Novembro 10, 2009
MERCENÁRIOS DA MÍDIA ACUSAM GOVERNOS DE FAZEREM O QUE ELES FAZEM
Afirmou ainda que as campanhas de desprestígio "quase sempre tentam dividir e criar polarizações" na sociedade, exatamente o que eles tentam fazer.
"É triste que tudo isso não é criado nas bases, mas sim no próprio Estado, que tem o dever de garantir os direitos e as garantias. No entanto, é esse Estado que incentiva que os direitos e garantias sejam pisoteadas", disfarçou o mercenário das comunicações.
Novembro 06, 2009
ELEIÇÕES 2010 - DESESPERO FAZ TUCANOS CULPAREM MARQUETEIRO
Dizem os tucanos que González seria centralizador demais, ignora as sugestões de políticos e, o mais grave, "não entende do resto do Brasil", poxa.
"Numa campanha majoritária, o marqueteiro não é tudo, mas é quase tudo. Não podemos errar", disse o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), aconselhando uma outra escolha menticulosa.
"A Executiva Nacional e o candidato a presidente precisam escolher um profissional de marketing que entenda de Brasil como um todo, que o discurso feito para o Nordeste seja comum aos discursos do Sul e Sudeste", acrescentou.
A desastrada entrevista ao jornal Valor Econômico teria sido a gota d´agua, "Esta campanha vai ser muito difícil. O objetivo do PSDB não é ganhar São Paulo, é ganhar o Brasil", desespera-se a deputada Raquel Teixeira (PSDB-GO).
"Gostaria de ter certeza de que o González tem compreensão das diferenças existentes no Brasil", já Tasso Jereissati não quis falar das cobranças e ofereceu a receita de um bom marqueteiro: "Tem que ser humilde, aceitar críticas, conhecer muito bem o Brasil, a psicologia do eleitor, que é muito diferente entre as regiões do país." "É preciso que ele saiba como trabalhar essas diferenças (regionais) e cobrar barato", disfarçou seu desânimo o tucano.
Com Blogs
Outubro 27, 2009
JORNALISTA GLOBOTOMIZADOR DE CUECAS DIZ QUE BRASILEIRO NÃO SABE VOTAR
Entre os expositores, o jornalista Alexandre Garcia teria destacado que o Brasil, por meio do voto eletrônico, dispõe “do mais perfeito instrumento eleitoral”, porém segundo este há o lado “imperfeito”: o eleitor, certamente referindo-se ao eleitor que não acredita neles.
Disse que deve-se votar bem, ser favorável ao voto obrigatório no país porque o facultativo exige capacidade de julgamento e de discernimento por parte do eleitor, considerando as últimas o que certamente acredita o eleitor não tem.
“Temos que ter uma boa educação e estamos perdendo essa batalha. Se não investirmos em educação, não há mudança política que resolva”, disfarçou porque na realidade defendeu o fim da CPMF juntamente com a oposição para as áreas da saúde e educação.
C/Blog´s
Outubro 19, 2009
FOX NEWS AMERICANA PODERÁ CONTRATAR EXPERIENTES "JORNALISTAS" BRASILEIROS
Rahm Emanuel chefe da casa civil americana disse que outras organizações não deveriam deixar-se guiar pela insidiosa e capciosa Fox News.
Como se vê não tem diferença alguma entre o que ocorre nos EUA e aqui no Brasil, quanto a uma mídia política, mercenária e golpista tentar de toda maneira interferir nos rumos políticos dos dois países.
Taí uma boa oportunidade para alguns calunistas brasilerios tentarem emprego na Fox, experiência golpista não falta a estes. Mas porque será ninguém aqui ou lá diz que Obama esta tendo aulas com Hugo Chaves, Fidel Castro.
C/Blogs
Outubro 16, 2009
NEWS FRONT - DIRCEU DENUNCIA QUE IMPRENSA NÃO QUER SABER DO IMPORTANTE CONFECOM
Denuncia que os empresários de comunicação no Brasil boicotam uma revisão e se recusam a participar do encontro, do debate e até mesmo da fase preliminar de preparação de pautas.
A resistência ao CONFECOM seria para continuarem atuando em favor de partidos políticos e de pessoas, há dois meses seus representantes se retiraram do comitê constituído para elaborar o roteiro da CONFECOM.
Informa que mesmo os ditadores midiotizadores não querendo a construção de uma mídia democrática, igualitária e atualizada, informa que a Assembléia Legislativa de São Paulo assumiu a tarefa e no 19 de setembro começaram oficialmente os trabalhos estaduais.
Fonte: News Front
Outubro 10, 2009
A Mãe de Todas as Batalhas - Batalha da mídia na América Latina: confronto aberto na Argentina, jogo de bastidores no Brasil
Vou escrever aqui sobre a Lei de Comunicações que acaba de ser aprovada na Argentina; e também sobre a nova pesquisa “DataFolha” que aponta grande aprovação à TV Brasil. São dois fatos importantíssimos, são parte da batalha da mídia na América Latina. Mas, antes de entrar no tema, peço licença para abrir parêntesis e falar um pouco sobre nossa história. No enfrentamento com a mídia mais conservadora, há uma diferença clara de estilos entre o governo Lula e outros govenos progressistas do Continente. De forma despretensiosa, faço a seguir algumas reflexões sobre o tema: essas diferenças teriam a ver com nossas raizes históricas?
Se você preferir, pode pular os próximos 9 parágrafos, e ir direto para o tópico “Batalha da Mídia na América Latina”.
RAIZES DO BRASIL
É comum ouvir por aí que na História do Brasil não há espaço para revoluções, enfrentamentos, derramamento de sangue. Nosso povo teria uma “índole pacífica” – diziam os livros de Educação Moral e Cívica no fim dos anos 70 e início dos anos 80, quando eu tomei contato com o assunto nos bancos da escola.
Trata-se de grossa mentira. Índole pacífica? Trezentos anos de Escravidão foram resultado de “índole pacífica”. O massacre de Canudos revela também nossa índole pacífica? E o Quilombo de Palmares? E tantas outras rebeliões ou revoluções populares – com a dos Alfaiates na Bahia, ou a de Pernambuco em 1817?
Parece-me evidente que a tese do “povo pacífico”, ou da “história sem revoluções”, cumpre um papel puramente ideológico: esconder os conflitos, jogar pra debaixo do tapete a energia reformista ou revolucionária de nosso povo.
Os conflitos existiram, e seguem existindo no Brasil. Isso é uma coisa. Outra coisa é reconhecer que a forma brasileira de enfrentar os conflitos é – quase sempre – dissimulada. Mais um exemplo: há um sujeito por aí que quer convencer os brasileiros de que “Não Somos Racistas”; ele acha que assim vai evitar debates sobre nossa triste herança escravista. Coitado...
De onde vem essa tradição de esconder o conflito? Imagino que de nossa colonização portuguesa. E, nesse caso é bom frisar: de nossa colonização “portuguesa”, e não ibérica. Portugueses e espanhóis, nesse ponto, são muito diferentes.
Portugal, um Estado pequeno, sempre às voltas com o risco de virar mais uma província espanhola, passou séculos tratando os conflitos com habilidade e dissimulação. O professor Fernando Novais, numa obra clássica – “Portugal e Brasil na Crise do Antigo Sistema Colonial”-, dedica um capítulo inteiro a mostrar como a Coroa portuguesa jogava com interesses diversos para conseguir sobreviver como Estado independente: aproximava-se dos franceses para enfrentar espanhóis, depois aproximava-se dos ingleses para enfrentar franceses. E chegou ao cúmulo de mudar a sede do Império para o Brasil, em 1808, pra evitar o confronto com as tropas de Napoleão.
Os orgulhosos (e poderosos) espanhóis prefeririam morrer todos em combate do que fugir assim. Mas Portugal não podia se dar ao luxo do enfrentamento. Não tinha forças pra isso.
Esse é só um exemplo.
Essa tradição portuguesa, de alguma forma, se incorporou ao Estado brasileiro independente. Nossas elites preferem - sempre - levar os conflitos em banho-maria. É apenas uma tática. Não quer dizer que os conflitos sejam menos violentos. Quando necessário, usam a violência de forma aberta.
BATALHA DA MÍDIA NA AMÉRICA LATINA
Falo de tudo isso porque acabo de ler que mais um país vizinho, a Argentina, comprou briga com a mídia conservadora. Os argentinos aprovaram a nova Lei de Comunicações. Ela restringe o poder das grandes corporações de imprensa. Leia mais aqui – http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=117320&id_secao=6.
O jornalista Altamiro Borges tem um livro muito interessante em que mostra como – na América Latina – a mídia se transformou num partido político que formula e repercute as teses mais conservadoras. Altamiro retoma Antonio Gramsci (o notável pensador marxista italiano), que costumava dizer: quando os partidos conservadores entram em crise, a imprensa assume esse papel de partido político da burguesia.
É o tal PIG (Partido da Imprensa Golpista), que o Paulo Henrique Amorim popularizou.
Na América Latina isso é evidente: na Venezuela o confronto é permanente (TVs e jornais participaram do golpe contra Chavez em 2002), na Bolívia, os jornais conservadores tratam Evo Morales com desprezo e, em alguns casos, com indisfarçado racismo; no Equador, Rafael Correa enfrenta dilemas semelhantes.
Equador, Bolívia e Venezuela decidiram enfrentar o problema de frente. Na melhor tradição espanhola. Agora, os Kirchner fazem o mesmo na Argentina.
É pau a pau. Conflito aberto. Batalha campal.
Pois bem. E no Brasil?
No Brasil o conflito é tão (ou mais) grave. Até porque aqui o capitalismo é mais sofisticado. Aqui a batalha não se resume a jornais e TVs conservadores de um lado contra governo progressista de outro. Há as teles (que podem se aliar a governo contra a mídia tradicional). Há um Estado com força pra investir (Lula anuncia a disposição de botar estrutura estatal pra levar banda larga até os rincões mais pobres do país).
No Brasil, o jogo é mais sofisticado, mais sutil, mais dissimulado.
Lula come pelas beiradas. Pulverizou verba de publicidade, fortalecendo a mídia regional. Isso irritou a imprensa tradicional. Um articulista de jornal paulista passou recibo, e escreveu um texto revelador. Leiam aqui - http://www.rodrigovianna.com.br/radar-da-midia/doi-no-bolso-bateu-o-desespero-na-turma-da-ditabranda.
Tudo isso está em jogo. Mas vejam agora que grande ironia: Lula (depois dos ataques sofridos durante a campanha de 2006) percebeu que precisava investir numa forte TV estatal. Criou a TV Brasil.
A imprensa conservadora detesta a TV Brasil. A “Folha” chegou a escrever editorial pedindo o fechamento da TV.
O que fez Lula? Foi pro confronto? Não. Mandou a TV Brasil encomendar à própria “Folha” uma pesquisa sobre a TV estatal.
É a típica saída brasileira. E qual a suprema ironia: o “DataFolha” acabou por atestar que a TV Brasil é querida pelo público, aprovada por 80% dos que assistem sua progamação.
Leiam mais sobre a pesquisa aqui - http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/tv-brasil-80-dos-que-assistem-aprovam-programacao/.
A TV Brasil tem muitas falhas. Problemas sérios de transmissão. Em São Paulo, é quase impossível captar a emissora, a não ser por TV a cabo... Mas trata-se de um projeto que precisa ser melhorado, e não destruído como quer o PIG.
Chavez, Correia, Evo e Cristina vão para o confronto. No melhor estilo espanhol. Lula é herdeiro da tradição luso-brasileira: come pelas beiradas, dissimula, e ataca sem dizer que está atacando.
São diferenças de estilo. Mas, lá como cá, a direção é a mesma: o consórcio conservador que dominou as comunicações no continente está sob ataque.
A batalha da mídia, hoje, é a mãe de todas as batalhas.
Por Rodrigo Viana
Setembro 30, 2009
Uma Mídia Parcial - A blindagem dos jornalões a um tucano
Na ação, o MP-MG pede o bloqueio dos bens de Azeredo e que ele restitua esse dinheiro aos cofres públicos. A notícia - reconheça-se, com certo destaque - só foi publicada pela Folha de S.Paulo de hoje.
Nos demais jornalões, nenhuma palavra. Nem no Estado de Minas, de Belo Horizonte, nem no Correio Braziliense - este, jornal tradicionalmente alinhado com os tucanos. Tampouco no jornal dos Marinhos, O Globo, que tanto prima por escrachar esse tipo de notícia, desde que seja contra o governo...
Por ZD
Setembro 24, 2009
Lula faz sucesso no mundo - A imprensa brasileira se cala
Brasil alvoroça a ordem mundial", no espanhol "El País", a reportagem conta "Como Lula posicionou o Brasil no mundo", no argentino "La Nación". O primeiro diz que ele vai falar na ONU "com a autoridade de quem chega com os deveres de casa muito bem feitos". O segundo elogia a ação de Celso Amorim pelo mundo e sublinha seu "apelido no Itamaraty", Duracelso, referência à pilha.A edição desta terça-feira (22) do El País, respeitado jornal espanhol, afirma que o Presidente Lula chega à Assembleia Geral das Nações Unidas em uma situação que não poderia ser melhor ("inmelhorável", nas palavras do jornal) para pedir aos 192 países participantes que se realizem reformas profundas nas instituições financeiras internacionais.
Para o El País, “o Brasil, que há anos persegue um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, falará com a autoridade de quem chega com os deveres bem feitos”.
O jornal lembra que a crise financeira global, que impactou a economia do “gigante sul-americano” no fim do ano passado, é nada mais que uma lembrança ruim para um país que se recuperou com rapidez e dinamismo, e certamente fechará o ano com crescimento bastante superior aos demais integrantes do G-20.
