coordenadores do estudo é que as pessoas com renda mais alta estão mais vinculadas aos setores impactados mais fortemente pela crise, como as exportações, os setores financeiro e imobiliário. As dificuldades desses setores não afetam tanto a maioria de classe média porque são menos importantes no Brasil em termos de geração de emprego e de indicadores de renda do que em outros países.
No extremo inferior da pirâmide social, as classes D e E também estão encolhendo, com maior número de famílias ascendendo à classe C. A informação é de extrema relevância e alguns analistas estranham o fato de que a imprensa não tenha manifestado maior interesse pelo assunto.
Um dos aspectos que deveriam estar movimentando os comentadores de jornais e dos noticiários televisivos e radiofônicos é a possibilidade de estarmos assistindo a uma alteração profunda no desenho da pirâmide social do Brasil.
Trata-se de um tema fascinante até mesmo para o jornalista mais distraído, mas parece que a imprensa faz questão de ignorar a realidade brasileira.
Sociedade em mutação
O estudo da Fundação Getúlio Vargas considera que, na última década, as mudanças no modelo econômico brasileiro têm produzido um novo desenho na sociedade, o que acaba por levantar defesas contra a crise internacional.
Algumas iniciativas dos dois governos de Fernando Henrique Cardoso, provendo estabilidade aos negócios, estimulando a exportação e facilitando a criação de um sistema bancário sólido e competitivo, criaram as bases para investimentos produtivos de longo prazo e para a modernização de alguns setores, como o das telecomunicações.
Os projetos sociais de transferência de renda, criados ou ampliados nos dois governos de Luiz Inácio Lula da Silva, tiraram da miséria milhões de famílias e produziram a nova classe média que agora sustenta em grande parte a economia brasileira.
A pesquisa de mobilidade social revela os números dessa mudança de posições. Ela é importante porque pode orientar inovações nas estratégias das empresas e nas políticas públicas. Uma classe ascendente tem sempre um enorme potencial de energia criativa e de consumo.
As primeiras gerações das famílias que ascendem socialmente são um fator importante de desenvolvimento, e, conforme observam os coordenadores da pesquisa, 25% dos brasileiros se encontram nessa condição.
Pauta Esquecida
A prosseguir a tendência apontada pelo estudo, teremos em algum tempo não exatamente uma pirâmide social, mas um hectaedro, com uma base e um ápice mais estreitos e uma parte central mais avantajada, formada pela maioria da classe média.
Claro que, diante desses indicadores, tornam-se importantes novos negócios dirigidos a essa nova classe média, o que já vem sendo explorado por algumas empresas. A imprensa também se beneficia desse fenômeno, pois quase todas as empresas jornalísticas têm um título popular, e esse é o nicho que mais cresce no Brasil.
Por todos esses motivos, torna-se incompreensível que a imprensa, de modo geral, tenha se esquivado de se aprofundar no tema.
Do Vermelho
Fevereiro 15, 2009
Colhendo o que plantaram - Jornalistas equiparados a espiões protestam contra Comissão
Profissionais alertam para "interesse público" da investigação jornalística.Uma carta enviada pelo chefe da segurança da Comissão Europeia (CE) destinada a todos os diretores de serviço do executivo comunitário, publicada num jornal alemão, sugere que existem espiões que procuram acesso a informação confidencial que se fazem passar por jornalistas ou lobistas.
A CE desmentiu ontem que haja quaisquer acusações sobre os jornalistas acreditados junto da instituição, mas as organizações de defesa dos correspondentes europeus já se insurgiram contra o levantar de "uma nuvem de suspeição" sobre os jornalistas em Bruxelas.
"Não estamos apenas a apontar o dedo a jornalistas", afirmou Valérie Rampi, porta-voz do Comissário da Luta Anti-Fraude. "Pode muito bem ser a estagiária bonita, de pernas longas e cabelo loiro", continuou. "Preocupações com a segurança são uma coisa, mas este tipo de comentário coloca os jornalistas em risco e torna o trabalho de escrutinar funcionários públicos e o trabalho da Comissão mais difícil", reagiu Aidan White, secretário-geral da Federação Europeia de Jornalistas (FEJ), num comunicado divulgado ontem à tarde.
Ao mesmo tempo que reafirma que a "liberdade de imprensa não está ameaçada" em Bruxelas, a porta-voz ressalva que "não podemos pensar que vivemos num mundo perfeito", dizendo que os indivíduos que se dedicam a actividades de espionagem "vão tentar ter acesso a informação de várias formas".
A nota de segurança foi divulgada pelo Frankfurter Allgemeine Zeitung na segunda-feira e faz referência não apenas a jornalistas, mas também, esclarece Rampi, "lobistas, agências privadas, membros das administrações nacionais, e terceiros que tentam acesso a informação sensível e secreta".
No entanto, as explicações da CE não satisfazem a FEJ nem a Associação da Imprensa Internacional (AII), que consideram necessário "lembrar a Comissão de que o jornalismo de investigação é do interesse público", explicou Lorenzo Consoli, presidente da AII e representante de 500 dos cerca de dois mil jornalistas acreditados junto da instituição comunitária. "É uma parte legítima e essencial da democracia permitir que os repórteres façam perguntas e tenham acesso a documentos." Para Aidan White, o que fica das declarações da Comissão é a "sugestão de que todos os jornalistas são potenciais espiões".
Por ALEXANDRA CARREIRA
Fevereiro 11, 2009
Fevereiro 01, 2009
Filhos da Pauta - Da vaidade jornalística
Superestimar a profissão e sua posição dentro dela é quase que uma questão de sobrevivência. Aparece mais que se vende melhor... (talvez por isso a gente mantenha este blog...ou não!!!!!)
Como jornalista só anda junto, não é raro participar de um papo no qual o assunto principal são as proezas pessoais.
Nesta hora, amigo velho, tudo conta. Desde a sua pergunta feita na coletiva de imprensa cuja resposta acabou virando manchete em todos os jornais, até o caso extremo de derrubar ministro, senador, governador por intermédio de seu esforço de apuração/investigação. Já houve até quem me reclamasse que leitores de jornal não prestam atenção no nome de quem assina as matérias.
O orgulho do furo dado marca a vida do jornalista. Independentemente do tamanho. Foi furo? Vira uma longa história para repórteres mais novos ou amigos de bebedeira pós-plantão. Ou posts...
Dia desses, joguei duas iscas e pesquei dois peixes gigantescos.
Entrei no blog do repórter X e comentei, com desdém, de um furo que ele se gabava de ter publicado naquele dia. Coloquei meu nome lá e tudo mais, mas sem sobrenome e meu outro email. Sem me esconder, fui lá e tasquei:
- Olha, X, se esse 'furo' for uma barrigada, você vai se retratar no jornal.
Eu, como jornalista que sofre do mesmo mal de todos os demais, tinha certeza de que eu estava certo e fui lá na casa do cara provocá-lo. Ele respondeu rispidamente:
- E se eu não estiver errado, Daniel, o que você vai fazer?
Dias mais tarde, o tal do furo virou um tremendo de um track e voltei ao blog do camarada, desta vez com "possidônios" (leia-se: pseudônimos), para cobrar a história. Na primeira vez que comentei, X tentou se justificar. Na segunda, não respondeu. Na terceira, nem autorizou a publicação do comentário.
É difícil admitir que errou.
O outro peixe que peguei foi com um repórter do mesmo veículo. Era a primeira vez que conversávamos. Atuamos na mesma área e ele rolou a bola para eu contar a história de um único furo que eu dei na vida.
Inteligentemente (às vezes eu calculo bem meus movimentos. Às vezes) citei minha história sem auto-propaganda, mas no meio da minha explicação o concorrente soltou essa:
- Ah, sim, eu dei esse furo...
Quer dizer, a história eu publiquei primeiro e ele, duas semanas mais tarde. Mas o repórter rival tomou para si e ainda veio me dizer que era furo dele.
Eu vibrei com essa declaração. Era o argumento que faltava atualizar este blog com a tese da vaidade.
Estou para descobrir qual jornalista não sofre deste mal.
Por Daniel Brito
Janeiro 24, 2009
A REVOLUÇÃO DOS BLOGS
Preteridos por computadores, salários mais baixos e um sistema de produção jornalística mais mercadológico, os repórteres veteranos vêm perdendo espaço nas redações.O jornalista Rosental Calmon Alves, ex-correspondente do Jornal do Brasil nos Estados Unidos e atual professor de Comunicação da Universidade do Texas, observou, nas suas mais recentes viagens ao Brasil, a predominância de jovens repórteres em entrevistas coletivas de importância. Confessa, entretanto, que nunca se preocupou em analisar mais profundamente o fenômeno. Essa é a mesma percepção do professor da Universidade de Brasília, ex-repórter e editor de diversos jornais de Brasília e do eixo Rio-São Paulo, Hélio Doyle.
O que desperta a atenção de Alves e Doyle é a nítida diferença ainda existente entre as entrevistas coletivas de autoridades nos Estados Unidos e outros países por onde viajaram: repletas de repórteres de cabelos prateados. No Brasil, ao contrário, a linha de frente da imprensa é predominantemente formada por jovens, muitas vezes sem bagagem profissional suficiente para contrapor os fatos e argumentos apresentados pelas autoridades entrevistadas.
"Está em curso um processo de renovação muito rápida na profissão", admite o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF, Romário Schettino. Há um afunilamento a partir dos 45 anos de idade, quando grande parte dos repórteres é empurrada para fora da atividade. Schettinno comprovou esse fenômeno há dois anos, quando convenceu as empresas jornalísticas do DF a assinarem acordo coletivo pagando em dobro o aviso prévio aos jornalistas com ou acima de 45 anos de idade e três anos efetivos de trabalho na mesma empresa. "Os patrões concordaram conosco que após essa faixa etária é muito difícil ser absorvido pelo mercado".
Por Sérgio M. Garschagen
Janeiro 14, 2009
Mídia Tucana - Mídia falseia dados sobre investimentos de Serra na comparação com o PAC no Brasil
Foram duas as artimanhas feitas para sustentar a falsificação numérica. A primeira foi comparar valores brutos, isto é, empenhados e executados, pelo governo paulista com os valores apenas executados pelo governo federal. Basta olhar os números oficiais para perceber que se comparou “alhos” com “bugalhos”. Senão vejamos: Investimento bruto paulista: R$ 9 bilhões. Executado: R$ 3,9 bilhões. Valor bruto do investimento nacional: R$ 15 bilhões. Executado: R$ 8 bilhões. Ou seja, a matéria mentiu. O PAC executou muito mais.
Mas não ficou só nisso. Serra e a matéria do Valor consideraram no montante bruto dos investimentos do Estado (R$ 3,9 bilhões) as empresas estatais paulistas (Metrô, CDHU, Sabesp). Mas nas obras do PAC, eles excluíram as estatais federais (Petrobrás, Eletrobrás, etc,). Só consideraram os recursos do Tesouro Nacional. O jornal, por algum motivo, não quis conferir os dados do governador e acabou se desmoralizando com uma tremenda barriga em sua manchete da edição de segunda-feira.
O PAC, que foi implantado em 2007, e que está com 82% de suas obras em andamento, prevê R$ 512 bilhões em investimentos até 2010, sendo que mais de 80% desses recursos vêm das empresas estatais e da iniciativa privada. Os investimentos do Tesouro são responsáveis pelo restante.
Na tentativa de inventar uma suposta maior criatividade da administração tucana, a matéria do Valor escancarou os planos privatistas de Serra. Os “investimentos previstos” viriam da entrega de tudo o que sobrou das estatais paulistas. O plano é vender a Sabesp, a Cesp, o Metrô.... Além do mais, têm as concessões das estradas que implantaram os pedágios mais caros do país. E, se bobear, ele vai instalar pedágios até dentro de São Paulo (marginais).
Nem a Nossa Caixa escapou do desmanche tucano. Ainda bem que o Banco do Brasil saiu na frente e decidiu comprar o banco estadual, senão certamente ele não hesitaria em entregá-lo para os estrangeiros.
Por último, a falsificação jornalística acabou revelando o motivo das seguidas greves de servidores públicos no estado. Segundo a matéria, o superávit primário (economia entre o que arrecada e o que gasta) do estado em 2008 será de R$ 17,1 bilhões. Esse montante, é óbvio, está sendo obtido à custa de um brutal arrocho salarial. Não é à toa que a Polícia Civil, em greve, afirma aos quatro cantos que a sigla do partido de Serra, o PSDB, significa “Pior Salário Do Brasil.
C/ Agências
Janeiro 05, 2009
Opinião - Guerra da Imprensa
No governo Lula, a mídia opositora do governo utiliza muito dessa tecnica para derrubar os seus opositores politicos e por trás favorecendo os seus interesses economicos. Deixaram de fazer uma interpretação seria dos casos de corrupção que ocorream no governo Lula e resolveram ser precepitados nas informações de casos como o Mensalão é deram enfase ao show de horrores dentro da imprensa para derrubar seus opositores (importante destacar que esses mesmos opositores são concorrente uma da outra).
A imprensa brasileira fica dessa seguinte maneira : Diogo Mainardi lança uma acusação falsa sobre o Mino Carta, Mino Carta por sua vez tem a infeliz ideia de colocar o filho do Mainardi no meio da conversa, sendo assim dando motivo do primeiro atacar cada vez mais e era uma vez, um jornalismo sério.
Por traz de uma guerra sempre existe interesses particulares por traz, a historia mostra isso, a imprensa mostra claramente os seus objetivos que existem por tras dessa guerra ideologica e política que a imprensa faz diante ao publico que fica privado de um jornalismo serio e etico.
Assim a imprensa mostra a sua verdadeira face e o seus objetivos que deixa cada vez mais o publico analfabeto politicamente e isso deixa cada vez mais um certo grupo que já é alienado e com isso mantendo se as mesmas classes sociais e a elite corrupta Brasileira sempre conseguindos seus objetivos passando em cima dos outros.
Do Observando o mundo
Dezembro 28, 2008
Denuncia - Ideologia é papel de embrulho em campanha de jornalistas

Está em cartaz em alguns espaços da imprensa brasileira uma epopéia retumbante: o grande combate entre o bem e o mal. Do lado do ‘bem’ estão o delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz; o juiz Fausto De Sanctis; pessoas afastadas dos seus ofícios, como o ex-delegado Paulo Lacerda, o ex-juiz Walter Maierovitch e o ex-advogado Dalmo Dallari e um magote de fundamentalistas perdidos pela Internet. Do lado do ‘mal’ estão o presidente do Supremo Tribunal Federal, colegas seus; o juiz Ali Mazloum; setores do governo e do Congresso; a Rede Globo e a Editora Abril e, entre outros, este site.
A bandeira dos benzistas, dizem eles, é a eliminação da corrupção de colarinho branco no país. Ao que se depreende da insistente pregação, isso acontecerá se o banqueiro Daniel Dantas for retirado de circulação. Sempre segundo os neo-idealistas, isso não aconteceu até agora porque Daniel Dantas é “o dono do Brasil”. Ou seja: por meios pérfidos ele tem sob seu comando a turma do mal — o que explica seu continuado sucesso nos negócios, na política, na imprensa e no Judiciário.
Spy X Spy
O criador desse enredo chama-se Luís Roberto Demarco, um homem de habilidades múltiplas. Ele tem atuado como roteirista da Polícia Federal, redator de ações subscritas pelo Ministério Público, pela Comissão de Finanças da Câmara dos Deputados; e de textos publicados por seus parceiros na imprensa. Ex-sócio do Opportunity, Demarco vende tecnologia e antídoto para anular os venenos de Dantas a seus concorrentes e adversários.
Outra característica de Demarco é o apoio decidido que dá a jornalistas de marca, cuja carreira afunilou e, apesar do talento e do passado, já não encontram tantas oportunidades no mercado. Segundo Paulo Henrique Amorim, juntos, eles criaram a Organização Não Governamental “Brasil Limpo” para amparar profissionais da imprensa que queiram escrever para eles.
Essa luta do bem contra o mal, na vida real, é uma guerra entre grupos econômicos, claro. O troféu da disputa é uma fatia do mercado brasileiro de telefonia avaliada em 30 bilhões de reais por ano. As regras são do tipo vale-tudo.
Imagens invertidas
Pode ser que Demarco e seus parceiros Mino Carta, Paulo Henrique Amorim, Luís Nassif e outros menos freqüentes tenham virado aríetes contra Dantas por razões humanistas. Por idealismo. Ao menos no caso do juiz De Sanctis, essa ressalva é fundamental. Ele e a legião de pessoas que o admiram sinceramente também querem tirar Dantas de circulação por motivos bem diferentes dos que movem os missionários de Demarco. Por isso é essencial tentar entender algumas coincidências e por que o grupo minocarthista resolveu dedicar-se em regime de exclusividade a essa cruzada.
A revista Carta Capital, de Mino Carta, viabilizou-se com apoio financeiro do empresário que se tornaria em seguida presidente do Consórcio Telemar — Carlos Jereissati. Ele foi acusado, em 1998, pelo ex-ministro da Infra-estrutura Luiz Carlos Mendonça de Barros de ser chefe de uma telegangue que comprou do governo a mais capilar das operadoras de telefonia do país com dinheiro do próprio governo. Mendonça de Barros perdeu o emprego com a divulgação de um grampo clandestino. O grampo flagrou confidências e inconfidências de metade do governo FHC, inclusive do presidente da República.
Nos cerca de dez anos que durou a disputa, Jereissati e Dantas se bateram pelo mesmo prêmio. Jereissati ganhou a parada fazendo dobradinha com Sérgio Andrade, um dos donos da Andrade Gutierrez, apontado como o maior doador de fundos para a campanha presidencial de Lula em 2006.
A justiça de primeira instância já condenou o colunista Diogo Mainardi duas vezes por ter afirmado que Mino Carta era subordinado a Jereissati na tarefa de fulminar Dantas. Na verdade, o empresário apenas apoiou financeiramente a revista com um contrato de patrocínio publicitário de dois anos que acabou não sendo cumprido. Os dois parceiros, donos de gênios fortes, acabaram se desentendendo. É quando entra em ação Luís Roberto Demarco.
Ele garante a sobrevivência do projeto com o dinheiro da Telecom Italia e da ala petista gerenciadora dos fundos de pensão — que hoje comandam a Brasil Telecom e, em conseqüência, o iG, provedor que hospeda a revista Carta Capital. Paulo Henrique Amorim também andou por lá e saiu. Segundo o portal, foi afastado porque seu projeto não estava funcionando como se esperava. Ele inaugurou então um novo endereço para o seu blog em domínio virtual de propriedade de Demarco. Para substituí-lo no iG foi chamado Luís Nassif. A característica em comum entre Dantas e os patrocinadores de Mino Carta era a meta: ser cabeça das duas grandes operadoras. Quem eliminasse os outros ficaria com o despojo do inimigo.
Quando os acionistas da Telecom Italia ficaram sabendo que uma montanha de dinheiro fora despejada no Brasil sem a contrapartida esperada, começa (lá) a caça ao tesouro perdido (aqui). Os depoimentos apontam para um propinoduto que irrigou a horta de policiais, de deputados, políticos e, claro, os músicos da orquestra de Demarco.
Teoricamente, os destinos estão selados. O pobre Daniel Dantas, afirma-se na imprensa neutra, receberá algo como 2 bilhões de reais pela “derrota” (venda de sua participação na Telemar e na Brasil Telecom). Ainda não se sabe quanto os donos da BrT e do iG receberão para desocupar as cadeiras que hoje ocupam, mas já se sabe que o portal deverá ser fechado ou vendido pela nova administração. A disputa entre doadores de campanha de Lula e os fundos ainda não terminou. Mas sabe-se que a operação Satiagraha aumentou o poder de negociação dos fundos.
A orquestra de Demarco toca em ritmo de fanfarra para encobrir o ruído incômodo das acusações, certamente injustas, de que seus músicos — e pintores — alugaram seus dotes artísticos para um empresário engolir o outro.
Greta Garbo no Irajá
É o caso de Luís Nassif. Sua aparição repentina nesse cenário atraiu atenção para os motivos de seu afastamento da Folha de S.Paulo. Coube à revista Veja dar a primeira das decepcionantes informações sobre o autoproclamado introdutor do jornalismo eletrônico e de serviços no Brasil. Nassif publicara, com sua assinatura, ao menos um texto escrito por Demarco. O material, uma peça de artilharia contra Daniel Dantas, fora remetido a diversos jornalistas, mas só a coluna de Nassif na Folha o publicou. Sem esclarecer que era um relise.
O segundo golpe veio com a revelação de que o repentino e eloqüente apoio do jornalista ao governo tinha motivação extra-ideológica: um empréstimo de 4 milhões reais do BNDES que, como não foi saldado, teve uma parte perdoada e outra alongada para um prazo de dez anos.
Mais. Outra notícia — confirmada pelo próprio diretor do jornal, Otavio Frias Filho — indicou que Nassif negociava o seu espaço editorial na Folha, mas quem ficava com a verba era a empresa Dinheiro Vivo, de propriedade do jornalista. O exemplo dado envolveu o então secretário de segurança Saulo de Castro.
Uma pesquisa cruzando o banco de dados da Folha de S.Paulo com o portal de pagamentos feitos pela administração direta federal (Siafi), mostra uma sucessão de pagamentos recebidos do governo federal. Com uma coincidência: os órgãos pagadores eram elogiados ou tinham seus interesses defendidos por Nassif na Folha.
Há um número considerável de odes e elegias ao BNDES. Mas não é o único caso. No dia 27 de janeiro de 2006, o colunista da Folha publicou no jornal de Frias um panegírico do Ministério da Ciência e Tecnologia (Clique aqui para ler — acesso restrito para assinantes UOL ou da Folha) e defendendo freneticamente, de forma pouco comum, o papel da pasta. Segundo o Siafi, a empresa Dinheiro Vivo — Agência de Informações recebeu do Ministério da Ciência e Tecnologia a quantia de R$ 15.930,00 e outros R$ 16.130,00 da Agência Nacional de Petróleo.
Em duas datas de 2004 (30 de março e 15 de junho), Nassif, na Folha, destacou a importância do Inmetro com entusiasmo especial. O colunista sugeriu ao governo expandir o papel do Instituto para o campo da pesquisa, de forma a transformá-lo no “Nist brasileiro”, em referência ao National Institute of Standards and Technology dos Estados Unidos. O colunista se mostra aflito com a possibilidade de o governo criar um órgão que diminua os poderes do Inmetro e chega ao delírio dizendo que o órgão público é “uma das principais armas competitivas de que dispõe o país” (Clique aqui para ler — acesso restrito para assinantes UOL ou da Folha). Coincidentemente, o Inmetro destinaria à Dinheiro Vivo Consultoria Ltda. a quantia de R$ 15.000,00 (Clique aqui para conferir), acompanhados de outros R$ 7.910,00 do Ministério das Cidades (Clique aqui para conferir). A “ação de governo” que justificou o pagamento à empresa de Nassif não é um serviço normalmente oferecido por jornalistas: “controle metrológico”.
Luís Nassif é autor da proposta de que jornalistas de aluguel que usam a profissão para influir em jogadas empresariais devem ser enquadrados por formação de quadrilha (Clique aqui para ler). A proposta foi lançada pelo blogueiro no dia 29 de abril de 2008 — três dias depois da publicação do furo de reportagem de Andrea Michael na Folha de S.Paulo que o delegado Protógenes Queiroz usou para criminalizar a notícia. A sugestão ou presságio de Nassif, na opinião de Mino Carta, é coisa de quem entende de formação de quadrilha. Já o delegado, pelo que se vê, gostou da idéia.
Noves fora
Jornalistas não precisam ser imparciais. Mas convém que sejam honestos. É impossível proibir a troca de favores ou a lealdade a fontes. O dinheiro não é um corpo estranho na relação entre empresas, governos e jornais, blogs e revistas — a partir do momento em que os veículos de comunicação o recebem de personagens das notícias pelas portas do departamento comercial. O desejável é que não se misture publicidade com informação jornalística. Quando um órgão de informação passa a trabalhar a favor ou contra empresário, político ou empresa, seria conveniente que informasse frontalmente seus motivos. A Folha de S.Paulo, há muitos anos, instituiu a prática de aceitar convites de promotores de eventos, mas revela o patrocínio com naturalidade.