O Brasil não quer que os países baixem a guarda frente às alterações propostas desde o ano passado e acredita que é hora de colocar em práticas as medidas anti-crise discutidas no âmbito do G-20.
O correspondente Francho Barón aponta que, para Lula, é crucial a reforma das instituições financeiras como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI), considerados completamente obsoletos e nada representativos da nova ordem mundial. O presidente acredita que as potências emergentes do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) estão sub-representadas nos órgãos decisórios.
O jornal lembra que recentemente o Brasil anunciou um empréstimo ao FMI de US$ 10 bilhões, passando a formar parte do seleto grupo de credores, e adianta que Lula dirá na reunião desta semana do G-20 em Pittsburgh que o Estado é fundamental para prevenir os excessos financeiros. “Nos foros internacionais, o Brasil assume há anos o papel de porta-voz extra-oficial dos país em vias de desenvolvimento, especialmente latino-americanos e africanos”, aponta a publicação.
O correspondente acrescenta que conseguir um assento no Conselho de Segurança da ONU, “órgão onde se tomam as verdadeiras decisões”, seria uma boa maneira de que a voz e os interesses do Terceiro Mundo fossem realmente levados em conta. O argumento é a indiscutível liderança brasileira na região sul-americana, supremacia que se assenta sobre uma sólida economia, fortalecida ainda mais pelas recentes descobertas no pré-sal – que confirmam “que o Brasil marcará o passo da região daqui para a frente”. Matéria completa aqui
Muito emocionante também, é essa longa matéria da revista "Newsweek", "'The Most Popular Politician on Earth'
Por: Helena™
Setembro 13, 2009
Taxa de sucesso da Petrobrás é de 100%
Diz que as jazidas são duvidosas para que não seja defenestrada a lei do assalto ao petróleo.
Nos últimos dias, a mídia entreguista se dedicou a uma campanha sobre o risco de não achar petróleo no pré-sal, as gigantescas jazidas descobertas pela Petrobrás, onde a empresa brasileira fez 11 perfurações e conseguiu achar petróleo em todas. O objetivo é manter a lei do petróleo do governo Fernando Henrique, que, sob o pretexto do risco, concede às multinacionais o petróleo que elas extraírem do nosso subsolo.
C/A
Agosto 31, 2009
Rede Globo permite a tortura e morte de animais em troca de audiência
Cresce o movimento que protesta contra a péssima programação das televisões e o alvo agora foi o programa da rede Globo: No Limite.A busca por audiência a todo custo para faturar com propaganda, merchandising, promoção, eventos afim de obter lucros gigantescos tem sido o grande objetivo desta oligarquia da mídia de mercado que não vê limite para conseguir suas metas.
O site Terra registrou o movimento do grupo reunido pelo site http://www.ativismo.com/, que luta pelos direitos dos animais, e que hoje ficou em frente ao prédio da Rede Globo de Televisão, em São Paulo, para um protesto contra o programa.
Cenas onde os participantes do reality aparecem comendo animais vivos e matando bichos são consideradas agressões aos animais que sofrem para a Globo faturar.
Ativismo
Diz o texto no site que reuniu os manifestantes:
A indignação toma conta das pessoas providas do mínimo de sensibilidade. A Rede Globo de Televisão, famosa pela manipulação de notícias, nos brinda agora com baixaria criminosa em busca de audiência.
O programa NO LIMITE incita seus participantes a cometerem crimes ambientais, envolvendo a crueldade com animais (como partir peixes vivos ao meio com dentadas, comendo-os ainda vivos; retirar pintos de dentro de ovos, comendo-os em seguida; perseguir e matar galinhas, forjando um falso estado de necessidade), em troca de dinheiro. Há também a apologia a estes crimes, além de formação de quadrilha para cometê-los.
Confecom
A Globo é um dos grupos de comunicação que faz parte do mínimo número de concessionários da rádio difusão, da oligarquia da mídia de mercado, e que não concordou em participar das discussões sobre a regulamentação da comunicação no Brasil que acontecerá na primeira Conferência Nacional de Comunicação em dezembro dias 1, 2 e 3. Será que eles tem medo de discutir sobre liberdade de expressão com a população?
Do Cartão Laranja
Agosto 23, 2009
CONFERÊNCIA SOBRE JORNALISMO DO FUTURO TENTA IGNORAR A INTERNET
A internet foi tratada, ao longo da conferência, principalmente como ferramenta de pesquisa, assunto explorado com competência por diversos especialistas no tema, como o brasileiro José Roberto de Toledo e o norte-americano Christian Miller, do site jornalístico independente ProPublica.Quase nada se falou sobre as mudanças que a internet e as novas tecnologias estão impondo na forma de fazer jornalismo. Três exemplos de jornalismo investigativo realizado hoje por veículos de internet na região latino-americana se fizeram representar em Lima: o Ciper do Chile, o El Faro de El Salvador e o Congresso em Foco. Mas, nos três casos, as apresentações se concentraram no trabalho jornalístico realizado por esses sites, reservando-se pouco tempo para a compreensão da nova realidade em que eles procuram atuar e se viabilizar.
Tampouco houve maior discussão sobre os desafios enfrentados para construir um modelo de negócios capaz de sustentar o jornalismo independente, seja na internet ou na mídia tradicional. Esta, agora procurando se renovar para fazer frente à crescente queda de audiência e rentabilidade, causada sobretudo pelo fato de uma massa cada vez maior de pessoas preferir acessar na rede, geralmente de graça, as informações antes disponíveis apenas nos veículos off line. Aquela, ainda amargando os efeitos dos preconceitos e do desconhecimento de sua força e credibilidade por parte de potenciais patrocinadores, anunciantes ou financiadores.
O que se ouviu muito foi a constatação de um dos efeitos mais notáveis da crise em curso: o enxugamento das redações. “Há uma profunda crise do jornalismo e do jornalismo de investigação, com redução das redações em toda parte”, observou Gustavo Gorriti, um dos mais reconhecidos jornalistas latino-americanos e jurado do prêmio Ipys.
Outro jurado do prêmio, o também renomado jornalista Gerardo Reyes, enfatizou as condições difíceis em que se faz jornalismo na região. “O jornalismo investigativo é um trabalho de gente solitária, é um esforço solitário”, disse.
Encerrada a conferência, José Roberto de Toledo, coordenador da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji www.abraji.org.br), fornecia algumas pistas quanto ao futuro que nos espera. Na opinião dele, sobretudo na internet, mas não só nela, há uma “tendência clara” de se multiplicarem os veículos independentes sem fins lucrativos, constituídos formalmente por organizações não-governamentais, como o Ciper e o ProPublica. Na mídia tradicional, acredita Toledo, “o desafio é disseminar as técnicas de investigação jornalística”.
Com a revolução tecnológica, acredita Toledo, não faz mais sentido – se é que fez algum dia – simplesmente “reproduzir informações” ou servir de mero “intermediário entre as autoridades e o público”. “Esse papel não existe mais. Se quer dar uma informação, a autoridade publica no site, no blog ou no Twitter. Se o jornal deixar de fazer jornalismo investigativo, o leitor vai procurar as informações que deseja no Congresso em Foco, não no jornal”.
Ele se diz, no entanto, otimista. No seu entender, o jornalismo na região, e em especial no Brasil, tem melhorado: “O que se faz hoje, na média, é melhor do que aquilo que se fazia há dez anos, que já era melhor do que o que se fazia 20 anos antes. No Brasil, há 20 anos, não havia investimento em jornalismo investigativo. Depois, tivemos a fase do denuncismo, em que a investigação não era do jornalista, mas do Ministério Público, da polícia ou de outros órgãos. Hoje, temos uma imprensa investigativa atuante e disseminada por vários veículos e cidades do país”.
Por Sylvio Costa
Agosto 18, 2009
Hipocrisia Midiática - Liberdade de expressão, um blefe da ANJ
A ANJ é uma das seis entidades, todas representantes das empresas de comunicação, que há pouco mais de uma semana retirou-se da comissão organizadora da Conferência Nacional de Comunicação (CONFECOM), convocada pelo governo Lula e programada para o período de 1 a 3 de dezembro próximo.
Os empresários, a ANJ à frente, queriam limitar a pauta da Conferência ao futuro, enquanto a sociedade civil quer discutir o passivo da radiodifusão. Exigiam, ainda, quórum qualificado para determinadas votações. O governo aceitou o quórum qualificado para determinados temas, mas descartou atribuir às entidades qualquer poder de veto ao debate.
A liminar contra o Estadão
No pauta dos temas a serem discutidos no seminário amanhã, figuram a liminar concedida pela desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF), que proibiu o Estadão de publicar reportagens sobre a investigação da Polícia Federal (PF) contra Fernando Sarney, e as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que extinguiram a Lei de Imprensa e a exigência do diploma para jornalistas.
A decisão do TJ-DF continua a ser explorada pelos grandes jornalões e pela mídia em geral como "censura" à imprensa, mesmo quando todos os especialistas que se manifestam à luz do direito reconhecem que ela não configura censura, mas a proibição liminar à prática de uma irregularidade: a divulgação de notícias sobre Fernando Sarney com base no vazamento ilegal de informações retiradas do processo instaurado pela PF e que corre em segredo de justiça.
Por ZD
Agosto 13, 2009
GUERRA MIDIÁTICA - QUEM PERDOA É DEUS

A Globo quer destruir a Record. Conseguiu requentar umas denuncias antigas e partiu para o fogo cerrado. Mesmo negando, desconfia-se que seja também pelo fato da Record não fazer o jogo sujo político da oposição, Jose Serrágio estaria apoiando também financeiramente a Globo nesta batalha. A Record dize que vai desmascarar a Globo porque desta vez ela foi longe demais.
Alguns reporter e jornalistas que agora estão na Record não se conformam com este jogio sujo e já estão denunciando seus ex-patrões da Globo nas suas tramoias financeiras e quanto aos interesses políticos da emissora dos Marinho.
Para o grupo do SBT de Silvio Santos o melhor seria a record sair ganhadora nesta batalha porque a Globo não é digna de confiança e o próximo poderá ser ele. Melhor desta vez a Record ir até o final não dá para acreditar na Globo, fez um estrago danado e agora só sobrou desmascara-la.
Quem planta vento colhe tempestade.
Comentário no Blog Soldadonofront
Agosto 04, 2009
A Lei também é Para Todos - Juiz determina multa caso o Estadão viole sigilo de Justiça
A decisão, em atendimento a recurso judicial apresentado pelo empresário Fernando Sarney, determina também que o portal do jornal suspenda a veiculação de arquivos de áudio da investigação da Polícia Federal e que os demais veículos de comunicação utilizem o material publicado.
O desembargador acatou o argumento dos advogados do empresário, afirmando que o jornal praticou crime ao publicar trechos de conversas telefônicas gravadas com autorização judicial contendo informações que atingem a honra da família Sarney. “Uma enxurrada de diálogos íntimos, travados entre membros da família, veio à tona da forma como a reportagem bem entendeu e quis”, ressaltam os advogados no pedido.
C/A
Julho 29, 2009
Mídia Golpista - A imensa campanha contra os interesses nacionais
Sim, contra a democracia, já que se trata de desestabilizar e inviabilizar o governo Lula, violando as regras básicas da convivência democrática. Não há mais nenhum pudor. A mídia simplesmente se colocou acima dos poderes e da Constituição, não teme o Judiciário, nem o Legislativo e afronta o Executivo. Intimida juízes, delegados e promotores, promovendo pelo estrelato os que a apóiam em suas campanhas.
Os exemplos estão aí. E por que isso ocorre impunemente? Porque nenhum jornal ou revista - sem falar de programas de rádio e TV - foi até hoje condenado por crime contra a honra ou a imagem, e não temos o direito de resposta no país - aqui, ele só existe no papel.
Aliás, a nossa mídia é única no mundo nessa condição: está livre de qualquer regulação, controle social ou medidas para sua democratização - que não aceita. Repudia sequer discutí-las e empenha-se em sepultar qualquer debate a respeito no momento e onde quer que ele surja.
Por José Dirceu
Julho 17, 2009
NADA MAIS ATUAL - MARX, LÊNIN, GRAMSCI E A IMPRENSA

Diante do poder alcançado pela mídia hegemônica e das ilusões ainda existentes sobre seu papel, revisitar as idéias de intelectuais marxistas sobre o tema é da maior importância e causam surpresa por sua enorme atualidade. Marx, Lênin e Gramsci, entre outros pensadores revolucionários, sempre destacaram o papel dos meios de comunicação. Exatamente por entenderem a importância da luta de idéias, do fator subjetivo na transformação da sociedade, fizeram questão de desmascarar o que chamavam, sem meias palavras, de “imprensa burguesa” e de realçar a necessidade da construção de veículos alternativos dos trabalhadores.
Estes dois elementos, a denúncia do caráter de classe da imprensa capitalista e a defesa dos instrumentos próprios dos explorados, são as marcas principais destes intelectuais marxistas. Marx, Lênin e Gramsci dedicaram enorme energia ao trabalho jornalístico, escrevendo centenas de artigos e ajudando a construir vários jornais democráticos e proletários. Foram jornalistas de mão-cheia, produzindo textos que entraram para a história. Sempre estiveram sintonizados com o seu tempo, pulsando a evolução da luta de classes; nunca se descuidaram da forma, da linguagem, para melhor difundir os seus conteúdos revolucionários.
Defesa da liberdade de expressão
Vítimas da violenta perseguição das classes dominantes, os revolucionários nunca toleraram a censura dos opressores e foram os maiores defensores da verdadeira liberdade de expressão. A própria ampliação da democracia foi decorrência das lutas dos trabalhadores, já que nunca interessou à reacionária burguesia. Mas os revolucionários nunca confundiram esta exigência democrática com a proclamada “liberdade de imprensa”, tão alardeada pela burguesia que controla os meios de produção e usa todos os recursos, legais e ilegais, ardilosos e cruéis, para castrar a própria democracia e o avanço das lutas emancipadoras.