No caso da revista Carta Capital, de Nassif, de Paulo Henrique Amorim e demais parceiros coordenados por Demarco, isso não é feito. Eles cumprem um papel claro e definido com naturalidade, porque dizem acreditar estar combatendo um personagem nefasto e defendendo o aprimoramento institucional do país. Sem informar seus leitores que estão ganhando para fazer pregação.
Por Márcio Chaer
Dezembro 22, 2008
Processo contra o jornalista iraquiano começa dia 31

O processo contra o jornalista iraquiano que no último dia 14 lançou seus sapatos contra o presidente norte-americano, George W.Bush, começará no dia 31 de dezembro, informou nesta segunda-feira (22) o juiz instrutor do caso. "A investigação terminou e o resultado foi transmitido à Corte Criminal Central do Iraque. O processo começará na quarta-feira 31 de dezembro", disse o juiz Dhiya al Kenani.
"Não modificamos a acusação contra (o jornalista) Montazer al Zaidi", que será julgado por crime "contra um chefe de Estado estrangeiro em visita oficial", acrescentou.
Al-Zaidi poderia ser condenado, segundo o código penal iraquiano, de 5 a 15 anos de prisão.
Por Ansa
Dezembro 12, 2008
Contorcionistas - O padrão de jornalismo-cafajeste

Ao longo dos últimos seis anos, assisti à oposição fazer de tudo para desacreditar o presidente que eles não conseguiram derrubar. Disseram que ele traiu seu projeto social — e ele criou o Bolsa Família e os programas de inclusão produtiva.
Chamaram-no de bêbado — e a sobriedade com que conduziu o país impressionou a todos. Chamaram-no de despreparado — e com ele o Brasil passou a ter uma proeminência internacional que está matando Fernando Henrique Cardoso de inveja e despeito, aos pouquinhos. Chamaram-no de analfabeto — e ele criou o ProUni. Vi gente esculhambando cada área do governo de Lula: a economia, as políticas sociais, a política externa. E no entanto, nesses mesmos seis anos, o Brasil que eles nunca quiseram ver ou entender emergiu e iniciou um processo de consolidação. Queiram ou não os apóstolos do mercado que neste exato momento desaba, Lula criou um país melhor, mais sólido e, principalmente, mais justo.
Lula venceu. E a oposição jamais vai conseguir admitir que, do pedestal de sua arrogância, de sua escolaridade, perdeu para um pau-de-arara de Garanhuns, que mostrou que não era ela a mais preparada para dirigir um país do tamanho do Brasil. E por não entender isso, por discordar do projeto de país encabeçado por Lula, essa oposição se perdeu completamente, pregou o golpe às vésperas da eleição, apostou na mentira e no engodo, se recusou a admitir que o país estava melhorando.
Por Jair
Dezembro 07, 2008
O maior crime da mídia brasileira
1 - fazer pessoas se envenenarem com medicamento controlado.
2 - provocar dramas econômicos nas vidas das pessoas.
Fica difícil decidir, não é mesmo? O crime 1 pode matar, mas e o 2?
Acho o segundo tipo de crime pior. Os dramas econômicos provocam muitos outros nas vidas das pessoas. Alguém em situação econômica muito difícil pode cometer crimes. A dificuldade em encontrar trabalho pode levar ao crime. E crimes também geram mortes.
A mídia cometeu e comete os dois crimes supra mencionados.
No início deste ano, a mídia levou milhões de pessoas a se vacinarem sem necessidade contra a febre amarela ao fazer prevalecer a crença em que haveria uma epidemia dessa moléstia no país. Como a vacina contra a doença é perigosa, dezenas de pessoas adoeceram gravemente e pelo menos duas pessoas morreram por tomarem o medicamento sem necessidade depois de terem sido alarmadas pela mídia.
Agora, os grandes meios de comunicação - que todos sabem quais são - tentam provocar uma queda maior da atividade econômica, de forma a impedir que o governo Lula obtenha um ativo eleitoral que inviabilizaria a vitória do grupo político específico ao qual esses meios se aliaram no fim do século passado.
Não estou inventando nada. A própria guerra de previsões sobre a crise que governo e mídia travam mostra que estou certo.
Enquanto os meios de comunicação veiculam previsões pessimistas sobre os efeitos da crise no Brasil como se fossem fatos e transformam qualquer notícia negativa em comprovação tácita de que esse tipo de previsão é o que vai vingando, Lula e sua equipe vão tratando de dizer o contrário e pedindo às pessoas que não parem de consumir. Porém, timidamente.
Os problemas que estão surgindo na economia são todos previsíveis e previstos efetivamente. Todos sabiam que as economias americana e européia já estavam em recessão técnica. Os dados oficiais sobre o recuo dessas economias apenas confirmou o que já se sabia. A crise começou faz mais de um ano.
Todos sabiam que haveria recuo na atividade industrial por aqui. Houve - e ainda há - um problema de crédito no Brasil por conta da seca nas linhas de crédito no exterior. E qualquer um que trabalhe em qualquer empresa sabe que houve uma diminuição brusca nos negócios, não por conta de algum fator concreto, mas devido à "cautela" que os agentes econômicos adotaram diante das notícias e dos fatos no mundo rico.
Quando as pessoas físicas e jurídicas já começavam a não ver tanta crise assim e, aqui e ali, já começavam até a desqualificar a gravidade da crise em razão dos números da economia recém-divulgados, números que deram conta de que, ao menos estatisticamente, a crise ainda não teria chegado aqui, a mídia voltou a noticiar o que já se sabia que aconteceria como se fossem fatos novos.
Comparações sem sentido entre hoje e o passado tentam fazer parecer que o país está tão vulnerável hoje quanto estava na última grande crise econômica, a de 1999, quando o governo FHC, depois de passar a campanha eleitoral do ano anterior, na qual se reelegeu, prometendo a manutenção do dólar congelado, teve que promover uma maxidesvalorização do real, do que decorreu uma catastrófica queda da atividade econômica, com desemprego, aumento da pobreza, da desigualdade, da criminalidade e da violência.
Uma estratégia malandra foi vista ontem, quando , no fim da tarde, os grandes portais de internet passaram a divulgar que a Vale demitira 1300 funcionários e a Votorantim duas centenas deles, que depois caíram para uma centena e pouco nos jornais de hoje.
Os telejornais deitaram e rolaram em cima das demissões da Vale. Só para quem se aprofundou na notícia, porém, foi possível saber que as 1300 demissões na empresa foram ao redor do mundo e não apenas no Brasil, ainda que a maior parte dos demitidos seja de brasileiros.
No caso das duas empresas, ambas tiveram redução das atividades por conta de cancelamento de pedidos de grandes clientes no exterior. Ora, quem não sabia que haveria queda de atividade nas empresas que dependem muito de exportações?
A mídia, porém, apresenta as demissões nas duas empresas como se fossem indício de que todas as empresas demitirão, o que desejo afirmar aqui, peremptoriamente, que não acontecerá - e peço que me cobrem se houver alguma alta importante do desemprego nos próximos meses.
O que acontece é que a capacidade da queda da atividade econômica ao redor do mundo de gerar problemas ao Brasil, é bastante limitada. Haja vista que as exportações respondem por apenas 13% do PIB brasileiro.
Por outro lado, a valorização do dólar deverá dar uma forte contribuição a muitos setores da economia que vinham tendo graves problemas para competir com produtos importados.
Vejam só o que estava ocorrendo no segmento em que atuo, o de autopeças. Tomemos como exemplo um produto como pastilhas de freio. As produzidas na China estavam invadindo o país e já começavam a inviabilizar a produção nacional do produto. Agora, todas essas indústrias que vinham tendo queda de vendas por conta dos importados, ganharão fôlego.
Ainda no sentido de ressaltar dados sobre a economia que muitos desconhecem e que, por isso, não entendem por que os problemas que poderemos enfrentar não nos causarão tantos danos quanto no passado, vale reproduzir dados comparativos entre a economia do país na crise de 1999 e nesta.
Em 1999, as exportações brasileiras somavam US$ 50 bilhões. Hoje, são quase quatro vezes maiores, US$ 198 bilhões.
O saldo da balança comercial (diferença entre exportações e importações) era de US$ 6,6 bilhões negativos; hoje, está positivo em US$ 26 bilhões.
O PIB brasileiro, em 1999, era de cerca de US$ 600 bilhões, hoje é de US$ 1,4 trilhão.
A receita da conta-corrente, total de entrada e saída de dólares do país, era de US$ 64 bilhões em 1999, atualmente é de 245 bilhões.
Mas é no déficit em conta-corrente que se vê a grande diferença. Em 1999, havia um déficit de 4,1% do PIB; hoje, o déficit, que há alguns meses não existia, é de 1,8%, mas ocorreu devido a fatores diametralmente diferentes dos de 9 anos atrás.
Naquela época (1999), houve fuga de capital devido à quebra do Brasil, que então batia às portas do FMI e dos EUA para pedir US$ 40 bilhões emprestados, porque, conforme FHC ia queimando nossas reservas para que os Salvatores Cacciolas da vida retirassem seus dólares do país, essas reservas iam derretendo.
Antes do empréstimo do FMI, chegamos a ter apenas 16 bilhões de reservas em dólares, insuficientes para financiar até uns poucos meses de exportações. Hoje, temos US$ 200 bilhões de reservas.
E hoje há uma diferença fundamental para a saída de dólares do país, que a mídia alardeia que bateu nos US$ 7,2 bilhões no mês passado: enquanto ontem os dólares fugiam daqui por medo daqui, hoje eles saem daqui para irem socorrer os investidores estrangeiros nos países nos quais, ao contrário daqui, eles perderam dinheiro.
Contudo, apesar desse aumento das remessas de dólar ao exterior, que inclusive é maior mesmo nos fins de ano, no mês de outubro entraram US$ 3,9 bilhões de investimentos estrangeiros no Brasil, e não em especulação financeira - como era regra em 1999 - mas em setores produtivos.
Enquanto que em 1999 o percentual da dívida pública versus PIB respondia por cerca de metade das riquezas produzidas no país em um ano, hoje essa relação está em 36%, o menor nível em SESSENTA ANOS (!), e isso porque, tecnicamente, o Brasil não tem mais dívida externa, pois têm mais a receber do exterior do que tem a pagar.
Quando digo que a crise não nos pegará com muita força e que o governo Lula pode se consagrar no ano que vem - e comecei a dizer isso quando todos diziam o contrário, até membros do próprio governo -, não é sem razão. Tenho fortes motivos de convicção, motivos que não se limitam apenas à teoria mas também à prática de minha atividade profissional, que se encontra num dos setores mais afetados pela crise, o de exportações.
Porém, a estratégia da mídia pode, sim, vir a gerar problemas para o país. As decisões de suspensão de investimentos que empresários alarmados podem tomar certamente teriam efeito sobre a economia. E essa é uma área onde é perigoso brincar, pois o efeito dominó pode acabar transformando um problema perfeitamente contornável numa redução da atividade econômica que pode pôr o país inteiro em dramas econômicos.
É por isso que o governo Lula e seu titular vêm lutando contra o discurso midiático. Não há um dia em que Lula ou seus ministros não contestem as previsões catastrofistas e as tentativas da mídia de transformar problemas localizados em tendências, pois quando diz que "já há demissões" sinaliza que outras virão, ainda que não se tenha a menor indicação de que haverá aumento do desemprego ou que haverá uma queda mais expressiva na atividade econômica.
Está em curso uma guerra de previsões entre o governo e a mídia. Esta, acha que para ajudar o governador José Serra a chegar mais forte a 2010 precisa fazer com que a crise se agrave, pois a popularidade de Lula é que definirá se ele conseguirá transferir votos para a ministra Dilma Roussef e a mídia acredita que se mostrar que o Brasil só vinha bem até aqui porque "não havia" crise, diminuirá a popularidade do presidente.
Minha recomendação às pessoas é a de que combatam o catastrofismo e o pessimismo. Aí, logo acima, estão dados que devem ser divulgados para que as pessoas entendam o contexto do país na crise.
Está em curso o maior crime que a mídia já cometeu contra o país e, assim, cabe a cada um dos cidadãos responsáveis lutar contra ela. Porém, o governo precisa aumentar o tom de seu discurso, pois a gritaria da mídia sobre a crise está cada vez mais ensurdecedora. Estamos fazendo a nossa parte. Eu, pelo menos, estou tentando fazer a minha. Mas Lula tem que nos ajudar.
Por Eduardo Guimarães
Novembro 24, 2008
Esconderam - Quem são os analistas, os especialistas e o mercado?

Apesar de todas as previsões catastróficas dos analistas, especialistas e do mercado continuamos gerindo a crise de maneira correta e com competência bem diferente dos comentaristas do blog do Noblat que , como ele , só vê erros no governo do presidente Lula.
Os 8% de eleitores que não gostam do presidente Lula estão todos no "globo online" espalhados entre os repórteres e seus comentaristas. A negação da realidade é um problema sério porque não nos deixa caminhar livremente e ficamos presos no passado para sempre.
No "globo online e no jornal "O Globo" todas as notícias verdadeiras sobre o presidente Lula são escondidas ou não são veículadas. A oposição democrática a um governo estabelecido pelo voto popular é imprescindível. Mostrar os erros , traçar outros caminhos , apoiar os acertos e ter sempre em foco o povo e suas necessidades. A oposição dever ser responsável , não acobertar seus próprios erros e lutar por um país melhor.
Essas atitudes não são vistas no desempenho da oposição. Quanto a imprensa brasileira que se tornou um partido político cujo fim é dar um golpe de estado para voltar ao poder , o que tenho a dizer é que não conseguirão. Em matéria de negar a realidade a imprensa brasileira é o carro chefe da oposição.
Notícias contra o PSDB e os Democratas ou não são veículadas ou têm 10 segundos no JN e fim , nunca mais voltam ao prestigioso jornal.
O caso da cassação do governador Cássio Cunha Lima(PSDB) e seu vice(Democratas) é emblemático, não mereceu nem dez segundos de reportagem e o partido do vice não foi informado.
Os portais já não informam mais e "todos foram felizes para sempre".
Aguardem uma notícia contra o PT e o presidente Lula e comparem o tratamento.
Texto de Helio de Souza Borba - aposentado invocado
Novembro 17, 2008
Sabotagem - Conferência de biocombustíveis em São Paulo: em crises, enquanto uns choram, outros vendem lenços
O Brasil saiu da posição dos que choram e entra na grupo dos que "vendem lenços".Começa hoje (17) em São Paulo a 1ª Conferência Internacional de Biocombustíveis, organizada pela Casa Civil e pelo Ministério das Relações Exteriores.
O encontro reúne chefes de Estado, autoridades públicas, comunidade científica e acadêmica, representantes da sociedade civil e de organizações não-governamentais.
O tema central dos debates é Biocombustíveis como Vetor do Desenvolvimento Sustentável. Até quarta-feira (19) outros temas serão discutidos, como segurança energética, produção e uso sustentáveis, agricultura, processamento industrial, comércio internacional, mudança do clima e futuro dos biocombustíveis.
Às 18h30, haverá sessão especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, em que será apresentado parecer do Grupo de Trabalho de Bioenergia, com sugestões dos conselheiros a serem encaminhadas ao presidente Lula.
Paralelamente ao encontro, Lula abre às 13h a 1ª Exposição Internacional de Biocombustíveis.
O destaque brasileiro é a tecnologia que permite que os veículos utilizem tanto gasolina quanto álcool.
Colunistas do PIG estarão decretando o fim dos biocombustíveis, já que o petróleo baixou com a crise nos EUA e Europa. Mas não passa de falta de visão. A visão de longo prazo dessa gente costuma enxergar o horizonte de poucas semanas ou meses à frente. Foi assim com as retumbantes reportagens do JN sobre "a volta da inflação" no meio ano. E por falar em inflação, a projeção anual também caiu esta semana.
Biocombustíveis é uma realidade e continuará compondo parte da matriz energética em substituição ao petróleo, não só por questões econômicas, mas também ambientais.
Por: Zé Augusto
Novembro 09, 2008
Opinião - Choque de gestão é aumento da carga tributária
Mais do que nunca a liberdade de imprensa tem que prevalecer em Minas Gerais. O tão falado "choque de gestão" do governador Aécio nada mais é do que aumento da carga tributária - como se já não houvessem tantos impostos para o brasileiro pagar.Para se ter uma idéia é mais fácil para o mineiro que mora nas proximidades com os estados da Bahia, Rio e até mesmo São Paulo; adquirir um veículo novo, porque a carga tributária sobre os produtos industrializados é mais baixa do que em Minas. Portanto, Minas exporta mão de obra - que já não é muito qualificada - devido a falta de investimentos na edução. Além disso, Minas deixa de atrair novas indústrias, pois o incentivo fiscal não existe, ao contrário, posto que indústrias vem fugindo de nosso estado, preferindo outros onde existe a preocupação em fomentar a produçao, baixando os custos através de incentivos fiscais, melhorando a renda da população, ou seja, produzir para crescer! Ao passo em que em minas é apenas arrecadar.Para onde tem ido tanto dinheiro, se até o salário dos professores da rede estadual é uma "merreca"?
É necessário que a imprensa de Minas Gerais deixe de ser omissa e começe a discutir de forma transparente e imparcial os rumos, acertos e erros de nossos gestores públicos. Afinal, nosso políticos, são funcionários do povo e não daqueles "lobistas" que se escondem nos labirintos do poder.
Por Frederico Azevedo
Novembro 04, 2008
MÍDIA-POLÍTICA - O MITO DO BOM GESTOR

A Miriam Leitão e outros calunistas dos jornais e revistas de maior circulação, em respeito aos seus 10% de leitores com alguma inteligência, podiam deixar claro o que para eles faz de uma pessoa, no exercício de um cargo eletivo, um bom gestor.
Quais são suas carcterísticas, o que e como eles fazem, dizem, propõe, negociam e aprovam as decisões de governo. Assim prestariam um serviço à cultura pólítica brasileira, pois abiriam um debate sobre esse tema, superando os dogmas e palavras reveladas desses profetas de meia tijela. Não fazem porque constroem um mito em torno do PSDB/DEM de partido de bons(?) gestores.
Exatamente porque, mesmo sob os critérios deles próprios, os tucanos são uns incompetentes. Querem ersolver problemas social e ambientalmente complexos com técnicas de gestão empresarial(sic). Gestores sem metas, que quando tem não as cumprem. Cadê os infográficos de indicadores de gestão? Por que os jornalões não mostram, não comparam?
Taí um campo para desmistificá-los. TUCANO QUEBRA A ECONOMIA, JOGA O DÓLAR A MAIS DE R$ 4 REAIS, FAZ PRIVATARIA COM PATRIMÔNIO PÚBLICO, SOCORRE BANCOS A FUNDO PERDIDO, SUPERFATURA SISTEMA DE RADARES, AFUNDA PLATAFORMA, POLUI A BAIA DA GUANABARA, DERRUBA VIADUTO, AFUNDA METRÔ E PROMOVE ENFRENTAMENTO DE POLÍCIAS COM OS PIORES SALÁRIOS DO BRASIL.
ISSO É PSDB. ISSO É SERRA. E MUITO MAIS.
Por Geraldo Mendes
Outubro 28, 2008
A IMPRENSA GOLPISTA E CORRUPTA BRASILEIRA ESTÁ PENSANDO QUE VAI CONSEGUIR ELEGER "O GRANDE MENTIROSO" PRESIDENTE DO BRASIL.NÃO VAI!

A imprensa corrupta e golpista brasileira pensa que vai eleger "O GRANDE MENTIROSO" presidente do Brasil porque elegeu o Kassab prefeito de São Paulo , ledo engano.
Kassab foi eleito pelos eleitores da cidade de São Paulo e o presidente é eleito pelos eleitores brasileiros , a distância entre os dois eleitorados é imensa tanto quanto ao total e mais , ainda , quanto a orientação política.
A crise econômico-financeira mundial chegou na hora certa porque em 2010 , quando das eleições gerais brasileiras , ela já estará debelada ou em forte declínio. Mostrará aos brasileiros , não sei quanto aos paulistanos , o acerto da gestão do presidente Lula e a sua sobriedade e firmeza no gerenciamento da crise apesar dos ataques constantes da imprensa brasileira , que o trata pior do que a um traficante de drogas que assassinou a própria mãe , irmãos e filhos. Sim , senhores e senhoras , esse é o tratamento que a imprensa brasileira dispensa ao presidente Lula. Basta ver os blogs da Miriam Leitão , Josias de Souza e Noblat.
Vou dar um exemplo de torcida contra da Miriam Leitão:
"Efeitos da crise Natal deste ano será mais fraco que o de 2007"
A rede varejista já espera um Natal mais fraco para este ano, na comparação com 2007. Isso por dois motivos: a crise, e também a base de comparação elevada.
Essa é a avaliação do diretor-geral da consultoria GS&MD, Marcos Gouvêa de Souza, que também é membro do conselho do IDV - Instituto de Desenvolvimento do Varejo. Ele concedeu entrevista ao podcast da Rio Bravo Investimentos (ouçam aqui, na íntegra).
Segundo Gouvêa, o Natal será atingido principalmente pela queda na confiança do consumidor. Em outubro, houve redução de 10% na comparação com o mês anterior. Já a renda, emprego e crédito ainda não devem ser muito atingidos até o Natal.
- A renda não vai se alterar tanto até dezembro e o emprego está estável. No crédito, vamos ver uma redução de prazo e também aumento de juros, mas a oferta não deve sofrer uma redução muito significativa. O que vai afetar mesmo será a queda na confiança, que começou a atingir os segmentos de classe mais alta, e deve se espalhar por outros segmentos de mercado - explicou.
O crescimento das vendas do varejo devem fechar o ano em torno de 7% e 8%, na comparação com 2007. Para efeito de comparação, o crescimento no primeiro semestre foi de 10,2%."
O título é uma clara alusão e resposta ao que o presidente Lula disse:"teremos um Natal maravilhoso".
Essa meus amigos é a imprensa mesquinha que pensa que com isso está minando a popularidade de Lula e , assim , eleger seu comparsa no golpe de estado: "O GRANDE MENTIROSO".
Estarei assistindo de camarote a derrota deles e a mais uma vitória do amado presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Até 2010.
Por Helio de Souza Borba
Outubro 19, 2008
Tabuleiro Político - Essa é a nossa mídia
Hoje (19/10/2008) a colunista Martha Medeiros da Revista Globo, do Globo, faz propaganda descarada para o Gabeira.
Segundo ela: "Se Gabeira ganhar, testemunharemos num cargo público um homem que conversa com o eleitor de igual para igual..."
Só se for com seus colegas jornalistas, Gabeira é jornalista.
E Martha Medeiros diz mais: "Se Gabeira Ganhar vai ser a recompensa merecida por ele ter peitado Severino Cavalcanti, dando nele um cala-boca que todos nós gostaríamos de ter dado..."
Rá rá rá rá rá! Só rindo mesmo. O Severino já estava derrotado, já estava derrubado, não vi nada de extraordinário em gastar bala com um "defunto morto". E, isso é da política, não é qualidade para se votar nele.
Gabeira mostraria sua valentia se tivesse peitado o famigerado Antônio Carlos Magalhães, no entanto, ele e outros da sua laia, sempre tiveram medo do coronel do nordeste.
Pergunto: Onde estava Gabeira quando ACM adulterou o painel do senado?
O mais sórdido, a Martha Medeiros vota em Porto Alegre.
Será mais um jabá disfarçado da coluna jornalística?
Até quando será permitida a propaganda descarada de jornais e revistas que às vésperas das eleições tentam empurrar por nossa goela abaixo os seus candidatos?
Crime Eleitoral?
Considerando que as matérias primas(papel) de jornais e revista são isentas de impostos, vejo aí um crime eleitoral e não liberdade de expressão. Como fazer propaganda política com dinheiro do povo?
Isenção significa que a Receita Federal deixou de ganhar, logo...
Com a palavra o Tribunal Superior Eleitoral.
Por Zé Lopes
Outubro 15, 2008
Opinião - Hipócritas de todos os matizes
Hipócritas de todos os matizes que hoje questionam a candidata do PT, Marta Suplicy, sejam do PSDB, do DEM ou do PPS, sejam da Folha de S.Paulo, não têm nenhuma autoridade política ou ética para tanto. O jornal, principalmente, está fazendo tudo para transformar um erro do início da corrida pelo 2º turno em centro da campanha nessa nova fase.São os mesmos que usaram e abusaram da invasão da vida privada e da privacidade. Cansaram de cantar em prosa e verso que vida privada de político é publica. Eu mesmo fui vítima disso todos esses anos, Marta é até hoje, e nenhuma das vozes que agora aparecem - inclusive de apoiadores da nossa candidata - teve coragem de vir a público defender o que agora corretamente defendem.