Numa fase ainda embrionária do movimento operário-socialista, Karl Marx logo se envolveu na atividade jornalística. Após concluir seu doutorado em filosofia, em 1841, ele pretendia seguir a carreira acadêmica e ingressar na Universidade de Bonn, mas a brutal repressão do governo prussiano inviabilizou tal projeto e o jovem filósofo alemão manteve seu sustento através do jornalismo. Em 1842, ingressou na equipe do jornal Gazeta Renana e virou o seu redator-chefe. Sob sua direção, este periódico democrático triplicou o número de assinantes e ganhou prestígio, mas durou poucos meses e foi fechado pela ditadura prussiana.
Sem ilusões na imprensa burguesa
Na seqüência, entre 1848/49, passou a escrever no jornal Nova Gazeta Renana, que se transformou numa trincheira de resistência ao regime autoritário. Em menos de dois anos, Marx escreveu mais de 500 textos e tornou-se um articulista de sucesso. O combate ao código de censura do governo prussiano resultou na proibição do jornal. Marx ainda escreveu para o Die Press e o New York Tribune sobre política, economia e história. “Era um jornalismo que revelava a minuciosa leitura de Marx, seu alto grau de informação não apenas sobre os fatos e conflitos, como também sobre os atores individuais e a própria imprensa”, relata José Onofre, na apresentação do livro recém-lançado “Karl Marx e a liberdade de imprensa”.
Em sua defesa da liberdade de expressão, ele nunca vacilou na denúncia da ditadura burguesa. Para ele, o jornal deveria ser uma arma de combate à opressão e à exploração e não um veículo neutro. “A função da imprensa é ser o cão-de-guarda, o denunciador incansável dos opressores, o olho onipresente e a boca onipresente do espírito do povo que guarda com ciúme sua liberdade”. Em outro texto, afirma: “O dever da imprensa é tomar a palavra em favor dos oprimidos a sua volta. O primeiro dever da imprensa é minar todas as bases do sistema político existente”. Por estas idéias libertárias, ele foi processado e perseguido.
Poder do capital sobre a imprensa
Outro que nunca se iludiu foi Vladimir Lênin. Atuando num período da ascensão revolucionária, ele foi ainda mais duro no combate aos jornais burgueses. Num texto intitulado “a liberdade de imprensa do capitalismo”, ele desnuda esta falácia. “A ‘liberdade de imprensa’ é também uma das principais palavras de ordem da ‘democracia pura’. Os operários sabem e os socialistas de todos os países reconheceram-no milhares de vezes que esta liberdade é um engano enquanto as melhores impressoras e os estoques de papel forem açambarcados pelos capitalistas, e enquanto subsistir o poder do capital sobre a imprensa”.
“Com vista a conquistar a igualdade efetiva e a verdadeira democracia para os trabalhadores, é preciso começar por privar o capital da possibilidade de alugar escritores, de comprar editoriais e de subornar jornais, mas para isso é necessário destruir o jugo do capital... Os capitalistas chamam sempre ‘liberdade’ à liberdade para os ricos de manterem seus lucros e liberdade para os operários de morrerem à fome. Os capitalistas denominam de liberdade de imprensa a liberdade de suborno da imprensa pelos ricos, a liberdade de usar a riqueza para forjar e falsear a chamada opinião pública”. Nada mais atual!
Numa outra fase histórica, em que o setor da comunicação ainda não era um poderoso ramo da economia, Lênin chegou a se contrapor à participação dos comunistas na imprensa burguesa. “Poder-se-á admitir que colaborem nos jornais burgueses? Não. A semelhante colaboração se opõe tanto as razões teóricas como a linha política e a prática da social-democracia... Dir-nos-ão que não há regra sem exceção. O que é indiscutível. Não se pode condenar o camarada que, vivendo no exílio, escreve num jornal qualquer. É por vezes difícil criticar um social-democrata que, para ganhar a vida, colabora numa seção secundária de um jornal burguês”. Mas, para ele, tais casos deveriam ser encarados como exceção e com princípios.
“Boicote, boicote, boicote”
Para encerrar este bloco, que evidencia que os marxistas nunca nutriram ilusões sobre o caráter de classe da imprensa burguesa e nem se embasbacaram com o seu poder de sedução, vale reproduzir uma longa citação de Antonio Gramsci, o revolucionário italiano de padeceu onze anos nos cárceres. No texto “Os jornais e os operários”, escrito em 1916, ele faz uma conclamação aos trabalhadores que bem poderia servir para uma campanha contra a revista Veja e outros veículos da mídia brasileira na atualidade:
Para ele, a assinatura de jornal burguês “é uma escolha cheia de insídias e de perigos que deveria ser feita com consciência, com critério e depois de amadurecida reflexão. Antes de mais, o operário deve negar decididamente qualquer solidariedade com o jornal burguês. Deveria recordar-se sempre, sempre, sempre, que o jornal burguês (qualquer que seja sua cor) é um instrumento de luta movido por idéias e interesses que estão em contraste com os seus. Tudo o que se publica é constantemente influenciado por uma idéia: servir à classe dominante, o que se traduz sem dúvida num fato: combater a classe trabalhadora. E, de fato, da primeira à última linha, o jornal burguês sente e revela esta preocupação”.
“Todos os dias, pois, sucede a este mesmo operário a possibilidade de poder constatar pessoalmente que os jornais burgueses apresentam os fatos, mesmo os mais simples, de modo a favorecer a classe burguesa e a política burguesa em prejuízo da política e da classe operária. Rebenta uma greve! Para o jornal burguês os operários nunca têm razão. Há uma manifestação! Os manifestantes, apenas porque são operários, são sempre tumultuosos e malfeitores. E não falemos daqueles casos em que o jornal burguês ou cala, ou deturpa, ou falsifica para enganar, iludir e manter na ignorância o público trabalhador. Apesar disso, a aquiescência culposa do operário em relação ao jornal burguês é sem limites”.
“É preciso reagir contra ela e despertar o operário para a exata avaliação da realidade. É preciso dizer e repetir que a moeda atirada distraidamente é um projétil oferecido ao jornal burguês que o lançará depois, no momento oportuno, contra a massa operária. Se os operários se persuadirem desta elementar verdade, aprenderiam a boicotar a imprensa burguesa, em bloco e com a mesma disciplina com que a burguesia boicota os jornais operários, isto é, a imprensa socialista. Não contribuam com dinheiro para a imprensa burguesa que vos é adversária: eis qual deve ser o nosso grito de guerra neste momento, caracterizado pela campanha de assinatura de todos os jornais burgueses: Boicotem, boicotem, boicotem!”.
Construtores da imprensa revolucionária
Exatamente por não nutrirem ilusões na imprensa burguesa, Marx, Lênin e Gramsci sempre investiram na construção de instrumentos próprios das forças contrárias à lógica do capital. Segundo o biógrafo David Riazanov, “a Nova Gazeta Renana tratava de todas as questões importantes, de sorte que o jornal pode ser considerado um modelo de periódico revolucionário. Nenhum outro periódico russo nem europeu chegou à altura da Nova Gazeta... Seus artigos não perderam nada de sua atualidade, de seu ardor revolucionário, de sua agudeza na análise dos acontecimentos. Ao lê-los, sobretudo os de Marx, acreditamos assistir à história da revolução alemã e da revolução francesa, tão vivo é o estilo, como profundo é o sentido”.
Já Lênin, que viveu numa fase de efervescência revolucionária, dedicou boa parte das suas energias para construção de jornais socialistas – dos mais diferentes tipos, sempre sintonizados com a evolução da luta de classes. Iskra, Vperiod, Pravda, Proletari, Rabotchaia Pravda, Nievskaia Svesdá, entre outros jornais organizados e dirigidos por ele, servirão para agregar as forças de esquerda, fazer agitação nas fábricas, aprofundar os debates ideológicos e construir o partido. Na sua mais célebre definição, Lênin sintetizou:
“O jornal não é apenas um propagandista coletivo e um agitador coletivo. Ele é, também, um organizador coletivo. Neste último sentido, ele pode ser comparado com os andaimes que são levantados ao redor de um edifício em construção, que assinala os contornos, facilitam as relações entre os diferentes pedreiros, ajudam-lhes a distribuírem tarefas e a observar os resultados gerais alcançados pelo trabalho organizado”. A reacionária burguesia russa logo entendeu o perigo representado por estes jornais, tanto que os reprimiu ferozmente. No caso do Pravda, de um total de 270 edições, 110 foram objeto de ações judiciais e os seus redatores foram condenados a um total de 472 anos de prisão. Mas isto não abrandou o seu vigor!
Atualidade das noções marxistas
No caso de Gramsci, o longo período de cárcere dificultou a sua atividade jornalística e castrou seu desejo de organizar a imprensa operária. Antes da prisão, ele editou vários jornais de fábrica e empenhou-se na difusão do Ordine Nuovo. Na sua rica elaboração sobre o papel dos intelectuais e a luta pela hegemonia, ele chega a afirmar que, em momentos de crise, o jornal pode funcionar como partido político, ajudando a desnudar a ideologia dominante e a construir a ação contra-hegemônica do proletariado. Para ele, o momento da desconstrução do velho é, ao mesmo tempo, o da construção do novo.
As contribuições de Gramsci servem para desmistificar o papel da mídia hoje, mantendo impressionante atualidade. Para ele, a imprensa burguesa é um “aparelho privado de hegemonia”, capaz de disputar os rumos da sociedade por meio de uma verdadeira guerra de posições em todas as “trincheiras ideológicas”. Através da imprensa privada e mercantil, que objetiva o lucro e que faz da notícia uma mera mercadoria, a burguesia tenta se aparentar como representante da esfera pública. Além disso, em momentos de crise da ideologia dominante e de fratura dos partidos burgueses, a imprensa se apresenta como “o partido do capital”, que organiza e amalgama os interesses das várias frações de classe da burguesia.
Nota:
Exposição apresentada durante o 12º Curso Anual do Núcleo Piratininga de Comunicação (CNC), em 02 de dezembro, no Rio de Janeiro.
Por Altamiro Borges, jornalista, Secretário de Comunicação do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e autor do livro "As encruzilhadas do sindicalismo" (Editora Anita Garibaldi, 2ª edição)
Julho 11, 2009
Ponto Final - Gabrielli responde a “O Globo” sobre “manipulação” contábil
O presidente da estatal explicou que a Medida Provisória nº 2.158-35/2001 e a Instrução Normativa 345/2003 da Receita Federal autorizam a mudança do regime de tributação nas operações cambiais. Gabrielli observou que o pagamento de impostos pode ser feito pelo sistema de caixa (em dinheiro) ou por compensação de créditos tributários, desde que o faça para todo um exercício. “Houve por parte da Petrobrás uma opção contábil, sem danos tributários. Portanto, é absolutamente mentirosa qualquer insinuação de que haja manipulação, manobra ou artifício contábil. Há apenas um escândalo montado, não sei por qual razão”, disse.
Gabrielli frisou que a mudança foi feita em meados de 2008, quando da entrega da declaração de imposto da pessoa jurídica e passou a ser adotada no último trimestre de 2008. “Temos tranquilidade do ponto da vista da legalidade da medida. Se há compensação de crédito (tributário), é porque pagamos a mais”, sublinhou.
Em nota divulgada no dia 11, a Petrobrás afirma que “com relação à sistemática de apuração do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro, vale esclarecer que a Petrobrás sempre adotou o regime de tributação anual, efetuando recolhimentos baseados em balancetes mensais, fazendo o ajuste anual na entrega da Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (DIPJ), ao contrário das empresas que o fazem trimestralmente”.
No início da noite da segunda-feira, a Receita Federal divulgou nota, sem se referir explicitamente à Petrobrás, sobre mudanças no critério. “Caso o contribuinte tenha iniciado o ano-calendário escolhendo um dos dois regimes [caixa ou competência], esta opção deve ser observada para todo o ano, não sendo permitida a alteração de critério no decorrer do ano-calendário”, diz o comunicado.
C/A
Julho 04, 2009
IMPRENSA FALTA COM A VERDADE PARA AJUDAR A OPOSIÇÃO
Até porque o PMDB, com exceção de dois senadores - Pedro Simon (RS) e Jarbas Vasconcelos (PE) - tem apoiado Sarney. E ao contrário do que a mídia veicula, a crise reaproximou o PT do PMDB e suas bancadas no Senado.
Como em todo partido democrático que se respeita, o PT discutiu publicamente sua posição. Ouviu seus senadores e suas razões. E, aí, pela governabilidade e sem ingenuidade não entrou no jogo do PSDB e do DEM.
DEM, registre-se, responsável nos últimos 7 anos pela 1ª Secretaria do Senado e fiador do ex-diretor-geral Agaciel Maia. Da mesma forma, o PSDB não tem nenhuma moral enquanto não punir seu líder Artur Virgílio (AM), réu confesso apanhado em flagrante, tendo suas contas pagas por Agaciel; contratando um professor de jiu jitsu pelo seu gabinete; e fazendo deste uma árvore de natal de funcionários de uma mesma família - um destes recebia e estudava na Europa.
Noticiário reflete retaliação contra o PT
Como retaliação ao PT, a imprensa revela sua posição pró-oposição quando trata (ou esconde no noticiário) das denúncias contra o DEM, com provas e mais provas - na verdade, as denúncias contra os oposicionistas são tão graves quanto todas as outras que vieram a público. Todas precisam ser investigadas e seus responsáveis punidos.
O papel do PT agora é reunir os partidos da base do governo e iniciar a reforma do Senado. Resgatá-lo perante a sociedade, mudar radicalmente sua forma de direção e gestão, eliminar privilégios, punir os responsáveis pelas ilegalidades, mantendo-o em funcionamento e aprovando as leis e medidas que o país reclama.
É isso o que o momento político exige e é disso que se trata, e não de (o partido) ser linha auxiliar do PSDB, tão responsável quanto o DEM pela atual situação do Senado da República.
Por ZD
Junho 27, 2009
Revolução Midiática - Lula diz que Internet reduz poder da imprensa tradicional
"Finalmente este país está tendo o gosto da liberdade de informação", disse Lula em discurso no 10o Fórum Internacional Software Livre em Porto Alegre (RS).
"Estamos vivendo um momento revolucionário da humanidade em que a imprensa já não tem o poder que tinha há alguns anos. A informação já não é mais uma coisa seletiva em que os detentores da informação podiam dar golpe de Estado", afirmou.
Lula e a ministra Dilma Rousseff fizeram um balanço dos investimentos federais nas áreas de implantação de software livre e programas de inclusão digital em órgãos públicos e em programas para a sociedade.
O governo calcula uma economia de 370 milhões de reais com a implantação do software livre desde 2003, início do governo Lula.
Ao defender a liberalização do software, Lula disse: "Podem ficar certos que neste governo é proibido proibir. O que nós fazemos é discutir. Os empresários sabem que nós discutimos sem rancor e sem mágoa".
O Presidente ouviu no fórum críticas ao projeto do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que trata de crimes eletrônicos. Os críticos defendem que o governo vete o projeto por entender que ele fere a privacidade do usuários da Internet ao prever sua identificação.
"Essa lei não visa corrigir abusos na Internet. Na verdade, quer fazer censura. Precisamos responsabilizar as pessoas, mas não proibir ou condenar", reagiu Lula, que disse ver interesse policialesco no projeto.
Por: Helena ™
Junho 14, 2009
Telejornal da Globo pode sair do ar por propaganda política de Serra
A matéria cita uma reportagem sobre o lançamento de obras no interior de Sao Paulo, com duração acima de dois minutos de arte. O dobro dedicado a outros governos.
O MPE e o TSE analisarão nos próximos dias, as últimas edições do jornalístico, e se forem comprovadas que as matérias exibidas tiveram o intuito de propaganda antecipada do pré candidato, a Rede Globo poderá responder judicialmente, podendo na pior das hipóteses ter a suspensão do seu telejornal.
Lembrando que há cerca de dois meses os deputados do PT conseguiram liminar favorável ao PT para a retirada das propagandas indevidas da SABESP e do Rodoanel nas afiliadas da TV Globo no nordeste.
Por: Zé Augusto
Junho 03, 2009
REPORTAGEM BOBOQUETE - E DO LULA É QUE CONTINUA SUBINDO
O Partido da Grande Imprensa Golpista - PIG, não sabe mais o que fazer. Quanto mais pretexto procura para atrapalhar a vida do presidente Lula, mais popularidade ele ganha. Mesmo com toda a pressão feita pela grande mídia em relação à expressão usada por Lula em relação à crise – marolinha – a popularidade do presidente não despencou como esperavam os membros do PIG. Caiu um pouco, como não poderia deixar de ser, afinal, essa crise está derrubando o mercado em praticamente todos os pontos do globo. Entretanto, para nosso alivio, os seus malefícios já estão diminuindo, e esperamos que até o fim do ano, já possamos contar com a volta do crescimento. Principalmente por conta das medidas tomadas pelo governo para diminuir os efeitos da falta de crédito.Nem os mais otimistas do governo estavam tão seguros de que a popularidade de Lula se manteria neste patamar. O que falta saber de verdade em relação a 2010, é se Lula será capaz de transferir pelo menos parte desse capital eleitoral que foi acumulado nestes dois mandatos presidenciais. Claro, uma coisa é a popularidade de Lula, outra coisa é fazer de sua candidata, a vencedora nas eleições. As últimas pesquisas mostram uma ligeira melhora nas intenções de voto para Dilma Roussef, no entanto isso não basta para que ela saia vencedora em uma disputa com os tucanos. Inclusive por que um dos postulantes ao cargo de presidente pelo PSDB é o governador de São Paulo, José Serra, que é candidato a sucessão de Lula desde o final da eleição de 2006.
Blog com Opinando
Maio 29, 2009
Apesar da Advocacia Midiática - Pilotos americanos do Legacy são denunciados
O Ministério Público Federal no Mato Grosso (MPF/MT) enviou nesta quinta-feira, 28 de maio, para a Justiça Federal uma nova denúncia contra os pilotos americanos do jato Legacy que colidiu com o boeing da Gol, em setembro de 2006, causando a morte de 154 pessoas.
A nova denúncia, assinada pelos procuradores da República Analícia Ortega Hartz Trindade e Thiago Lemos de Andrade, está baseada em informações contidas em dois laudos periciais que identificaram a ocorrência de mais duas condutas que também foram causa do acidente.
Os laudos feitos pelo perito Roberto Peterka e entregues ao Ministério Público Federal em março deste ano pelo perito e pelo advogado da assistência da acusação, Dante Daquino, são resultado do estudo e análise do relatório sobre o acidente feito pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), de dezembro de 2008. Os laudos apontam duas falhas que ainda não haviam sido identificadas: os pilotos omitiram a informação de que o jato não possuia autorização para voar em uma área tida como espaço aéreo especial; e não ligaram em nenhum momento do voo o sistema anti-colisão (TCAS).
De acordo com os laudos, o plano de voo do Legacy foi apresentado pelo setor de apoio ao cliente da Embraer, a pedido dos pilotos, como cortesia à empresa Excel Air, que havia comprado o jato no dia anterior. Esse plano de voo, entretanto, continha informação falsa de que o jato Legacy atendia os requisitos para voar em espaço aéreo sob condição de separação vertical reduzida, conhecido pela sigla em inglês RVSM.
Conforme o Regulamento Brasileiro de Homologação Aeronáutica, “dentro de um espaço aéreo RVSM, o controle de tráfego aéreo separa verticalmente as aeronaves por um mínimo de 1.000 pés entre os níveis de vôo (FL) 290 e FL 410 inclusive. Espaço aéreo RVSM é um espaço aéreo de qualificação especial; o operador e a aeronave usada pelo operador necessitam ser aprovados pelo DAC”.
A empresa Excelair, proprietária do Legacy, não havia incluído a aeronave nas suas especificações operativas, consequentemente o jato não tinha autorização para voar RVSM e deveria ter sido mantido a 2.000 pés de distâncias das demais aeronaves, o que teria evitado o trágico acidente.
De acordo com a avaliação do perito que fez os laudos, o piloto do Legacy estava obrigado a informar a condição da aeronave não aprovada para RVSM desde o primeiro contato com o Serviço de Solo de São José dos Campos. A transcrição dos contatos matidos entre a aeronave e o controles de voo comprovam que essa informação não foi prestada em nenhum momento.
A outra conduta irregular dos pilotos do Legacy foi não ter ligado o sistema anti-colisão (TCAS – Trafic Alert and Colision Avoidance System) em nenhum momento do voo. O TCAS é um instrumento que provê informações ao piloto acerca da existência de outras aeronaves nas proximidades de modo a evitar colisão. Em situações críticas, quando o risco de colisão é iminente, o TCAS emite resoluções de alertas e manobras evasivas capazes de garantir uma distância segura.
Por essas duas condutas, o Ministério Público Federal denunciou hoje os dois pilotos pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo nacional, na modalidade culposa (sem intenção).
A procuradora Analícia Ortega Hartz Trindade explica que a opção de fazer uma nova denúncia, em detrimento do aditamento da já existente, tem o objetivo de acelerar o processo de análise pela Subseção da Justiça Federal em Sinop (MT) das novas provas apresentadas, enquanto o recurso do Ministério Público Federal contra a decisão que absolveu pilotos e controladores de algumas condutas é julgado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
O pedido dos procuradores da República foi para que esta nova denúncia seja recebida e processada para que, ao final, seja julgada junto com a ação penal que resultou da denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal em 2007.
O acidente - No dia 29 de setembro de 2006, o avião da empresa aérea Gol fazia o voo 1907, oriundo de Manaus(AM), com destino a Brasília (DF). Ao mesmo tempo o jato executivo Legacy vinha de São José dos Campos, em direção a Manaus, onde pousaria para, no dia seguinte, partir rumo ao exterior.
A 37 mil pés de altitude, na região norte de Mato Grosso, próximo ao município de Peixoto de Azevedo (MT), a ponta da asa esquerda do jato Legacy colidiu com o boeing da Gol provocando danos que acarretaram a desestabilização e a queda do avião. As 154 pessoas a bordo do boeing morreram.
Processo judicial - A denúncia do Ministério Público Federal contra os dois pilotos americanos e quatro controladores de voo foi pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo nacional e tramita na Justiça Federal em Sinop (MT) desde junho de 2007. O crime previsto no artigo 261 do Código Penal.
Os pilotos do jato Legacy Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, e os controladores de voo Lucivando Tibúrcio de Alencar, Leandro José Santos de Barros e Felipe Santos Reis respondem na Justiça por crime culposo (sem intenção). O quarto controlador, Jomarcelo Fernandes dos Santos, denunciado por crime doloso, foi absolvido do dolo, mas continua a responder pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo. Todos os controladores de voo são sargentos da aeronáutica lotados no Cindacta 1, em Brasília.
Em fevereiro deste ano, a procuradora da República Analícia recorreu da decisão de dezembro de 2008 que absolveu de algumas condutas os controladores de voo e os dois pilotos americanos. O recurso do Ministério Público Federal será julgado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
C/A
Maio 22, 2009
Maio 16, 2009
Bancada da Mídia - Manchetes de Ali Kamel e risco tucano na CPI da Petrobras
O capo da Globo ficou tão excitado que despachou para Brasília uma assistente pessoal, cuja tarefa diária era percorrer os bastidores do Congresso para passar e receber informações, além de monitorar os colegas de emissora.
Uma CPI como a da Petrobras fornece o argumento essencial para Kamel e seus asseclas: estamos apenas "cobrindo os fatos", argumentam. Já escrevi aqui ene vezes sobre 2006: capas da Veja alimentavam o Jornal Nacional, que promovia a devida "repercussão", gerando decisões políticas que alimentavam outras capas da Veja, que apareciam no JN de sábado e geravam indignação em gente da estirpe de ACM, Heráclito Fortes e Arthur Virgílio.
Só essa "indignação seletiva" é capaz de explicar porque teremos uma CPI da Petrobras mas nunca tivemos uma CPI da Vale ou das privatizações.
Porém, os farsantes de hoje correm alguns riscos:
1. Especialmente depois da CPI das Escutas Telefônicas Clandestinas, em que o Parlamento brasileiro foi privatizado para defender um banqueiro, o próprio instituto das CPIs está desmoralizado.
2. À CPI da Petrobras faltam detalhes picantes. Já imaginaram qual será o grande momento da investigação? O depoimento de um contador? De um fiscal da Receita? A essa altura o Ali Kamel deve estar pendurado ao telefone com o Demóstenes Torres exigindo algum cadáver, alguma secretária traída, qualquer coisa que tenha apelo. Para não afundar ainda mais a audiência do JN.
3. O brasileiro se identifica com a Petrobras. Os inquisidores da empresa correm o risco de serem tachados de entreguistas, de prejudicarem a empresa e, portanto, a imagem do Brasil no Exterior. É óbvio que o PSDB pretende usar a CPI para fazer barganha política nos bastidores, especialmente agora que estão em discussão as regras para a exploração do pré-sal. Em relação a 2010, não há nada mais poderoso do que acusar os tucanos de buscarem a privatização da Petrobras. No segundo turno de 2006, lembram-se? Lula, acusado de desperdício por ter comprado um avião presidencial novo, passou a dizer que Alckmin pretendia privatizar "até o avião da Presidência".
Vamos ver, agora, se a Petrobras continuará despejando dinheiro público nos intervalos do Jornal Nacional ou nas páginas de jornais e revistas cujo objetivo é servir ao projeto tucano de privatizá-la. Feito o filho do FHC com a jornalista da Globo, produzir a "Petrobrax" é algo que os tucanos nunca assumem.
Blog Vi o Mundo
Maio 01, 2009
A Mídia e Oposição - Ciro Gomes pede respeito à doença de Dilma
Ciro mostrou confiança na recuperação de Dilma e disse que, em agosto, quando está previsto o término de tratamento, a ministra e pré-candidata do PT à presidência da República "estará firme e forte para qualquer tarefa".
O deputado mostrou indignação diante da generalização de denúncias de mal uso de passagens aéreas por integrantes do Congresso Nacional e voltou a negar que tenha cometido irregularidades: "Me preocupa essa generalização, que destrói a respeitabilidade institucional", disse Ciro. "Eu não uso (as passagens), nunca usei e meu nome foi envolvido (nas denúncias) fraudulentamente."
Apesar de defender a distinção entre os políticos que cometeram e os que não cometeram abusos, Ciro disse que qualquer privilégio ou "frouxidão moral" é "intolerável". Sobre os palavrões proferidos por ele quando comentou na semana passada as denúncias do uso das passagens indevidamente, Ciro admitiu não ser essa sua "melhor virtude", mas minimizou o episódio. "No cafezinho, no bar ou na feira, qualquer brasileiro pode soltar uma imprecação".
LEI DE IMPRENSA - Sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que derrubou ontem (30) a Lei de Imprensa, o deputado afirmou que o texto datado do período do regime militar era "uma impertinência". "A democracia é um regime de responsabilidade e nada substitui o cidadão."
Ciro é um dos convidados pela Força Sindical para participar do ato político que vai abrir as comemorações do 1º de Maio, na Praça Campo de Bagatelle, zona norte de São Paulo.
C/A
Abril 24, 2009
MÍDIA POLÍTICA - NÃO ERA O CONTRÁRIO?!