No Brasil em que vivemos, a grande mídia, com a Folha de S.Paulo e as organizações Globo à frente, e tendo como vanguarda a revista VEJA, destruíram tudo que havia de proteção legal e pactuada na sociedade com relação a privacidade dos petistas e daqueles que apóiam Lula.
É só ler a imprensa e lá estão todas as provas. Inclusive jogaram na lata do lixo os direitos de resposta, à privacidade, e à preservação da imagem escritos e consagrados na Constituição. Escondidos e protegidos pelo sigilo da fonte, divulgaram todas as informações sigilosas que quiseram das CPIs e das investigações e inquéritos.
No meu caso invadiram a vida privada, familiar, pessoal, profissional, afetiva e amorosa. Aliás, têm feito isso com todos nós, personalidades públicas e com as pessoas que a nós se vinculam. Não deram a mínima para nenhum dos altos princípios que agora levantam.
Invasão de privacidade é erro que precisa ser corrigido
Está correto a campanha focar a vida política do prefeito Gilberto Kassab, candidato à reeleição pelo DEM-PSDB. Tudo o que tem sido dito nesse aspecto, em termos políticos, está certo e é mais do que necessário ir por aí.
Mas, não há mais nenhuma dúvida de que foi um erro que precisa ser imediatamente corrigido, questionar a vida privada do prefeito, incluir na campanha essa pergunta se ele era casado e se tinha filhos.
Como diz o ditado popular, um erro, por mais desgraçado que seja, não justifica outro. Portanto, temos que pedir desculpas, refazer a peça de campanha retirando essa parte, e principalmente tocar a campanha.
Não podemos deixar que aqueles que apóiam Kassab e querem nos derrotar em 2010 - a começar pelos fariseus da mídia - transformem, reduzam ou consigam eliminar o debate político necessário nessa campanha.
É ruim e um prejuízo para o eleitor e para toda a sociedade deixar que o debate político que a campanha da Marta levantou se transforme num único debate, esse relativo ao erro de invadir indevidamente a vida privada dele.
Não, vamos centrar a campanha no debate político, no que a Marta vem colocando muito bem: quem é Kassab, o que e quem ele representa, qual é o seu passado político, sua história, suas companhias, o que e quem ele já apoiou e liderou.
Do JD por Briguilino do Blog.
Setembro 28, 2008
Técnicamente Empatados(?) - Margem de erro’ é golpe para induzir o eleitor?

As eleições municipais se aproximam e a mídia, como sempre, tenta manipular a sociedade na tentativa de fazer prevalecer os candidatos que lhe interessa que vençam.
Além das conhecidas estratégias midiáticas de inflar ou diminuir notícias negativas ou positivas para os candidatos em benefício de alguns deles, pode estar em curso uma estratégia que acho que já foi usada outras vezes pelos panfletos político-ideológicos das famílias Marinho, Civita, Frias, Mesquita e assemelhadas.
Como vocês sabem, os institutos de pesquisa são apêndices da imprensa golpista de direita. Ibope e Datafolha, por exemplo. Não me espanta, pois, o que podem estar fazendo.
Tenho ao menos uma evidência concreta de uso de pesquisas para induzir o eleitorado. No fim de 2005, no auge do “escândalo” do suposto “mensalão”, Ibope e Datafolha falsificaram uma expressiva queda de popularidade de Lula. Cerca de um mês depois, em janeiro de 2006, pesquisa CNT-Sensus mostrou disparada das intenções de voto em Lula.
Durante o período da “queda” de Lula e de sua espetacular “recuperação” só aconteceram as festas de fim de ano. Nada explica, até hoje, aquela “recuperação” espantosa da popularidade do presidente, pois naquele período nada aconteceu.
A partir dali, formei a convicção de que não é só nos países nossos vizinhos que os institutos de pesquisa da direita falsificam resultados para favorecer os candidatos conservadores. Tenho ao menos uma evidência de que, neste ano, a manipulação das pesquisas voltou a ocorrer. Essa evidência está no processo eleitoral de São Paulo.
Por certo há casos por todo o país, mas não tenho como falar sobre outras cidades porque não lhes conheço as realidades. Assim, usarei o exemplo de São Paulo. Além disso, se eu discorresse sobre Recife, por exemplo, desagradaria o leitor de Porto Alegre, e por aí vai.
Aqui em Sampa, descobriu-se que a mídia, mais do que tucana, é serrista. Acredite quem quiser: o governador José Serra, em São Paulo, virou uma instituição. A mídia está atacando até o companheiro de partido dele, Geraldo Alckmin, para privilegiar seu pupilo ultraconservador Gilberto Kassab.
E, desta vez, a manipulação de pesquisas parece ser a estratégia escolhida, em detrimento da estratégia surrada de “desconstrução” dos adversários do político beneficiário das manipulações eleitorais midiáticas.
A uma semana das eleições municipais em primeiro turno, uma análise das pesquisas Ibope e Datafolha, que vêm sendo divulgadas semanalmente já há algum tempo, mostra que as tendências dessas sondagens, tendências insinuadas pelas “margens de erro”, jamais se consolidam.
Ora, se durante três, quatro pesquisas consecutivas a tendência que aparece é de subida ou descida deste ou daquele candidato, teria que haver a materialização dessa tendência em números fora da “margem de erro”, mas os resultados, que favorecem o candidato da mídia, Gilberto Kassab, ficam sempre dentro da tal margem.
Faz cerca de um mês divulguei aqui um alerta sobre pesquisas para a campanha de Marta Suplicy, na esperança de que seu marido, Luis Favre, que deve ler o Cidadania porque já reproduziu textos meus em seu blog, lesse e passasse o texto ao comando da campanha de sua mulher ou a ela mesma.
A tranqüilidade que Marta vem exibindo pode significar que o comando de sua campanha já fazia ou passou a fazer o que recomendei, ou seja, fazer pesquisas paralelas por conta da inconfiabilidade dos números do Datafolha e do Ibope.
Daqui a exatos sete dias, se o que acredito que pode estar acontecendo estiver realmente acontecendo, ou os resultados da eleição em primeiro turno divergirão das projeções do Datafolha ou do Ibope que colocam Kassab à frente de Alckmin e que mostram que Marta perde para ambos no segundo turno “dentro da margem de erro”, ou as pesquisas que antecederão o pleito apresentarão uma alteração dentro dessa “margem” que recolocará as coisas em seu lugar.
Provavelmente o mesmo deve estar acontecendo em várias outras cidades e se alguém tiver conhecimento de casos similares e quiser relatá-los aqui, terá espaço neste post, ou seja, reproduzirei outras denúncias sobre manipulações parecidas.
Não sei até que ponto as manipulações de pesquisas estão ocorrendo, mas acredito que, a partir de determinado nível de manipulação, crimes eleitorais poderão estar sendo cometidos, o que permite que, na condição de presidente da ONG Movimento dos Sem Mídia, eu cogite fazer representação à Justiça Eleitoral para que se investigue.
Do Cidadania.com
Setembro 21, 2008
Mídia acoberta terroristas da Bolívia
“Se precisar, vai ter sangue. É preciso conter o comunismo e derrubar o governo deste índio infeliz”. Jorge Chávez, líder da oligarquia racista de Tarija.“Não vejo razão pela qual se deve permitir o Chile se tornar marxista pela irresponsabilidade de seu povo”. Henry Kissinger, secretário de Estado do EUA, poucos dias antes do golpe de 11 de setembro de 1973 que derrubou Salvador Allende.
É repugnante a cobertura que o grosso da mídia hegemônica tem dado aos trágicos confrontos na já sofrida Bolívia. Os serviçais da TV Globo tratam os chefões golpistas como “líderes cívicos” e “dirigentes regionais”. Mirian Leitão, que esbanjou valentia ao sugerir que o governo brasileiro retirasse o nosso embaixador de La Paz e enviasse tropas às fronteiras quando da estatização do petróleo, agora é toda afável com a oligarquia racista deste país. Outros “colunistas” bem pagos da mídia chegam a insinuar que a culpa pelos violentos conflitos, que já causaram oito mortes, é do presidente Evo Morales, “um radical e populista” que instigou o separatismo regional.
A manipulação é grotesca até na terminologia. No caso das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que há décadas enfrentam as oligarquias paramilitares e que foram excluídas violentamente da luta institucional no país, os guerrilheiros são estigmatizados como terroristas, narcotraficantes, bandidos. Já os bandos terroristas da Bolívia, organizados e armados pela elite racista que desrespeita o voto popular, são tratados como “comitês cívicos” e “grupos rebeldes”. O embaixador estadunidense Philip Goldberg, que acaba de ser expulso da Bolívia por estimular abertamente a divisão do país, é apresentado pela mídia subserviente como “negociador”.
A triste lembrança do Chile
O que está em curso na Bolívia é um golpe fascista organizado pela oligarquia local e teleguiado pelos EUA. Seus métodos terroristas lembram o ocorrido no Chile, em setembro de 1973, noutro golpe sangrento orquestrado pelo “império do mal”. Visam desestabilizar e derrubar o governo democraticamente eleito de Evo Morales, confirmado em agosto num referendo. Poucos são os veículos midiáticos e os “colunistas” que denunciam esta conspiração, talvez porque torçam pela derrota do que FHC chamou num paper ao governo Bush de “esquerdização da América Latina”. Como verdadeiro “partido da direita e do capital”, a mídia burguesa não tolera a democracia!
Uma das raras exceções foi o lúcido artigo de Clóvis Rossi, que há muito estava adormecido por seu rancor antiesquerda. “O que está em andamento na Bolívia é uma tentativa de golpe contra o presidente Evo Morales. Segue uma linha ideológica e táticas parecidas as que levaram ao golpe no Chile, em 1973, contra o governo de Salvador Allende, tão constitucional e legítimo quanto o de Evo Morales. Os bloqueios agora adotados nos Departamentos são uma cópia dos locautes de caminhoneiros que ajudaram a sitiar o governo Allende... Nem o governo nem a oposição no Brasil têm o direito ao silêncio”, escreveu, relembrando sua perspicácia e coragem do passado.
O criminoso Philip Goldberg
A conspiração golpista na Bolívia, acobertada pelo grosso da mídia nativa, exige rápida resposta das forças progressistas e democráticas do Brasil. Como afirmou Evo Morales, trata-se de “uma violência fascista com o objetivo de acabar com a democracia e dividir o país”. Sob o biombo da autonomia regional, governadores de cinco departamentos (estados) e abastados empresários têm financiado bandos terroristas que já assassinaram oito camponeses favoráveis ao governo eleito, saquearam prédios públicos, destruíram uma emissora estatal de televisão, sabotaram gasodutos, bloquearam rodovias e proibiram o próprio presidente de pousar em três aeroportos do país.
Segundo relatos de Marco Aurélio Weissheimer, da Carta Maior, na semana passada “grupos de jovens de setores da classe média branca, que não escondem seu sentimento racista em relação a Evo Morales, lideraram as manifestações. Capitaneados pela União Juvenil Cruzense (UJC), eles invadiram o prédio da empresa estatal de telecomunicação para ‘entregá-lo à administração do governo Rubén Costas’, de Santa Cruz. Na Televisión Boliviana/Canal 7, saquearam o escritório, destruíram computadores e fizeram uma fogueira na entrada do prédio”. Além de Santa Cruz, as ações terroristas ocorrem em outros quatro departamentos – Beni, Pando, Tarija e Chuquisaca.
Os EUA estão diretamente metidos no complô. O embaixador Philip Goldberg já foi fotografado em eventos da União Juvenil Cruzense (UJC), grupo terrorista de Santa Cruz que utiliza o slogan “terminemos com os ‘collas’ [indígenas], raça maldita”. A embaixada ianque até contratou vários destes bandidos. Goldberg é um fascista convicto. Como embaixador dos EUA na ex-Iugoslávia, ele orquestrou a crise no Kosovo e a sangrenta guerra civil separatista naquele país. Declarado persona non grata, ele finalmente foi expulso da Bolívia. “Não queremos aqui gente separatista, divisionista, que conspira contra a unidade do país”, justificou o presidente Evo Morales.