Nossa (nossa?) imprensa não escreve sempre que as FARCs é que são financiadas pelo tráfico?Chefe do narcotráfico diz ter financiado campanha presidencial de Uribe
BBC Brasil
Um dos mais poderosos chefes do narcotráfico na Colômbia afirmou ter financiado a campanha eleitoral do presidente colombiano, Álvaro Uribe, alegando que era a única maneira de livrar o país da "ameaça comunista".
Diego Murillo, conhecido como "Don Berna", foi condenado na quarta-feira por uma corte dos Estados Unidos a 31 anos de prisão e ao pagamento de US$ 4 milhões em multas pelo crime de narcotráfico.
Após ser condenado, "Don Berna" disse que fez campanha a favor de Uribe e que vendia drogas "para ajudar a seu povo".
...
As declarações de "Don Berna" vêm a público em um momento que em congressistas governistas tentam aprovar uma reforma constitucional e um projeto de referendo para aprovar a candidatura de Uribe a um terceiro mandato presidencial.
Criadas em 1980 com o financiamento de latifundiários e líderes de direita, sob o argumento de combater as guerrilhas, os grupos paramilitares (AUC) são responsabilizados por milhares de assassinatos e de outros crimes relacionados com o narcotráfico.
Por Esquerdopata
Abril 18, 2009
Diagnóstico - Miriam Leitão é uma pessoa doente

Opinião do mestre (pela Harvard University) Stephen Kanitz:
Miriam Leitão é uma pessoa doente!
Ele é fino demais para dizer diretamente isso, mas eu não sou.
Comércio Bate Recorde
Abaixo, coloquei o link para um post da jornalista Miriam Leitão, que finalmente dá uma boa noticia: a de que o comércio bate recorde.
Mas parece que o faz ainda sem muita fé na boa notícia. Diz ela: "Perguntei a um dos coordenadores do IBGE, Nilo Macedo, como isto era possível dentro de um contexto de crise".
Isso explica o que está ocorrendo com parte da nossa imprensa. É o que psicólogos chamam de negação da realidade. Apesar de todos os sinais contraditórios, a pessoa insiste em acreditar na premissa, e não nos fatos. Eis o porquê da frase: "como isto é possível dentro de um contexto de crise".
Leia MAIS
Por Esquerdopata
Abril 09, 2009
Mídia Rasteira e Golpista - Folha conseguiu desencadear campanha contra Dilma
Com o material que publicou domingo pp (05.04) sobre a ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Rousseff, a Folha de S. Paulo atingiu seu objetivo de fazer campanha contra a candidata lançada pelo PT à presidência da República na eleição do ano que vem.Só não conseguiu mais sucesso porque, por enquanto, está sozinha em sua empreitada e está tímida no combate à candidatura Dilma. Ao contrário do que habitualmente faz com matérias exclusivas, não voltou a falar e a repercutir o material que publicou domingo, prefere campanha indireta, discreta contra a candidatura da ministra.
Seu Painel do Leitor, no entanto, com a publicação de cartas de leitores desde a 2ª feira pp (06.04) mostra que o jornal atingiu seu propósito de ter uma tribuna diária de ataques à Dilma Rousseff e à sua pré-candidatura.
Documentos Forjados
Mas, seus leitores, o público e os brasileiros em geral continuam à espera dos esclarecimentos da Folha de S.Paulo sobre como e onde ela teve acesso e obteve as cópias dos documentos do DEOPS que utilizou no material publicado domingo sobre a ministra-chefe da Casa Civil.
Para o jornal está difícil essa explicação, porque tudo indica que eles foram forjados, já que comparados com os da Justiça Militar provam que, ao contrário do que afirmou a Folha, a ministra não participou das ações armadas.
Essa não participação, de resto, é confirmada em cartas e entrevistas por seu companheiro de luta naquele período da ditadura, Antônio Roberto Espinosa, jornalista cujo depoimento a Folha usou para "justificar" o material sobre a ministra.
Só esperamos que não exista o dedo do governo do Estado por detrás dessas matérias e da adulteração dos documentos que estavam no DEOPS. Remember o episódio Lunus que alijou a senadora Roseana Sarney (PMDB-MA) da disputa sucessória presidencial de 2002 e quem foi apontado como autor daquela ação nos bastidores.
Por ZD
Abril 04, 2009
1. DE ABRIL DE 1964, UM GOLPE DE ESTADO. HOJE, UM GOLPE NA MEMÓRIA
Boa parte do que ouvimos, lemos ou vemos, é fruto de uma visão específica de mundo, de uma forma de se ver, compreender, e por fim, organizar num todo compreensível, o fato, ou fatos de determinado período período. Geralmente contada, do ponto de vista dos vencedores, ou daqueles que de uma forma ou de outra, se sobressaem, se destacam no evento.
A história do golpe civil militar de 1º de Abril de 1964, normalmente narrado como ocorrido, na madrugada do dia 31 de Março (madrugada do dia 31 de março? Se já passara da meia-noite é 1º de Abril), é um conto daqueles que viram o golpe, e a ditadura que se seguiu, como algo bom, que não poderia ser relacionado com o dia mundialmente conhecido como sendo o da mentira, ada infâmia. Uma forma de iniciar a narrativa dos "Vencedores".
Muitos aspectos do deplorável regime que fora instalado no país, nos anos que se seguiram ao golpe, são narrados dessa forma. Em especial pelos veículos de comunicação, que dele participaram.
Esses grupos, que hoje carregam a bandeira da "Liberdade de Imprensa", não se importaram em ter sua liberdade cerceada por esse regime, pelo menos não enquanto seus cofres eram "recheados" por esse.
Abaixo alguns exemplos de como esses "defensores da democracia" noticiaram o golpe de 1º de abril de 1964. A visão dos "vencedores", dos que veem a História, como algo construído por seres "selecionados", sendo o restante da humanidade, "efeito colateral":

De Norte a Sul vivas à Contra-Revolução
“Desde ontem se instalou no País a verdadeira legalidade ... Legalidade que o caudilho não quis preservar, violando-a no que de mais fundamental ela tem: a disciplina e a hierarquia militares. A legalidade está conosco e não com o caudilho aliado dos comunistas”
(Editorial do Jornal do Brasil - Rio de Janeiro - 1º de Abril de 1964)
“Multidões em júbilo na Praça da Liberdade".
Ovacionados o governador do estado e chefes militares.O ponto culminante das comemorações que ontem fizeram em Belo Horizonte, pela vitória do movimento pela paz e pela democracia foi, sem dúvida, a concentração popular defronte ao Palácio da Liberdade. Toda área localizada em frente à sede do governo mineiro foi totalmente tomada por enorme multidão, que ali acorreu para festejar o êxito da campanha deflagrada em Minas (...), formando uma das maiores massas humanas já vistas na cidade”
(O Estado de Minas - Belo Horizonte - 2 de abril de 1964)
Os bravos militares
“Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares que os protegeram de seus inimigos”“Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais”
(O Globo - Rio de Janeiro - 2 de Abril de 1964)
Carnaval nas ruas
“A população de Copacabana saiu às ruas, em verdadeiro carnaval, saudando as tropas do Exército. Chuvas de papéis picados caíam das janelas dos edifícios enquanto o povo dava vazão, nas ruas, ao seu contentamento”
(O Dia - Rio de Janeiro - 2 de Abril de 1964)
Escorraçado
“Escorraçado, amordaçado e acovardado, deixou o poder como imperativo de legítima vontade popular o Sr João Belchior Marques Goulart, infame líder dos comuno-carreiristas-negocistas-sindicalistas.Um dos maiores gatunos que a história brasileira já registrou., o Sr João Goulart passa outra vez à história, agora também como um dos grandes covardes que ela já conheceu”
(Tribuna da Imprensa - Rio de Janeiro - 2 de Abril de 1964)
“A paz alcançada"
A vitória da causa democrática abre o País a perspectiva de trabalhar em paz e de vencer as graves dificuldades atuais. Não se pode, evidentemente, aceitar que essa perspectiva seja toldada, que os ânimos sejam postos a fogo. Assim o querem as Forças Armadas, assim o quer o povo brasileiro e assim deverá ser, pelo bem do Brasil”
(Editorial de O Povo - Fortaleza - 3 de Abril de 1964)
“Ressurge a Democracia !"
Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente das vinculações políticas simpáticas ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é de essencial: a democracia, a lei e a ordem.Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas que, obedientes a seus chefes, demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições”“Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ter a garantia da subversão, a ancora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada ...”
(O Globo - Rio de Janeiro - 4 de Abril de 1964)
“Milhares de pessoas compareceram, ontem, às solenidades que marcaram a posse do marechal Humberto Castelo Branco na Presidência da República ...O ato de posse do presidente Castelo Branco revestiu-se do mais alto sentido democrático, tal o apoio que obteve”
(Correio Braziliense - Brasília - 16 de Abril de 1964)
Vibrante manifestação sem precedentes na história de Santa Maria para homenagear as Forças Armadas”“Cinquenta mil pessoas na Marcha Cívica do Agradecimento”
(A Razão - Santa Maria - RS - 17 de Abril de 1964)
“Vive o País, há nove anos, um desses períodos férteis em programas e inspirações, graças à transposição do desejo para a vontade de crescer e afirmar-se.Negue-se tudo a essa revolução brasileira, menos que ela não moveu o País, com o apoio de todas as classes representativas, numa direção que já a destaca entre as nações com parcela maior de responsabilidades”.
(Editorial do Jornal do Brasil - Rio de Janeiro - 31 de Março de 1973)
“Sabíamos, todos que estávamos na lista negra dos apátridas - que se eles consumassem os seus planos, seríamos mortos. Sobre os democratas brasileiros não pairava a mais leve esperança, se vencidos. Uma razzia de sangue vermelha como eles, atravessaria o Brasil de ponta a ponta, liquidando os últimos soldados da democracia, os últimos paisanos da liberdade”
(O Cruzeiro Extra - 10 de Abril de 1964 - Edição Histórica da Revolução - “Saber ganhar” - David Nasser)
“Golpe? É crime só punível pela deposição pura e simples do Presidente. Atentar contra a Federação é crime de lesa-pátria. Aqui acusamos o Sr. João Goulart de crime de lesa-pátria. Jogou-nos na luta fratricida, desordem social e corrupção generalizada”.
(Jornal do Brasil, edição de 01 de abril de 1964.)
"Participamos da Revolução de 1964 identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada". Editorial do jornalista Roberto Marinho, publicado no jornal "
(O Globo", edição de 07 de outubro de 1984, sob o título: "Julgamento da Revolução". )
** Homenagem àqueles que foram relegados por essa imprensa servil, que tenta reescrever nossa História, deixando para os que resistiram, apenas a posição de "efeito colateral". E aos arbitrariamente presos, expulsos, torturados e mortos pelo regime nascido do 1º de abril de 1964.
Postado por Cristiano Freitas Cezar
Abril 01, 2009
Pesos e medidas (a convergência mídia / oposição)
Economia: precaução x terrorismo
Na abertura do Jornal da Globo do dia 18 de março, o apresentador William Wack anunciou o pacote de Obama que vai injetar 1 trilhão na economia americana. Depois da informação, William acrescentou um comentário: “o problema é que a história está cheia de exemplos de pacotes que não deram certo...” Será papel da Imprensa estimular pessimismo diante da crise internacional? Será que o jornalista – para não cometer o erro de reproduzir o discurso otimista do governo – deve partir para o exato oposto e pregar terrorismo? Imagino que não. Especialmente com pura especulação e achismo. Baseado em que dados, análises, estatísticas, William Wack parte do pressuposto de que o plano americano vai dar errado? Ora, a história também não tem exemplos de intervenções governamentais na Economia que deram certo? Pois muitos dos próprios jornalistas, desde a eclosão da crise, não vivem mencionando o PROER, plano econômico elaborado por FHC durante seu Governo, como exemplo de plano bem sucedido?! Com elogios rasgados, eufóricos, praticamente uma tietagem ao tucano! A Miriam Leitão, por exemplo, já vi várias vezes. E aí? Onde fica a prática de oposição e fiscalização do Governo? Diante do PSDB, tudo bem ser chapa Branca? No que diz respeito à economia, penso que a mídia deveria manter-se honesta aos fatos. O terrorismo é irresponsável e só contamina o ambiente com desconfiança, travando os investimentos, a produtividade e a geração de empregos, o que interesse apenas a segmentos da oposição partidária.
Camargo Correa: denuncismo x precaução
Nas suas versões impressas, tanto Folha quanto O Estado de SP, em muitas matérias sobre o escândalo da Carmago Corrêa, deixaram de citar os partidos e os políticos que receberam dinheiro da construtora. O comentarista político de O Globo, Ruy Fabiano, entende que “supor que o que foi exposto – o repasse pela Camargo Correa de recursos a partidos – é prática apenas daquela empreiteira e beneficiou somente os que foram citados é desconhecer a abrangência da questão”, ou seja, não devemos focar nos envolvidos neste escândalo, mas discutir a questão maior. Já para Élio Gaspari, da Folha, “a Polícia Federal não toma jeito. Uma compulsão exibicionista associada à obsessão para incriminar suspeitos acaba desmoralizando suas ações. Durante os trabalhos de busca e apreensão de provas contra os diretores da empreiteira Camargo Corrêa, a PF fotografou e divulgou oficialmente (repetindo, oficialmente) uma mesa onde se exibiam objetos encontrados na casa de um deles”, ou seja, um desvio de foco: críticas não aos investigados, mas a quem denuncia. Tudo que a mídia não fez na época do Mensalão, em que, antes de qualquer investigação, a denúncia de um deputado federal, que estava envolvido em casos de corrupção nos Correios, foi suficiente para garantir manchetes e várias reportagens em tom de acusação. O PSDB e o DEM não têm governos? Não têm políticos exercendo mandato? Não merecem ser responsabilizados e cobrados com a mesma veemência no caso da mega construtora? Onde está a fiscalização nestes jornais?