Intensificar a solidariedade internacionalista
O governo, mesmo aberto ao diálogo, não tem se submetido à pressão dos golpistas, que exigem a anulação da nova Constituição e do referendo que aprovou a manutenção do mandato de Evo Morales. Ocorrido em 10 de agosto, por demanda da própria oposição, o referendo confirmou a força do atual presidente. Evo foi ratificado em 95 das 112 províncias do país e, apesar do caos promovido pelos golpistas, teve mais votos do que na eleição presidencial – obteve 67,41% dos votos, bem acima dos 53,3% em 2005. Sua votação cresceu em oito dos nove departamentos e o referendo ainda revogou o mandato de dois governadores ligados às oligarquias racistas.
Desesperada, a elite investe no terrorismo e esbarra na resistência do governo e do povo. “Vamos agir com serenidade, mas também com firmeza”, diz Alfredo Rada, ministro da Defesa. Walker Sam Miguel, ministro do Interior, garante que “os fascistas não passarão”. O governo já decretou estado de sítio, ameaça deter os chefes terroristas e acionou tropas do exército nos departamentos para garantir o fornecimento de gás e a ordem pública. A derrota dos fascistas, porém, exige o apoio dos governos e dos movimentos sociais na América Latina. O que está em jogo é o avanço da democracia, é a derrota das oligarquias, do “império do mal” e da mídia mentirosa.
Por Miro
Setembro 11, 2008
Um Jabazinho - Denúncia de propina leva jornalista a processar blog gaúcho

O blog de política Nova Corja, do Rio Grande do Sul, está sendo processado pelo jornalista e colunista Polibio Braga, também blogueiro, por calúnia, injúria e difamação. O processo foi movido no nome de Walter Valdevino, integrante do blog. "Como os dois processos abertos pelo senhor Polibio Braga contra mim estão em fase de 'conclusão ao juiz' e, portanto, não tive acesso a eles, não sei exatamente do que se trata", disse Valdevino. No sábado, dia 28, Braga entrou com uma ação na 18º Vara Cível do Foro Central de Porto Alegre. O pedido foi indeferido no dia seguinte, e Braga recorreu. Ele pede uma indenização de R$ 950.
Braga teria processado o blog em razão da publicação de um post, em 25 de junho, no qual o jornalista Rodrigo Álvares, criador e integrante do Nova Corja, revelou que alguns colunistas da região - entre os quais o próprio Braga - estariam recebendo de instituições públicas uma verba para que não revelassem nenhuma irregularidade dos governos municipal e estadual.
Uma fonte não identificada teria revelado o esquema aos blogueiros por e-mail. "Existe quase que uma máfia dos 'jornalistas de opinião', que pressiona esses órgãos e entidades a anunciar. Se um deles ousar comprar espaço em apenas um site, corre o risco de ver seu nome na lama pelos demais. Qualquer gerente de marketing sabe disso e tenta não correr o risco", diz o e-mail.
"O site do senhor Polibio, assim como de vários outros jornalistas gaúchos, possui anúncios pagos de entidades como Banrisul e Assembléia Legislativa. Segundo comenta a fonte, "anunciar não garante que os caras falem bem, só que não falem mal". Esse é o sentido do post. "Não sei se o sr. Polibio, jornalista e advogado, está plenamente consciente disso, mas está cometendo erros jurídicos primários e, pior ainda, não está se dando conta de que tudo o que fazemos é público e irá para a internet", complementou Walter.
Procurado pela reportagem, Braga afirmou que não sabia nada sobre o assunto, mas voltou atrás. "Estou movendo o processo. São calúnias e difamações feitas a mim em nível penal, que não considero crime de imprensa", ressaltou ele.
Por Julia Baptista/Redação da Revista IMPRENSA
Setembro 03, 2008
Mídia Venal - Oportunity pode ter subornado jornalistas

Um dos ilegalmente grampeados e participante de reuniões ocorridas ontem para tratar desse caso de escuta telefônica, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) afirmou à imprensa que o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Jorge Armando Felix, suspeita que por trás de toda essa história haja, também, jornalistas subornados pelo Banco Oportunity.
”Ele [o general Felix] disse: 'o Daniel pode estar por trás disso [grampo]". O general afirmou, ainda, que no fim da investigação, vai aparecer muito jornalista que recebeu do 'Oportunity", detalhou o senador goiano em declaração publicada na reportagem da Folha de S.Paulo com o título "General Felix vê envolvimento de Dantas em grampo ilegal." O general se referiria, portanto, ao banqueiro do Oportunity, Daniel Dantas
Dado a gravidade da afirmação, se verdadeira e confirmada pelo senador, espero que não só o governo, mas também a Polícia Federal (PF), na investigação sobre o origem do grampo ilegal identifiquem quais jornalistas recebiam do Oportunity e quem realmente grampeou o ministro Gilmar Mendes, presidente da Corte Suprema do país.
Também o Congresso Nacional pode prestar inestimável contribuição nesse processo. Não nos esqueçamos que ele pode requisitar todas as gravações da Operação Satyagraha. Por aí, na certa, encontrará o caminho para identificar os jornalistas subornados, e os responsáveis e autores da escuta telefônica ilegal nas linhas do presidente do STF e de uma dúzia ou mais de políticos também grampeados recentemente.
Do blog do Dirceu
Agosto 22, 2008
Relaxa - Disfarces de um discurso "democrático"

O debate sobre a Lei de Imprensa, sua extinção, manutenção ou reforma permeou a abertura do 7º Congresso Brasileiro de Jornais, promovido na segunda e terça-feira (18 e 19.08), em São Paulo, pela Associação Nacional de Jornais (ANJ).
No evento, Nelson Sirotsky, do Grupo Zero Hora gaúcho que deixou a presidência da ANJ, defendeu uma "regulação para o século XXI", com regras mínimas específicas para a mídia. Teve essa posição reforçada por sua substituta na presidência da entidade, Judith Brito, do grupo Folha.
Propostas manterão arbitrariedades
O congresso da ANJ reúne executivos da mídia que sustentam a necessidade de uma nova lei para regular o setor de imprensa; outros que defendem a completa ausência de legislação específica no setor com o a melhor solução.
Eu discordo desse último grupo. Os que defendem essa posição advogam apenas punições civis e não criminais para os que cometem delitos na área da imprensa. Pois bem, aí cria-se um descalabro porque, no caso das indenizações, querem que o valor seja igual ao do custo comercial do espaço onde a reportagem foi publicada. Ou seja, se um erro grotesco for capa de um jornal de grande circulação (como o conhecido e triste caso da Escola Base), a vítima, mesmo com a vida destroçada, receberá como indenização o valor de um espaço publicitário!!!
Há os que acreditam que basta a Constituição para resolver as questões
Também discordo: se a mídia se pautasse em sua atuação pelo estrito respeito aos dispositivos constitucionais teríamos os constantes, quase diários erros, pré-julgamentos e ilegalidades a que ela expõe o cidadão cotidianamente?
Além do mais, a Constituição brasileira estabelece o direito de resposta – com igual destaque e mesmo tamanho de espaço dado à acusação. Ela e outros dispositivos e normas legais brasileiras, de forma explícita ou pelo espírito da lei, consagram a presunção da inocência, e a inviolabilidade da honra e da intimidade. Esses princípios são respeitados? Não são.
Por isso, advogo uma reforma já para o setor, uma legislação que reveja não só o teor antiquado das leis vigentes, mas também que traga tanto uma garantia de que será preservada a liberdade de expressão e opinião, mas também com garantias de que a imprensa respeitará os direitos constitucionais dos cidadãos. Ou buscamos e conquistamos isso, ou a mídia manterá suas tentativas de ficar acima da lei.
Do blog do Dirceu
Agosto 12, 2008
Não ouviram o que sonhavam - Depoimento de Protógenes decepciona relator da CPI dos grampos
Por quase sete horas, o delegado Protógenes Queiroz, ex-coordenador da Operação Satiagraha, da Polícia Federal, esquivou-se de prestar esclarecimentos aos deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas Clandestinas sobre as investigações que levou à prisão o banqueiro Daniel Dantas, dono do Banco Opportunity, o investigar Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta. Na maioria das vezes, o delegado usou argumentos de que a Constituição Federal e a legislação o impediam de prestar informações, já que as investigações estão sob segredo de Justiça.Ao término da audiência pública, o presidente da CPI, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), avisou a Protógenes que ele será novamente convocado para prestar esclarecimentos, quando a comissão tiver os dados da investigação.
De acordo com Itagiba, ficou claro que um grupo do banqueiro Daniel Dantas teria praticado interceptações telefônicas em benefício próprio. Para o deputado, o depoimento evidenciou ainda que a saída do delegado do comando da operação não foi pacifica na Polícia Federal e que houve a atuação de pessoas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) nas investigações.
"Houve um sentimento de uma certa frustração pelo fato de o delegado não poder falar sobre determinados assuntos, que estão sob proteção", disse o relator da CPI, deputado Nelson Pelegrino (PT-BA). No entanto, o parlamentar considerou os debates muito importantes para que os deputados pudessem firmar posições, como “a de que não pode haver autorização genérica para uma autoridade poder lançar mão de dados cadastrais. É necessário que haja autorização especifica para cada caso".
De acordo com Pelegrino, o secretário particular do presidente Lula, Gilberto Carvalho, "não foi objeto de investigação da Operação Satiagraha". O deputado disse que pelo que está entendendo, pelo que leu e pelas informações que teve acesso, Gilberto Carvalho não foi investigado. "Não há nenhuma providência ao final do inquérito que remeta ou que se refira ao secretário particular.”
"Só há uma citação que é um diálogo que ele manteve com o ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh. Portanto, eu penso que ele não foi objeto de investigação e para mim isso ficou claro quando eu perguntei ao delegado no final do depoimento", disse Pelegrino.
Ao final do depoimento, a CPI aprovou alguns requerimentos. Entre eles, está o de prorrogação dos trabalhos da comissão por mais 120 dias, a partir de 5 de setembro, quando encerraria suas atividades. Também foram aprovados requerimentos de convites a pessoas para comparecer à CPI. Entre os convidados, estão a jornalista da Folha de S. Paulo Andréia Michael e a ministra Elena Calmon, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A CPI faz amanhã (7), a partir das 9h, reunião administrativa fechada e às 10h ouve o depoimento do delegado da Polícia Federal Élzio Vicente da Silva.
Da Agência Brasil
Agosto 05, 2008
Preconceito - Copa de 2014: Saci como símbolo irrita jornalista
Leia abaixo a nota assinada pelo sociólogo Mouzar Benedito, da SoSaci (Sociedade dos Observadores de Saci), uma organização não-capitalista (ONC), em resposta à desajeitada crítica de Kfouri.
O jornalista Juca Kfouri colocou em seu blogue a seguinte nota:
"Tem um grupo de malucos abrigado no endereço http://www.sosaci.org/ que quer convencer a CBF a adotar o Saci como mascote da Copa do Mundo de 2014, no Brasil.
Tomara que Ricardo Teixeira, pelo menos dessa vez, não se deixe levar por uma tentação tão populista e demagógica.
Como ter alguém de uma perna só, e ainda de cachimbo na boca, como mascote da Copa?
Não basta uma seleção de pernas-de-pau que fazem propaganda de cerveja?
Ora bolas!
E o José Roberto Torero ainda apóia semelhante maluquice.
Durma-se com um barulho desses."
As respostas de quase cem dos seus leitores bastariam para mostrar a aceitação do Saci como um verdadeiro símbolo nacional. São poucos, pouquíssimos, os que apoiaram suas críticas. E quase sempre (não a nota do Juca, as críticas) num tom preconceituoso, tipo: "imagine os europeus vendo como mascote um negrinho de uma perna só".
Para estes, informo que muita gente já viajou pela Europa com camisetas tendo o Saci estampado no peito e todos relatam a mesma coisa: muita gente perguntando "quem" era ele, se interessando por sua história e finalmente querendo saber como e onde comprar camisetas iguais.
Acredito que depois da Copa de 2014 veremos muitos e muitos europeus, asiáticos, americanos (do Sul, do Centro e do Norte), africanos e australianos (e de outros países da Oceania) ostentando garbosamente o Saci no peito, em camisetas comemorativas do evento, e sabendo um pouco da cultura e da mitologia brasileiras.