Em ambos os casos, o repúdio à chapa branca, a postura combativa dos jornalistas, ficam bastante comprometidas, só aparecem quando convém. Para ações do Governo Lula, sempre o destaque vai para as críticas, nunca para os benefícios que serão gerados. Entretanto, o Governo do José Serra foi abertamente elogiado pelo Jornal Nacional, no último dia 27, e pela Folha, em coluna de opinião, pelo bônus dados a professores com melhor desempenho em sala de aula. Nenhum contraponto, nenhuma crítica às falhas na Educação de SP. Pura vitrine para o tucano. Ora, isso não pode ser considerado ‘chapa branca’? Penso que o jornalista pode elogiar um governo quando achar que deve. Mas e a lógica da ênfase nas críticas? E o contraditório indispensável? Não é este o procedimento diante do outro partido? Os posicionamentos dos grandes veículos de comunicação diante dos partidos não é nada equilibrado, e isto está cada vez mais fácil de demonstrar.
Do CrápulaMor
Março 28, 2009
Mídia Golpista - Informação equivocada sobre populismo
Para o assessor de Lula, a expressão “populismo” visa desqualificar políticas de mudanças de governos como o da Venezuela. Fica claro que o jornal já decidiu que os governos são populistas, não lhe interessando outras abordagens acadêmicas ou políticas. O seminário, no qual Marco Aurélio fez as declarações, conta com a presença de presidentes da República e primeiros-ministros, entre eles, Michelle Bachelet (Chile), Cristina Kirchner (Argentina), José Luiz Zapatero (Espanha), Tabaré Vázquez (Uruguai), o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, e os premiês do Reino Unido, Gordon Brown, e da Noruega, Jens Stoltenberg, além do próprio Lula.
Por ZD
Março 22, 2009
DESCOBERTA DEMAGOGIA DO IMPRENSALEIRO RICARDO NOBLAT
Noblat recebe mensalinho do Senado.O Jornalista Ricardo Noblat recebe um mensalinho do Senado Federal.
O contrato foi assinado em 03/09/2008, época em que o Sen. Efraim Moraes (DEM/PB) ocupava a secretaria da mesa do Senado, responsável por estes contratos.
Nós, cidadãos brasileiros, estamos pagando através dos cofres públicos do Senado o valor de R$ 40.320,00 (por ano) para Ricardo Noblat.
O mensalinho é descrito como uma "pesquisa, produção e apresentação de 1 (um) programa semanal para a Rádio Senado"
Bem que tentaram esconder o sobrenome famoso, publicando apenas "RICARDO JOSÉ DELGADO", mas o CPF denuncia tratar-se do jornalista.
O próprio blog do jornalista confirma seu nome completo:

Do 1_7_1
Março 17, 2009
Feministas vão monitorar imagem da mulher na mídia
Cerca de 150 integrantes de movimentos feministas reunidas em São Paulo decidiram criar uma rede para monitoramento e controle da imagem da mulher na mídia. As militantes participaram do seminário Controle Social da Imagem da Mulher na Mídia, encerrado domingo (15). Elas concluíram que é preciso reunir evidências e cobrar do Estado mudanças sobre a forma como a população feminina brasileira é retratada pelos meio de comunicação.“A mídia dissemina valores ideológicos que acabam transformando as mulheres em consumistas fúteis, em pessoas submissas e dependentes de seus maridos”, criticou Terezinha Vicente Ferreira, uma das participantes do seminário e também integrante da Articulação Mulher e Mídia em São Paulo.
Em entrevista à Agência Brasil, Terezinha afirmou que a maior parte do material veiculado pelos meios de comunicação não transmite as informações necessárias e verdadeiras sobre o mundo feminino. Desta forma, acaba contribuindo com a desigualdade de gênero e de oportunidades existentes no país.
“A mulher que aparece na TV não é a mulher real. Ela segue um padrão de beleza, tem um discurso padrão. Os programas que passam à tarde ensinam a mulher a fazer crochê, artesanato e não a ser protagonista de sua vida social, econômica e política.”
Para a integrante da Liga Brasileira de Lésbicas (LBL), Lourdinha Rodrigues, o seminário sobre a imagem da mulher foi um marco para o movimento feminista e para o controle social da mídia. Segundo ela, estiveram representadas todas as classes e movimentos feministas - sindicalistas, lésbicas, camponesas, negras - com o objetivo de mudar a visão da mídia sobre o sexo feminino.
“A criação da rede de controle da imagem da mulher foi o ponto alto do encontro”, afirmou Lourdinha, explicando que todas as participantes se comprometeram a acompanhar o que é veiculado para cobrar das autoridades as mudanças necessárias.
De acordo com ela, os dados coletados pela rede devem ser apresentados pelas feministas na Conferência Nacional de Comunicação, prevista para o fim do ano, e até mesmo orientar ações quanto à política de concessões na radiodifusão, por exemplo. “As concessões são públicas. As rádios e TVs que não tratam a mulher de forma correta devem ser penalizadas.”
A Agência Brasil procurou o Ministério da Comunicações e a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) para ouvir a posição das duas instituições sobre as críticas e propostas das feministas. Ambos não haviam se pronunciado até a publicação desta matéria.
Por Vinicius Konchinski
Março 08, 2009
Manifestação põe 'Folha' e 'ditabranda' no devido lugar
Procura-se uma nova máscara para a Folha de S.Paulo. A fantasia de “jornal a serviço do Brasil”, “crítico, pluralista e apartidário”, “de rabo preso com o leitor”, foi desfiada de vez neste sábado (7), em ato promovido pelo Movimento dos Sem Mídia (MSM), em frente à sede da própria Folha, em São Paulo.Os manifestantes — cerca de 500 pessoas — denunciaram os laços íntimos entre a família Frias, proprietária do jornal, e a ditadura militar (1964-1985). Fizeram mais: renderam homenagens às vítimas dos “anos de chumbo” e rechaçaram o termo “ditabranda”, evocado pela Folha para relativizar o regime totalitário. Eram ex-presos políticos e familiares de vítimas da ditadura, lideranças partidárias, ativistas dos mais diversos movimentos da sociedade civil e de organizações não-governamentais.
Havia até um leitor da Folha, Adilson Sérgio, que não se contentou em mandar mensagens ao jornal, foi à manifestação e pediu a palavra. “Vim aqui em nome de meus filhos e netos, que precisam saber a verdade. Ditadura é ditadura. Ditabranda é a porra”, disparou, indignado.
Antes do ato, a Rua Barão de Limeira já estava tomada por faixas e cartazes que antecipavam o tom do protesto. “Folha, ditabranda nunca existiu. Ditadura nunca mais”, dizia uma das faixas. “De rabo preso com o feitor”, ironizava um cartaz. “‘Ditabranda’? No dos outros é refresco”, enunciava uma mensagem mais audaciosa.
“Com esse ato, queremos estimular a sociedade a sair da afasia, da letargia”, explicou o presidente do MSM, Eduardo Guimarães, antes de ler para o público o manifesto “Pela Justiça e pela Paz no Brasil”. Segundo Eduardo, “depois de 20 anos de ditadura, as pessoas no Brasil têm medo de se manifestar. Mas não podemos ficar quietos”.
“Ditabranda”
O manifesto do MSM cita dois editoriais da Folha. Um deles, assinado por Octávio Frias de Oliveira e publicado em 22 de setembro de 1971, exalta o “governo sério, responsável, respeitável” de Emílio Garrastazu Médici — o mesmo governo que massificou a tortura e a repressão por meio da Operação Bandeirantes (Oban). O texto comemorava ainda um Brasil “de onde a subversão” era “definitivamente erradicada, com o decidido apoio do povo e da imprensa.”
O segundo editorial, de 17 de fevereiro passado, desqualifica o presidente venezuelano Hugo Chávez em favor dos generais-presidentes da ditadura brasileira. “As chamadas ‘ditabrandas’ — caso do Brasil entre 1964 e 1985 — partiam de uma ruptura institucional e depois preservavam ou instituíam formas controladas de disputa política e acesso à Justiça”.
O conceito de “ditabranda”, tão falso quanto uma nota de R$ 3, foi repudiado por centenas leitores da Folha e personalidades como a professora Maria Victória Benevides e o jurista Fábio Konder Comparato. Aos dois em particular, a Folha esgarçou o desaforo, classificando a indignação deles de “cínica e mentirosa”. O ato deste sábado lhes prestou solidariedade.
Uma das presenças mais surpreendentes na manifestação foi a do padre Júlio Lancelotti, alvo recente de calúnia e difamação na grande mídia. “Deixei uma peregrinação porque fiz questão de vir para rezar aqui”, afirmou Lancelotti, que criticou o termo ditabranda — “os mortos morreram do mesmo jeito”. Segundo o padre, “a imprensa nos tortura psicologicamente, estupra a consciência do povo”.
O caso Roque
O advogado criminalista Egmar José de Oliveira, da Comissão Anistia do Ministério da Justiça, contestou a “brandura” do regime militar com o exemplo de duas professoras — uma de Santos, outra do Rio de Janeiro — que foram sequestradas e abusadas pelo regime. Segundo Egmar, um dos próximos objetivos da comissão é investigar quais foram os empresários que ajudaram a bancar a Oban. “Os Frias que se cuidem.”
Ex-presos políticos, como o sindicalista Toshio Kawamura e os jornalistas Celso Lungaretti e Ivan Seixas, fizeram depoimentos emocionantes. “Se foi só ditabranda, onde estão meus companheiros?”, questionou Toshio, aos prantos, citando nomes de diversos militantes mortos pelo regime.
Ivan relatou uma das mais marcantes demonstrações de colaboracionismo da família Frias. Em 1971, ele e o pai — o metalúrgico Joaquim Alencar de Seixas, conhecido como Roque — foram presos e torturados no DOI-Codi. Na madrugada de 17 de abril, durante um “passeio” com policiais, Ivan conseguiu avistar, na capa do jornal Folha da Tarde, a notícia de que seu pai havia morrido.
Quando voltou para a prisão, porém, encontrou Roque ainda vivo, mas prestes a ser morto. O jornal dos Frias sabia de antemão da morte e, a serviço da Oban, precipitou a divulgação. De quebra, o veículo que transportava Ivan no “passeio” era também do grupo Folha.
“Falo aqui em nome de companheiros presos, companheiros torturados, companheiros assassinados, e em nome das pessoas transportadas ou capturadas em emboscadas por carros da Folha”, disse Ivan no ato. “Otavinho (Otávio Frias Filho, atual diretor de redação da Folha de S.Paulo e filho de Octávio Frias de Oliveira) tem algo em comum comigo: nós dois honramos a luta de nossos pais.”
Cerca de 345 pessoas assinaram a lista de presença. Outros tantos passaram em algum momento pelo ato, que começou a receber manifestantes às 9h30 e se estendeu até as 12h30. Apesar disso, um tal de tenente Crisóstomo, da Polícia Militar, estimou o público em “umas 65 pessoas, no máximo 70”. E debochou, rindo: “Mas, se você perguntar para eles, vão falar um milhão”. Um consolo, enfim, para a Folha: havia alguém ali à altura de sua desfaçatez.
Por André Cintra
Fevereiro 27, 2009
COVARDIA, PRECONCEITO E INVEJA TEM NOME E SOBRE NOME, CHAMAM-SE BARBARA GANCIA DA FOLHA DE SÃO PAULO

O triste legado de Gancia: Arrogância e Preconceito.
Os leitores do Balaio são testemunhas de que evito polemizar com outros blogueiros e colegas jornalistas neste espaço, mas não poderia ficar calado depois de ler a coluna de Barbara Gancia na Folha desta quarta-feira.
Sob o título “O legado de dona Marisa Letícia”, esta senhora de tradicional família paulistana investe contra a primeira-dama do país com toda a arrogância e preconceito que sua posição social lhe permite.
É sempre assim: quando não se tem mais nada para falar contra o presidente Lula, ataca-se a sua família.
Colunistas mundanos e seus leitores adoram falar da mulher e dos filhos do presidente, sempre com o nariz empinado, olhando de cima para baixo, como se estivessem dando um pito ou um conselho.
A internet está infestada de injúrias, falsas denuncias e baixarias contra membros da família Silva - pelo simples e bom motivo de que uma pequena parcela de membros da elite brasileira, e alguns pobres coitados de espírito, simplesmente não se conformam com o fato de Lula e Marisa habitarem, faz mais de seis anos, o Palácio da Alvorada.
Desta vez, o gancho para Barbara Gancia liberar seus instintos menos nobres foi a primeira-dama ter se divertido com o marido no Sambódromo do Rio. Qual é o problema? A mulher do presidente da República deveria ter ficado em casa lavando louça e cuidando dos netos?
Sou amigo de Marisa faz mais de trinta anos, desde os tempos em que Lula era apenas um líder sindical despontando na resistência ao regime militar. Ela sempre foi uma pessoa que gosta de Carnaval, festas juninas, reunir os amigos para um churrasco, como qualquer outra mulher de metalúrgico, que dedica sua vida a cuidar da família.
Nunca quis mais do que isso, além de dar conselhos ao hoje presidente da República e acompanhá-lo sempre, nos bons e maus momentos da vida, companheira de todas as horas, sempre preocupada com todos à sua volta.
Depois de um longo trololó sobre o seu “relacionamento assaz conturbado com o Carnaval” e seu “refúgio da folia no campo argentino”, Barbara Gancia pontifica:
“Ela não se manifesta sobre qualquer assunto, mesmo quando está escalada para falar a prefeitos (…)”.
Escalada por quem? Ela não foi eleita, não ocupa qualquer cargo público, por que tem que se manifestar “sobre qualquer assunto?”