Algumas pessoas chegadas a coisas "politicamente corretas" questionam o cachimbo do Saci. Ora, em primeiro lugar, lembro sempre, fumo faz mal pra gente, não pra mito. E mesmo pra gente, não o tradicional "pito" com fumo de corda. Basta ver as imagens existentes de "pretos velhos", quase todos com um ar de paz e sabedoria, pitando seu cachimbinho de barro. E vivendo cem anos.
Além disso, não vejo a mesma implicância com mitos de outros países. Alguém já criticou o romano Baco por suas bebedeiras? E os gregos Édipo, por comer a mãe, e Eletra, por dar pro pai? E os violentos deuses nórdicos? Isso sem falar nos mitos europeus que têm histórias de assassinatos de pais, mães ou irmãos. Por que querem atitudes "politicamente corretas" só dos nossos mitos?
E quanto a uma perna só...ele tem o redemoinho que o conduz melhor do que se tivesse as duas. Como os próprios críticos dizem, já temos jogadores pernas de pau demais. Ora, o Saci com uma perna só é melhor do que eles.
Quanto a ser uma proposta populista e demagógica... bom, tudo que é bem aceito pelo povo hoje em dia ganha esses rótulos, não é?
Reafirmo, como um dos "malucos" que querem o Saci como mascote da Copa, que o Saci é o nosso mito mais popular e não é à toa que é o único conhecido em todos os lugares do Brasil. Tem tudo a ver com o brasileiro. Pobre (vive pelado), perneta e negro (povo vítima de preconceito), é alegre e gozador, brincalhão. E a maioria dos nossos grandes jogadores não são negros? Um que não era, o gênio Garrincha, com comportamento bem "sacizístico", era filho de índio. E o Saci nasceu índio, virou negro com a adoção pelos escravos e ganhou o gorrinho mágico dos europeus.
Enfim, espero que o Juca Kfouri esteja errado e o Ricardo Teixeira, nada chegado às boas maluquices, como essa do Torero e nossa, cometa pela primeira vez uma "maluquice beleza" e apóie esta idéia. Viva o Saci, mascote da Copa de 2014, para desgosto dos gringófilos e das fábricas de chuteiras — ele usa uma só.
Por Mouzar Benedito
Julho 24, 2008
Irresponsabilidade - Jornalista alemão faz anúncio de bomba falsa em avião para não perder vôo
Por causa de um jornalista alemão que estava atrasado, o aeroporto da cidade de Verona, na Itália, ficou fechado por várias horas na última quarta-feira (11). O jornalista, de 27 anos, ia para a Áustria acompanhar a Eurocopa de 2008, e para não perder seu vôo denunciou a existência de uma bomba na aeronave que iria rumo a Viena, capital austríaca. Quando o vôo 8074 com destino a Viena, com 22 passageiros, já tinha fechado as portas e se preparava para levantar vôo, o alemão chegou ao balcão da companhia Air Dolomiti e avisou da bomba.
Minutos depois, um suposto fundamentalista islâmico ligou para a Polícia avisando que haveria uma bomba nesse vôo. O aeroporto foi fechado e o avião levado a uma zona isolada. Logo depois, o alemão se reapresentou ao balcão companhia aérea afirmando que tinha recebido informações de que o avião ainda estava nas pistas e sairia com atraso.
Como o serviço de informação do aeroporto ainda não tinha avisado sobre o atraso do vôo, os agentes descobriram que o número do telefone celular do alemão era o mesmo que o da ligação do suposto fundamentalista islâmico. O jornalista foi denunciado por interrupção de serviço público e por causar distúrbios que colocaram a população em alerta.
Do Último Segundo
Julho 19, 2008
Criança Esperança - a tapioca da Globo

Que cara de pau dessa Globo.
Passou o primeiro semestre inteiro enchendo a paciência de todo mundo, exigindo explicações de gastos com tapioca, botaram o Heráclito "Dantas" para fazer a CPI das ONG's, que não fizeram nada, e agora volta com a maior safadeza pedindo dinheiro para pilantropia, SEM PRESTAR CONTA dos gastos.
Desde o ano passado, cobramos um portal da transparência no Criança Esperança, e só recebemos respostas evasivas. Dizem que ajudam várias instituições, até dão nomes, mas nada de números, valores e nem detalhes de como é gasto o dinheiro.
Assim, sem transparência, as portas ficam escancaradas para a roubalheira.
Dizem que arrecadou R$ 15 milhões em 2007 e mostram propagandas com meia dúzia de crianças onde a gente não consegue vislumbrar como conseguem gastar essa montanha de dinheiro ali.

As mesmas perguntas do ano passado, continuam sem resposta até hoje:
1) Por 19 anos, de 1986 até 2004 o programa era em parceria com a UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a INFÂNCIA). Desde então a parceria foi trocada pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura).
Ora se o programa chama-se "Criança esperança", porque não a UNICEF?
2) O criança esperança é caça-níquel da Globo: ela vende 1 cota de patrocínio para os especiais do Criança Esperança: este ano é para a Tramontina. (o ano passado era a Azaléia e Banco do Brasil, que saíram fora da picaretagem). Além disso veicula propagandas diversas nos intervalos comerciais. Se a Globo explora comercialmente este programa, então tem fins lucrativos: ou seja, nós entramos com as doações e a Globo fica com o lucro dos patrocínios, e dá uma de boazinha nessa história.
3) Outra esperteza caça-trouxa é o "pedágio" das ligações tarifadas, igual votos no BBB. Até para doar você tem que pagar o "pedágio" para Globo e para para teles:
R$ 0,27 + impostos por ligação de telefone fixo.
R$ 0,50 + impostos por ligação de telefone celular.
O melhor a fazer é NÃO doar para a Globo/UNESCO e doar para alguma instituição perto de você, de sua confiança, que você conheça e saiba como é aplicado o dinheiro.
Se não conhecer nenhuma instituição de confiança próxima, é melhor doar direto aqui para a UNICEF (que desligou-se da picaretagem da Globo em 2004, não confundir com a UNESCO atual que não tem muito a ver com infância).
Por: Zé Augusto
Julho 14, 2008
ABIN - NOTA À IMPRENSA
Em razão de notícias veiculadas em setores da mídia envolvendo equivocadamente o nome da Agência Brasileira de Inteligência em relação a assunto apurado pela Polícia Federal na Operação Satiagraha, que investiga possíveis crimes praticados pelo banqueiro Daniel Dantas e outros, cumpre esclarecer o seguinte:1. A Abin não realiza quaisquer atividades para as quais não possua respaldo na legislação em vigor. Por isso, considera absurdas e levianas as declarações de que tenha executado monitoramento telefônico de quaisquer pessoas, sejam elas do setor público ou privado;
2. A Direção Geral não tem e não teve nenhuma participação ou iniciativa, muito menos ingerência, nos fatos que resultaram na referida operação policial. Desde que deixou a Direção do Departamento de Polícia Federal, em agosto de 2007, o atual Diretor-Geral da Abin dedica-se exclusivamente a sua função;
3. A Abin, na condição de órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência, pode e deve operar em cooperação com os demais órgãos públicos em ações que não lhe sejam vedadas, como realizar consultas em bancos de dados, análises de inteligência e, sempre que possível, no suporte logístico. Para tanto, caso solicitada, estará sempre à disposição dos órgãos parceiros, para auxiliar em trabalhos de sua atribuição, como ocorre em algumas grandes investigações, que, não raro, contam com a participação de integrantes de vários órgãos da Administração Pública Federal.
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
(61) 3445-8301/8406
acom@abin.gov.br
Julho 09, 2008
Ligações Perigosas - Senador pau mandado tenta livrar Daniel Dantas da cadeia
O senador Heráclito Fortes (DEM-PI) procurou à Folha para contar que está sendo seguido e monitorado pela Polícia Federal nos últimos dias. Aliado de Daniel Dantas, dono do Opportunity, Heráclito acusou o PT de estar envolvido nas ações da PF contra ele."Na semana passada, esse pessoal, o que eu já desconfiava, foi ver um terreno meu aqui em Brasília. Subiram no muro, chamaram um rapaz do posto de gasolina para saber informações sobre mim", afirmou o senador.
Ontem à tarde, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) telefonou para um filho de Carlos Rodenburg, preso na operação da PF. Ex-cunhado de Dantas, Rodenburg é diretor do banco Opportunity, o carro-chefe dos negócios do polêmico banqueiro. Amigo de Dantas e Rodenburg, Heráclito queria detalhes da operação. Publicamente, o senador evitou comentar a ação da polícia. “Ainda preciso entender o que está acontecendo”, afirmou. Heráclito afirmou que não conversou com o ministro Tarso Genro.
O senador é conhecido defensor de Dantas e do Opportunity no Congresso. Discursou muitas vezes em favor do banqueiro na CPI dos Correios.O senador já admitiu ter viajado nos jatinhos de Daniel Dantas “algumas vezes”.A ligação entre Heráclito Fortes e Daniel Dantas vem de muito tempo. Por várias vezes o senador usou aviões do empresário em vôos pelo território nacional, inclusive, para o Piauí. Heráclito era um dos fortes defensores de Dantas em seus comparecimentos ao Congresso Nacional para prestar esclarecimentos diante da negociata que é investigada pela Polícia Federal.
Em maio de 2006,Daniel Dantas foi à casa do senador Heráclito Fortes, do PFL do Piauí, expoente da "bancada de Dantas" no Congresso por dois motivos. Um, para tentar estabelecer uma ponte entre o banqueiro e o ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça Edson Vidigal, que contrariou interesses de Daniel Dantas. Dois, Dantas não queria ser convocado para a CPI dos Correios. No teatro do convoca-não-convoca Dantas para depor, a certa altura, de dedo em riste, fez aquela ameaça que vale a pena repetir aqui: "Eu não afundo só. Se eu descer, levo o PFL/DEM, o PSDB. Daniel Dantas disse que segurassem os parlamentares petistas da comissão, porque dos da oposição ele "cuidava". Aliás, foi fácil "cuidar" da oposição. Semanas depois, o senador Arthur Virgílio, do PSDB do Amazonas, denunciou a tentativa de achaque a Dantas feita por Delúbio Soares, que nunca ficou provado. Arthur Virgílio e Heráclito Fortes fazem parte de uma bancada sensível aos interesses do dono do Opportunity no congresso
No governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), Dantas obteve apoio político do PSDB e do PFL (o atual DEM) para participar da privatização das teles. Há o episódio do jantar dele com FHC em junho de 2002. No dia seguinte, haveria troca do comando da Previ, como desejava o banqueiro.
Não é novidade para ninguém dentro do senado de que o Senador Heráclito não passa de pau mandado do maior desonesto empresário Daniel Dantas, pois foi Daniel Dantas quem financiou a campanha do irresponsável senador. A SUA FUNÇÃO NO SENADO É ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE ESCULHAMBAR COM O GOVERNO LULA. No governo do FHC, Daniel deitava e rolava. Foi o principal beneficário das privatizações prejudiciais ao País feitas pelo e-presidente
Por: Helena™
Julho 02, 2008
Mídia Política : A patética torcida pelo aumento da inflação
Desde abril, quando surgiram os primeiros sintomas de alta, a cada novo índice prevê-se o fim do mundo para amanhã mesmo, na próxima esquina.É até engraçada esta torcida agora indisfarçada para que o pior aconteça e o governo se exploda, quando comparamos o noticiário nativo com o que se escreve lá fora sobre o Brasil. Regra geral, os mais respeitados e influentes meios de comunicação do mundo constatam que o nosso País é um dos que melhor tem enfrentado esta crise globalizada.
Quando fico muito desanimado, depois de ver os telejornais da noite e dar uma olhada nos principais jornais no café da manhã, termino sempre minha rotina informativa lendo a coluna “Toda Mídia”, publicada pelo Nelson de Sá, na “Folha”.
O contraste é brutal com o que se lê no noticiário das outras páginas do matutino paulista. Nesta terça-feira, por exemplo, Sá abre a sua coluna com o que escrevem sobre nós os dois principais jornais dos Estados Unidos:
“Roger Cohen, colunista do “New York Times” mais entusiasmado com os emergentes, Brasil em especial, voltou a escrever sobre “o mundo de ponta-cabeça”. Diz que “uma forma de ver a crise [de EUA e Europa] é como um ajuste entre as velhas estruturas de poder econômico e as emergentes”. Nos Brics, “os novos consumidores ainda vivem melhor”, as reservas estão altas e “a confiança persiste”. O “Washington Post”, em análise, também se estende sobre como “lucrar com o Quarteto Fantástico”, como chama. Diz que “o crescimento nos próximos dez anos estará nos Brics””. Brics, como sabemos, é a sigla dos emergentes Brasil, Rússia, Índia e China.