Aí, no antepenúltimo parágrafo, a colunista não se aguenta, e manda ver:
“Mas eu não queria ter voltado da Argentina para descobrir que dona Marisa deu “um trabalhão” à sua segurança particular no desfile da Sapucaí. Não queria tomar conhecimento de que ela “deu goles em copos de cerveja, cercada por amigos para que não fosse fotografada”. Não queria ter visto as fotos em que ela aparece descabelada e suada. Escracho não tem nada a ver com informalidade”.
É mesmo? Não queria mesmo? Que coisa absurda, não é mesmo, dona Barbara?… Melhor mesmo seria ter ficado na Argentina com seus amigos que não suam nem se descabelam e não tomam cerveja no Carnaval.
E dá a sentença:
“Dona Marisa Letícia não foi à Sapucaí na qualidade de cidadã particular e não tem o direito de se esbaldar publicamente como se não ouvesse amanhã numa época em que o brasileiro comum vê seu emprego ameaçado pela crise”.
A maldade fica para o último parágrafo, em que procura dar conselhos e fazer uma comparação ridícula com outra primeira-dama, de outro tempo e outro perfil, numa época em que os generais mandavam no país.
“Alô, dona Marisa Letícia! A senhora se lembra de Dulce Figueiredo? A ex-primeira dama também gostava de se divertir levando a alegria na base da inconsequência. E olhe só o legado que ela deixou. O de uma figura um tanto patética e deslumbrada que usava a posição do marido para se bacanar”.
Acho que ela queria escrever bacanear, mas não importa. Ainda não tinha lido num grande jornal nada parecido com isso, bem na linha do que ouço bastante nos lugares por onde ando aqui nos Jardins, onde moro, e leio nos lixos da internet. Ainda bem que Lula e Marisa não lêem Barbara Gancia. Fazem muito bem.
Comentário de Alex
Fevereiro 24, 2009
Mobilidade Social no governo Lula: a mídia ignora o Brasil
Aliás, uma leitura cuidadosa do estudo autoriza a jogar no lixo muita coisa que se tem publicado ultimamente sobre macroeconomia, crise, programas de inclusão social e alguns outros temas muito em voga.
A principal constatação do trabalho da Fundação Getúlio Vargas revela que a crise financeira internacional vem atingindo com mais força as classes de renda A e B do que a classe média e os mais pobres. O indicador desse fenômeno é a mobilidade social: tomados proporcionalmente ao seu peso no total da população, os indivíduos das classes de renda privilegiadas correm mais risco de cair para uma faixa de renda inferior, enquanto os mais pobres continuam ascendendo às classes médias.
Jornalistas distraídos
A explicação oferecida pelos coordenadores do estudo é que as pessoas com renda mais alta estão mais vinculadas aos setores impactados mais fortemente pela crise, como as exportações, os setores financeiro e imobiliário. As dificuldades desses setores não afetam tanto a maioria de classe média porque são menos importantes no Brasil em termos de geração de emprego e de indicadores de renda do que em outros países.
No extremo inferior da pirâmide social, as classes D e E também estão encolhendo, com maior número de famílias ascendendo à classe C. A informação é de extrema relevância e alguns analistas estranham o fato de que a imprensa não tenha manifestado maior interesse pelo assunto.
Um dos aspectos que deveriam estar movimentando os comentadores de jornais e dos noticiários televisivos e radiofônicos é a possibilidade de estarmos assistindo a uma alteração profunda no desenho da pirâmide social do Brasil.
Trata-se de um tema fascinante até mesmo para o jornalista mais distraído, mas parece que a imprensa faz questão de ignorar a realidade brasileira.
Sociedade em mutação
O estudo da Fundação Getúlio Vargas considera que, na última década, as mudanças no modelo econômico brasileiro têm produzido um novo desenho na sociedade, o que acaba por levantar defesas contra a crise internacional.
Algumas iniciativas dos dois governos de Fernando Henrique Cardoso, provendo estabilidade aos negócios, estimulando a exportação e facilitando a criação de um sistema bancário sólido e competitivo, criaram as bases para investimentos produtivos de longo prazo e para a modernização de alguns setores, como o das telecomunicações.
Os projetos sociais de transferência de renda, criados ou ampliados nos dois governos de Luiz Inácio Lula da Silva, tiraram da miséria milhões de famílias e produziram a nova classe média que agora sustenta em grande parte a economia brasileira.
A pesquisa de mobilidade social revela os números dessa mudança de posições. Ela é importante porque pode orientar inovações nas estratégias das empresas e nas políticas públicas. Uma classe ascendente tem sempre um enorme potencial de energia criativa e de consumo.
As primeiras gerações das famílias que ascendem socialmente são um fator importante de desenvolvimento, e, conforme observam os coordenadores da pesquisa, 25% dos brasileiros se encontram nessa condição.
Pauta Esquecida
A prosseguir a tendência apontada pelo estudo, teremos em algum tempo não exatamente uma pirâmide social, mas um hectaedro, com uma base e um ápice mais estreitos e uma parte central mais avantajada, formada pela maioria da classe média.
Claro que, diante desses indicadores, tornam-se importantes novos negócios dirigidos a essa nova classe média, o que já vem sendo explorado por algumas empresas. A imprensa também se beneficia desse fenômeno, pois quase todas as empresas jornalísticas têm um título popular, e esse é o nicho que mais cresce no Brasil.
Por todos esses motivos, torna-se incompreensível que a imprensa, de modo geral, tenha se esquivado de se aprofundar no tema.
Do Vermelho
Fevereiro 15, 2009
Colhendo o que plantaram - Jornalistas equiparados a espiões protestam contra Comissão
Profissionais alertam para "interesse público" da investigação jornalística.Uma carta enviada pelo chefe da segurança da Comissão Europeia (CE) destinada a todos os diretores de serviço do executivo comunitário, publicada num jornal alemão, sugere que existem espiões que procuram acesso a informação confidencial que se fazem passar por jornalistas ou lobistas.
A CE desmentiu ontem que haja quaisquer acusações sobre os jornalistas acreditados junto da instituição, mas as organizações de defesa dos correspondentes europeus já se insurgiram contra o levantar de "uma nuvem de suspeição" sobre os jornalistas em Bruxelas.
"Não estamos apenas a apontar o dedo a jornalistas", afirmou Valérie Rampi, porta-voz do Comissário da Luta Anti-Fraude. "Pode muito bem ser a estagiária bonita, de pernas longas e cabelo loiro", continuou. "Preocupações com a segurança são uma coisa, mas este tipo de comentário coloca os jornalistas em risco e torna o trabalho de escrutinar funcionários públicos e o trabalho da Comissão mais difícil", reagiu Aidan White, secretário-geral da Federação Europeia de Jornalistas (FEJ), num comunicado divulgado ontem à tarde.
Ao mesmo tempo que reafirma que a "liberdade de imprensa não está ameaçada" em Bruxelas, a porta-voz ressalva que "não podemos pensar que vivemos num mundo perfeito", dizendo que os indivíduos que se dedicam a actividades de espionagem "vão tentar ter acesso a informação de várias formas".
A nota de segurança foi divulgada pelo Frankfurter Allgemeine Zeitung na segunda-feira e faz referência não apenas a jornalistas, mas também, esclarece Rampi, "lobistas, agências privadas, membros das administrações nacionais, e terceiros que tentam acesso a informação sensível e secreta".
No entanto, as explicações da CE não satisfazem a FEJ nem a Associação da Imprensa Internacional (AII), que consideram necessário "lembrar a Comissão de que o jornalismo de investigação é do interesse público", explicou Lorenzo Consoli, presidente da AII e representante de 500 dos cerca de dois mil jornalistas acreditados junto da instituição comunitária. "É uma parte legítima e essencial da democracia permitir que os repórteres façam perguntas e tenham acesso a documentos." Para Aidan White, o que fica das declarações da Comissão é a "sugestão de que todos os jornalistas são potenciais espiões".
Por ALEXANDRA CARREIRA
Fevereiro 11, 2009
Fevereiro 01, 2009
Filhos da Pauta - Da vaidade jornalística
Superestimar a profissão e sua posição dentro dela é quase que uma questão de sobrevivência. Aparece mais que se vende melhor... (talvez por isso a gente mantenha este blog...ou não!!!!!)
Como jornalista só anda junto, não é raro participar de um papo no qual o assunto principal são as proezas pessoais.
Nesta hora, amigo velho, tudo conta. Desde a sua pergunta feita na coletiva de imprensa cuja resposta acabou virando manchete em todos os jornais, até o caso extremo de derrubar ministro, senador, governador por intermédio de seu esforço de apuração/investigação. Já houve até quem me reclamasse que leitores de jornal não prestam atenção no nome de quem assina as matérias.
O orgulho do furo dado marca a vida do jornalista. Independentemente do tamanho. Foi furo? Vira uma longa história para repórteres mais novos ou amigos de bebedeira pós-plantão. Ou posts...
Dia desses, joguei duas iscas e pesquei dois peixes gigantescos.
Entrei no blog do repórter X e comentei, com desdém, de um furo que ele se gabava de ter publicado naquele dia. Coloquei meu nome lá e tudo mais, mas sem sobrenome e meu outro email. Sem me esconder, fui lá e tasquei:
- Olha, X, se esse 'furo' for uma barrigada, você vai se retratar no jornal.
Eu, como jornalista que sofre do mesmo mal de todos os demais, tinha certeza de que eu estava certo e fui lá na casa do cara provocá-lo. Ele respondeu rispidamente:
- E se eu não estiver errado, Daniel, o que você vai fazer?
Dias mais tarde, o tal do furo virou um tremendo de um track e voltei ao blog do camarada, desta vez com "possidônios" (leia-se: pseudônimos), para cobrar a história. Na primeira vez que comentei, X tentou se justificar. Na segunda, não respondeu. Na terceira, nem autorizou a publicação do comentário.
É difícil admitir que errou.
O outro peixe que peguei foi com um repórter do mesmo veículo. Era a primeira vez que conversávamos. Atuamos na mesma área e ele rolou a bola para eu contar a história de um único furo que eu dei na vida.
Inteligentemente (às vezes eu calculo bem meus movimentos. Às vezes) citei minha história sem auto-propaganda, mas no meio da minha explicação o concorrente soltou essa:
- Ah, sim, eu dei esse furo...
Quer dizer, a história eu publiquei primeiro e ele, duas semanas mais tarde. Mas o repórter rival tomou para si e ainda veio me dizer que era furo dele.
Eu vibrei com essa declaração. Era o argumento que faltava atualizar este blog com a tese da vaidade.
Estou para descobrir qual jornalista não sofre deste mal.
Por Daniel Brito
Janeiro 24, 2009
A REVOLUÇÃO DOS BLOGS
Preteridos por computadores, salários mais baixos e um sistema de produção jornalística mais mercadológico, os repórteres veteranos vêm perdendo espaço nas redações.O jornalista Rosental Calmon Alves, ex-correspondente do Jornal do Brasil nos Estados Unidos e atual professor de Comunicação da Universidade do Texas, observou, nas suas mais recentes viagens ao Brasil, a predominância de jovens repórteres em entrevistas coletivas de importância. Confessa, entretanto, que nunca se preocupou em analisar mais profundamente o fenômeno. Essa é a mesma percepção do professor da Universidade de Brasília, ex-repórter e editor de diversos jornais de Brasília e do eixo Rio-São Paulo, Hélio Doyle.
O que desperta a atenção de Alves e Doyle é a nítida diferença ainda existente entre as entrevistas coletivas de autoridades nos Estados Unidos e outros países por onde viajaram: repletas de repórteres de cabelos prateados. No Brasil, ao contrário, a linha de frente da imprensa é predominantemente formada por jovens, muitas vezes sem bagagem profissional suficiente para contrapor os fatos e argumentos apresentados pelas autoridades entrevistadas.
"Está em curso um processo de renovação muito rápida na profissão", admite o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF, Romário Schettino. Há um afunilamento a partir dos 45 anos de idade, quando grande parte dos repórteres é empurrada para fora da atividade. Schettinno comprovou esse fenômeno há dois anos, quando convenceu as empresas jornalísticas do DF a assinarem acordo coletivo pagando em dobro o aviso prévio aos jornalistas com ou acima de 45 anos de idade e três anos efetivos de trabalho na mesma empresa. "Os patrões concordaram conosco que após essa faixa etária é muito difícil ser absorvido pelo mercado".
Por Sérgio M. Garschagen
Janeiro 14, 2009
Mídia Tucana - Mídia falseia dados sobre investimentos de Serra na comparação com o PAC no Brasil
Foram duas as artimanhas feitas para sustentar a falsificação numérica. A primeira foi comparar valores brutos, isto é, empenhados e executados, pelo governo paulista com os valores apenas executados pelo governo federal. Basta olhar os números oficiais para perceber que se comparou “alhos” com “bugalhos”. Senão vejamos: Investimento bruto paulista: R$ 9 bilhões. Executado: R$ 3,9 bilhões. Valor bruto do investimento nacional: R$ 15 bilhões. Executado: R$ 8 bilhões. Ou seja, a matéria mentiu. O PAC executou muito mais.
Mas não ficou só nisso. Serra e a matéria do Valor consideraram no montante bruto dos investimentos do Estado (R$ 3,9 bilhões) as empresas estatais paulistas (Metrô, CDHU, Sabesp). Mas nas obras do PAC, eles excluíram as estatais federais (Petrobrás, Eletrobrás, etc,). Só consideraram os recursos do Tesouro Nacional. O jornal, por algum motivo, não quis conferir os dados do governador e acabou se desmoralizando com uma tremenda barriga em sua manchete da edição de segunda-feira.