Na mesma segunda-feira, dia 30, em que foram divulgados os novos índices da pesquisa Ibope/CNI, mostrando que a popularidade do governo Lula se mantém inalterada num patamar recorde, com 58% de aprovação, agências e jornais fizeram um contorcionismo danado para destacar aspectos negativos do levantamento, omitindo o principal.
Quer dizer, ao contrário de todas as previsões dos “especialistas”, apesar da inflação ascendente, a popularidade de Lula e do seu governo não se alterou. Alguns chegaram a acrescentar “ainda”...
Ignorada na capa do jornal, a informação só vai aparecer no final do segundo parágrafo de matéria publicada na página A9. Sob a manchete “Inflação derrota todas as aplicações em junho”, o carioca “O Globo” limita-se a registrar, no final da chamada, após listar todos os indicadores negativos da economia, que “o governo mantém 58% de aprovação”.
Os dois jornais e mais o “Estadão” destacam que todas as aplicações financeiras perderam para a inflação de 6,82% registrada no primeiro semestre pelo Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M).
Até aí, tudo bem, ou melhor, tudo mal. Mas o que mais me chamou a atenção é como os índices de rentabilidade das aplicações financeiras variam de jornal para jornal, quase nenhum batendo com o publicado pelos concorrentes _ o que mais uma vez me provou que jornalismo e economia não são exatamente ciências exatas.
A febre inflacionária fez ressuscitar no noticiário até César Maia e Roberto Freire, o presidente vitalício do PPS (por onde andará, o que faz atualmente?).
Ao final de suas apocalíticas previsões, o polêmico blogueiro, que nas horas vagas é prefeito do Rio, anuncia: “O relógio está marcando tic, tac, tic, tac, tic, tac... Não se sabe se são as horas do tempo, ou da bomba”. A bomba, claro, é o estouro da inflação.
Escondida no noticiário de hoje dos grandes portais da internet, a informação que não interessa a ninguém, porque derruba todas as teses. Na “FolhaOnline”, fica-se sabendo que “Inflação semanal desacelera para 0,77% com preços de alimentos, diz FGV (...) Foi a terceira desaceleração consecutiva do índice”.
Esta certamente não será manchete de nenhum jornal de amanhã porque haverá alguma notícia negativa para destacar (fora da coluna “Toda Mídia”, claro).
Também acho difícil que ganhe destaque a informação de Lauro Jardim no online da “Veja”, dando conta de que foram vendidos 256 mil novos carros em junho, um carro a cada 10 segundos. Claro, com isso, o trânsito vai ficando cada vez pior _ e é o que vai ganhar mais espaço.
No primeiro semestre deste ano, diz a nota de Jardim, foram vendidos 1,4 milhão de carros novos, um crescimento de 30% em relação ao mesmo período de 2007. Para um País que está novamente ameaçado por uma “crise do fim do mundo” _ desta vez, a inflação _ até que não estamos tão mal.
http://ultimosegundo.ig.com.br/ricardo_kotscho/2008/07/01/midia_a_patetica_torcida_1408419.html
Do República Vermelha
Junho 23, 2008
Morte de um paradigma !?
Até para o cidadão sem convicções políticas e ideológicas arraigadas não faz sentido o polêmico comentário da festejada (pela mídia) Lucia Hippolito na rádio CBN, sobre o “mal” que Lula teria feito ao país ao se eleger presidente da República sem ter ocupado antes outro cargo no Poder Executivo. Suponho que, à esta altura, a grande maioria dos que lêem este blog já tomou conhecimento de que a comentarista política comparou o técnico da Seleção brasileira de futebol, Dunga, com o presidente Lula. Por via das dúvidas, no entanto, esclareço que ela debitou as últimas derrotas da Seleção à inexperiência do técnico, que nunca tinha exercido o cargo antes, e insinuou que o governo do país está sendo um fracasso porque o presidente, como Dunga, não tinha experiência administrativa quando se elegeu para o cargo que ocupa.
Por que digo que, para qualquer pessoa que analise o comentário dessa senhora pelo seu conteúdo e não pelas próprias convicções políticas e ideológicas, esse comentário não faz sentido? Ora, porque, que se saiba, o Brasil não foi derrotado como a Seleção. Pelo contrário, o país está vencendo. Nem vou perder o meu e o vosso tempo justificando esta afirmação. Qualquer um que diga que o país piorou sob Lula vive no mundo da Lua, e argumentar com quem se encontra nessa situação mental é pura perda de tempo.
A teoria de Hippolito, analisada pelo seu conteúdo literal, é a de que Lula fez “mal” ao país ao mostrar que alguém sem experiência administrativa pode chegar a presidente. Quem concorda com essa afirmação deveria se lembrar de que Fernando Henrique Cardoso tampouco tinha ocupado algum cargo no Poder Executivo antes de se eleger presidente. Será que a comentarista acha que FHC fez mal ao país também? Claro que não, ela trata a chegada de Lula à Presidência como se ele fosse o primeiro presidente a chegar ao poder sem ter sido antes prefeito ou governador.
Por que Hippolito não disse que Lula e FHC fizeram mal ao país por terem chegado à Presidência “sem experiência administrativa”, mencionando apenas Lula? Ora, porque FHC tem curso superior e Lula não tem, é óbvio. No fim das contas, é aquele antigo preconceito que sempre foi usado para impedir a eleição do ex-metalúrgico como presidente da República.
Em que a falta de curso superior do presidente atrapalhou seu governo? É possível dizer que FHC governou melhor do que Lula? Duvido de que até o mais lulofóbico dos lulofóbicos diga que o governo tucano foi melhor do que está sendo o governo petista. Simplesmente os lulofóbicos dizem que os êxitos de Lula são, na verdade, êxitos de FHC e pronto.
Ora, mas se Lula, como querem os críticos de sua Presidência, está apenas mantendo o que fez o antecessor, por que ele fez mal ao país? Se é verdade – e não é verdade - que Lula passou os últimos quase seis anos copiando FHC e, seguindo suas metas, conduziu o país aos êxitos sociais e econômicos reconhecidos no mundo inteiro, sua falta de experiência administrativa anterior e sua falta de curso superior não lhe constituíram obstáculos.
Acho difícil que Hippolito não tenha pensado nisso. Suas declarações, portanto, constituem uma espécie de pirraça destinada a agradar aos pirracentos que teimam em negar que Lula governa bem mesmo sem experiência anterior e curso superior.
Hippolito é apenas um dos muitos tentáculos da mídia, mas essa sua recente declaração mostrou que ela é um dos tentáculos mais incompetentes. Até para distorcer ela é ruim. Há tantas críticas pertinentes que poderiam ser feitas a este governo sem apelar para o preconceito e essa senhora escolhe a mais surrada e inverossímil de todas. Pessoas sensatas que a ouviram, mesmo as que não gostam de Lula perceberam a estratégia pífia e incompetente da comentarista para fazer luta política na concessão pública da CBN.
A pirraça da mídia em relação a Lula ocupará gerações de historiadores. Caracterizará um capítulo da história em que um poderoso paradigma foi completamente destruído, o paradigma que vincula competência a instrução formal.
Por Eduardo Guimarães
Junho 19, 2008
Modus Operandi - Em ano eleitoral, Globo vende prefeito ético
O colunista Daniel Castro informa as últimas maracutais Global. Conta ele que a TV Globo está oferecendo a anunciantes oportunidades de merchandising em uma trama política de "A Favorita". O plano comercial da novela informa que o dentista Elias, personagem de Leonardo Medeiros, será eleito prefeito da fictícia cidade de Triunfo, derrotando Didu (Fabrício Boliveira), filho do corrupto deputado Romildo Rosa (Milton Gonçalves). Na semana passada, Elias, que atende pessoas carentes gratuitamente, salvou crianças de um incêndio.Segundo o plano comercial, Elias "faz de tudo para ver o crescimento da cidade. Quando na prefeitura, fecha acordos e parcerias com várias empresas, as melhores do mercado, sempre visando o melhor para o município e seus cidadãos". Trata-se de sugestões para organizações que tenham interesse em relacionar suas marcas a boas gestões públicas.
A eleição de Elias coincidirá com a campanha eleitoral. Ou seja, a novela da Globo deverá ter embate entre político ético e político corrupto logo após o horário eleitoral gratuito.
Por: Helena™
Patrulha Ideológica
Recentemente a revista Veja junto com a Globo vêm travando uma guerra ideológica e patrulhamento dos livros didáticos que são distribuídos gratuitamente aos alunos pelos governos. A "denúncia" surgiu quando uma mãe disse que o livro da filha tinha conotações politico-ideólogicas marxistas e que isso ela não aceitava. A revista Veja, como era de se esperar, veio com a reportagem e a partir daí o diretor de "jornalismo" da Globo Ali Kamel se juntou ao coro anti-subversivo desses livros.
Os artigos de Kamel e de outros reacionários de plantão que acreditam no que ele e a Veja escrevem fez parecer que voltamos na era do macarthismo. O macarthismo ficou conhecido como a época em que o senador dos EUA Joseph McCarthy perseguia e denunciava qualquer um que ele achasse ter vínculo ou idéias que simpatizavam com o comunismo as quais eram chamadas de subversivas e que foi muito bem retratado no filme de George Clooney chamado Boa Noite Boa Sorte (Good Night Good Luck).
Kamel escreveu e pediu o cancelamento da distribuição dos livros de história que continham "erros" sobre assuntos como o período maoísta na China (o livro não dizia que Mao era responsável pelo assassinato de milhões de chineses), sobre o "sagrado" sistema capitalista e acusou o governo brasileiro de tentar doutrinar os alunos com tal ideologia esquerdista. A partir disso, o jornalista Luis Nassif entrou na discussão e apresentou a verdadeira intenção de Kamel que era a de favorecer a editora que pertence a Globo que teria perdido uma fatia dos milhões de reais que os governos destinam para a compra desses livros.
Vale lembrar que esse livro referido por Kamel fazia 10 anos que estava em circulação e que recentemente já teria sido reprovado e suspendido pela avaliação do MEC e de professores. Quem faz a seleção dos livros didáticos são o MEC e os professores das áreas referidas, portanto, não teria nenhuma interferência do governo na escolha, mas sim pura paranóia guerra fria de Ali Kamel.
Sou professor eventual de biologia da rede pública e já vi alguns livros que são distribuídos que continham muitos erros, mas se eu vou dar aula e os alunos possuem o livro, com certeza identificarei tais erros e corrigirei com os alunos. O mesmo vai ser feito pelos professores de história, pois se o livro tiver tais imprecisões históricas o professor vai saber corrigir isso com os alunos e pronto. Não precisa fazer tempestade em copo d´água como esta fazendo Kamel e seus patrulhas do CCC (comando de caça aos comunistas que existiu na época da ditadura brasileira) na imprensa. Qual será a verdade que Kamel quer que seja passada aos alunos da rede pública? Vai ver seria melhor os professores de história e geografia deixarem de lado esses livros para usar a revista Veja e o jornal O Globo onde Ali Kamel escreve suas asneiras, na sala de aula.
Não sei o porque do alarde de Kamel e outros com medo de isso "contaminar" a mente dos alunos e como ultimamente uma escritora aqui de Piracicaba escreveu que o "mal já foi feito". Que mal seria esse? Seria o mal de ter alunos contestadores do sistema tornando-os subversivos?
Garanto que esses 10 anos que o livro circulou nas escolas, não se formou grupos de estudantes Maoístas revolucionários tentando acabar com o sistema capitalista e nem fez aumentar a filiação do partido comunista no Brasil. Assim os alunos se interessassem e lêssem os livros com o intuito de formar uma ideologia, pois quem sabe assim não teríamos alunos tão apáticos como hoje em dia.
Enfim, essa discussão ainda esta dando o que falar e nada vai adiantar mais uma vez a imprensa vir com mais essa retórica anti-esquerda que adota diariamente para também tentar interferir no processo educacional tentando doutrinar até os professores com essa paranóia.
Por João Humberto Venturini