O PAC, que foi implantado em 2007, e que está com 82% de suas obras em andamento, prevê R$ 512 bilhões em investimentos até 2010, sendo que mais de 80% desses recursos vêm das empresas estatais e da iniciativa privada. Os investimentos do Tesouro são responsáveis pelo restante.
Na tentativa de inventar uma suposta maior criatividade da administração tucana, a matéria do Valor escancarou os planos privatistas de Serra. Os “investimentos previstos” viriam da entrega de tudo o que sobrou das estatais paulistas. O plano é vender a Sabesp, a Cesp, o Metrô.... Além do mais, têm as concessões das estradas que implantaram os pedágios mais caros do país. E, se bobear, ele vai instalar pedágios até dentro de São Paulo (marginais).
Nem a Nossa Caixa escapou do desmanche tucano. Ainda bem que o Banco do Brasil saiu na frente e decidiu comprar o banco estadual, senão certamente ele não hesitaria em entregá-lo para os estrangeiros.
Por último, a falsificação jornalística acabou revelando o motivo das seguidas greves de servidores públicos no estado. Segundo a matéria, o superávit primário (economia entre o que arrecada e o que gasta) do estado em 2008 será de R$ 17,1 bilhões. Esse montante, é óbvio, está sendo obtido à custa de um brutal arrocho salarial. Não é à toa que a Polícia Civil, em greve, afirma aos quatro cantos que a sigla do partido de Serra, o PSDB, significa “Pior Salário Do Brasil.
C/ Agências
Janeiro 05, 2009
Opinião - Guerra da Imprensa
No governo Lula, a mídia opositora do governo utiliza muito dessa tecnica para derrubar os seus opositores politicos e por trás favorecendo os seus interesses economicos. Deixaram de fazer uma interpretação seria dos casos de corrupção que ocorream no governo Lula e resolveram ser precepitados nas informações de casos como o Mensalão é deram enfase ao show de horrores dentro da imprensa para derrubar seus opositores (importante destacar que esses mesmos opositores são concorrente uma da outra).
A imprensa brasileira fica dessa seguinte maneira : Diogo Mainardi lança uma acusação falsa sobre o Mino Carta, Mino Carta por sua vez tem a infeliz ideia de colocar o filho do Mainardi no meio da conversa, sendo assim dando motivo do primeiro atacar cada vez mais e era uma vez, um jornalismo sério.
Por traz de uma guerra sempre existe interesses particulares por traz, a historia mostra isso, a imprensa mostra claramente os seus objetivos que existem por tras dessa guerra ideologica e política que a imprensa faz diante ao publico que fica privado de um jornalismo serio e etico.
Assim a imprensa mostra a sua verdadeira face e o seus objetivos que deixa cada vez mais o publico analfabeto politicamente e isso deixa cada vez mais um certo grupo que já é alienado e com isso mantendo se as mesmas classes sociais e a elite corrupta Brasileira sempre conseguindos seus objetivos passando em cima dos outros.
Do Observando o mundo
Dezembro 28, 2008
Denuncia - Ideologia é papel de embrulho em campanha de jornalistas

Está em cartaz em alguns espaços da imprensa brasileira uma epopéia retumbante: o grande combate entre o bem e o mal. Do lado do ‘bem’ estão o delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz; o juiz Fausto De Sanctis; pessoas afastadas dos seus ofícios, como o ex-delegado Paulo Lacerda, o ex-juiz Walter Maierovitch e o ex-advogado Dalmo Dallari e um magote de fundamentalistas perdidos pela Internet. Do lado do ‘mal’ estão o presidente do Supremo Tribunal Federal, colegas seus; o juiz Ali Mazloum; setores do governo e do Congresso; a Rede Globo e a Editora Abril e, entre outros, este site.
A bandeira dos benzistas, dizem eles, é a eliminação da corrupção de colarinho branco no país. Ao que se depreende da insistente pregação, isso acontecerá se o banqueiro Daniel Dantas for retirado de circulação. Sempre segundo os neo-idealistas, isso não aconteceu até agora porque Daniel Dantas é “o dono do Brasil”. Ou seja: por meios pérfidos ele tem sob seu comando a turma do mal — o que explica seu continuado sucesso nos negócios, na política, na imprensa e no Judiciário.
Spy X Spy
O criador desse enredo chama-se Luís Roberto Demarco, um homem de habilidades múltiplas. Ele tem atuado como roteirista da Polícia Federal, redator de ações subscritas pelo Ministério Público, pela Comissão de Finanças da Câmara dos Deputados; e de textos publicados por seus parceiros na imprensa. Ex-sócio do Opportunity, Demarco vende tecnologia e antídoto para anular os venenos de Dantas a seus concorrentes e adversários.
Outra característica de Demarco é o apoio decidido que dá a jornalistas de marca, cuja carreira afunilou e, apesar do talento e do passado, já não encontram tantas oportunidades no mercado. Segundo Paulo Henrique Amorim, juntos, eles criaram a Organização Não Governamental “Brasil Limpo” para amparar profissionais da imprensa que queiram escrever para eles.
Essa luta do bem contra o mal, na vida real, é uma guerra entre grupos econômicos, claro. O troféu da disputa é uma fatia do mercado brasileiro de telefonia avaliada em 30 bilhões de reais por ano. As regras são do tipo vale-tudo.
Imagens invertidas
Pode ser que Demarco e seus parceiros Mino Carta, Paulo Henrique Amorim, Luís Nassif e outros menos freqüentes tenham virado aríetes contra Dantas por razões humanistas. Por idealismo. Ao menos no caso do juiz De Sanctis, essa ressalva é fundamental. Ele e a legião de pessoas que o admiram sinceramente também querem tirar Dantas de circulação por motivos bem diferentes dos que movem os missionários de Demarco. Por isso é essencial tentar entender algumas coincidências e por que o grupo minocarthista resolveu dedicar-se em regime de exclusividade a essa cruzada.
A revista Carta Capital, de Mino Carta, viabilizou-se com apoio financeiro do empresário que se tornaria em seguida presidente do Consórcio Telemar — Carlos Jereissati. Ele foi acusado, em 1998, pelo ex-ministro da Infra-estrutura Luiz Carlos Mendonça de Barros de ser chefe de uma telegangue que comprou do governo a mais capilar das operadoras de telefonia do país com dinheiro do próprio governo. Mendonça de Barros perdeu o emprego com a divulgação de um grampo clandestino. O grampo flagrou confidências e inconfidências de metade do governo FHC, inclusive do presidente da República.
Nos cerca de dez anos que durou a disputa, Jereissati e Dantas se bateram pelo mesmo prêmio. Jereissati ganhou a parada fazendo dobradinha com Sérgio Andrade, um dos donos da Andrade Gutierrez, apontado como o maior doador de fundos para a campanha presidencial de Lula em 2006.
A justiça de primeira instância já condenou o colunista Diogo Mainardi duas vezes por ter afirmado que Mino Carta era subordinado a Jereissati na tarefa de fulminar Dantas. Na verdade, o empresário apenas apoiou financeiramente a revista com um contrato de patrocínio publicitário de dois anos que acabou não sendo cumprido. Os dois parceiros, donos de gênios fortes, acabaram se desentendendo. É quando entra em ação Luís Roberto Demarco.
Ele garante a sobrevivência do projeto com o dinheiro da Telecom Italia e da ala petista gerenciadora dos fundos de pensão — que hoje comandam a Brasil Telecom e, em conseqüência, o iG, provedor que hospeda a revista Carta Capital. Paulo Henrique Amorim também andou por lá e saiu. Segundo o portal, foi afastado porque seu projeto não estava funcionando como se esperava. Ele inaugurou então um novo endereço para o seu blog em domínio virtual de propriedade de Demarco. Para substituí-lo no iG foi chamado Luís Nassif. A característica em comum entre Dantas e os patrocinadores de Mino Carta era a meta: ser cabeça das duas grandes operadoras. Quem eliminasse os outros ficaria com o despojo do inimigo.
Quando os acionistas da Telecom Italia ficaram sabendo que uma montanha de dinheiro fora despejada no Brasil sem a contrapartida esperada, começa (lá) a caça ao tesouro perdido (aqui). Os depoimentos apontam para um propinoduto que irrigou a horta de policiais, de deputados, políticos e, claro, os músicos da orquestra de Demarco.
Teoricamente, os destinos estão selados. O pobre Daniel Dantas, afirma-se na imprensa neutra, receberá algo como 2 bilhões de reais pela “derrota” (venda de sua participação na Telemar e na Brasil Telecom). Ainda não se sabe quanto os donos da BrT e do iG receberão para desocupar as cadeiras que hoje ocupam, mas já se sabe que o portal deverá ser fechado ou vendido pela nova administração. A disputa entre doadores de campanha de Lula e os fundos ainda não terminou. Mas sabe-se que a operação Satiagraha aumentou o poder de negociação dos fundos.
A orquestra de Demarco toca em ritmo de fanfarra para encobrir o ruído incômodo das acusações, certamente injustas, de que seus músicos — e pintores — alugaram seus dotes artísticos para um empresário engolir o outro.
Greta Garbo no Irajá
É o caso de Luís Nassif. Sua aparição repentina nesse cenário atraiu atenção para os motivos de seu afastamento da Folha de S.Paulo. Coube à revista Veja dar a primeira das decepcionantes informações sobre o autoproclamado introdutor do jornalismo eletrônico e de serviços no Brasil. Nassif publicara, com sua assinatura, ao menos um texto escrito por Demarco. O material, uma peça de artilharia contra Daniel Dantas, fora remetido a diversos jornalistas, mas só a coluna de Nassif na Folha o publicou. Sem esclarecer que era um relise.
O segundo golpe veio com a revelação de que o repentino e eloqüente apoio do jornalista ao governo tinha motivação extra-ideológica: um empréstimo de 4 milhões reais do BNDES que, como não foi saldado, teve uma parte perdoada e outra alongada para um prazo de dez anos.
Mais. Outra notícia — confirmada pelo próprio diretor do jornal, Otavio Frias Filho — indicou que Nassif negociava o seu espaço editorial na Folha, mas quem ficava com a verba era a empresa Dinheiro Vivo, de propriedade do jornalista. O exemplo dado envolveu o então secretário de segurança Saulo de Castro.
Uma pesquisa cruzando o banco de dados da Folha de S.Paulo com o portal de pagamentos feitos pela administração direta federal (Siafi), mostra uma sucessão de pagamentos recebidos do governo federal. Com uma coincidência: os órgãos pagadores eram elogiados ou tinham seus interesses defendidos por Nassif na Folha.
Há um número considerável de odes e elegias ao BNDES. Mas não é o único caso. No dia 27 de janeiro de 2006, o colunista da Folha publicou no jornal de Frias um panegírico do Ministério da Ciência e Tecnologia (Clique aqui para ler — acesso restrito para assinantes UOL ou da Folha) e defendendo freneticamente, de forma pouco comum, o papel da pasta. Segundo o Siafi, a empresa Dinheiro Vivo — Agência de Informações recebeu do Ministério da Ciência e Tecnologia a quantia de R$ 15.930,00 e outros R$ 16.130,00 da Agência Nacional de Petróleo.
Em duas datas de 2004 (30 de março e 15 de junho), Nassif, na Folha, destacou a importância do Inmetro com entusiasmo especial. O colunista sugeriu ao governo expandir o papel do Instituto para o campo da pesquisa, de forma a transformá-lo no “Nist brasileiro”, em referência ao National Institute of Standards and Technology dos Estados Unidos. O colunista se mostra aflito com a possibilidade de o governo criar um órgão que diminua os poderes do Inmetro e chega ao delírio dizendo que o órgão público é “uma das principais armas competitivas de que dispõe o país” (Clique aqui para ler — acesso restrito para assinantes UOL ou da Folha). Coincidentemente, o Inmetro destinaria à Dinheiro Vivo Consultoria Ltda. a quantia de R$ 15.000,00 (Clique aqui para conferir), acompanhados de outros R$ 7.910,00 do Ministério das Cidades (Clique aqui para conferir). A “ação de governo” que justificou o pagamento à empresa de Nassif não é um serviço normalmente oferecido por jornalistas: “controle metrológico”.
Luís Nassif é autor da proposta de que jornalistas de aluguel que usam a profissão para influir em jogadas empresariais devem ser enquadrados por formação de quadrilha (Clique aqui para ler). A proposta foi lançada pelo blogueiro no dia 29 de abril de 2008 — três dias depois da publicação do furo de reportagem de Andrea Michael na Folha de S.Paulo que o delegado Protógenes Queiroz usou para criminalizar a notícia. A sugestão ou presságio de Nassif, na opinião de Mino Carta, é coisa de quem entende de formação de quadrilha. Já o delegado, pelo que se vê, gostou da idéia.
Noves fora
Jornalistas não precisam ser imparciais. Mas convém que sejam honestos. É impossível proibir a troca de favores ou a lealdade a fontes. O dinheiro não é um corpo estranho na relação entre empresas, governos e jornais, blogs e revistas — a partir do momento em que os veículos de comunicação o recebem de personagens das notícias pelas portas do departamento comercial. O desejável é que não se misture publicidade com informação jornalística. Quando um órgão de informação passa a trabalhar a favor ou contra empresário, político ou empresa, seria conveniente que informasse frontalmente seus motivos. A Folha de S.Paulo, há muitos anos, instituiu a prática de aceitar convites de promotores de eventos, mas revela o patrocínio com naturalidade.
No caso da revista Carta Capital, de Nassif, de Paulo Henrique Amorim e demais parceiros coordenados por Demarco, isso não é feito. Eles cumprem um papel claro e definido com naturalidade, porque dizem acreditar estar combatendo um personagem nefasto e defendendo o aprimoramento institucional do país. Sem informar seus leitores que estão ganhando para fazer pregação.
Por Márcio Chaer
Dezembro 22, 2008
Processo contra o jornalista iraquiano começa dia 31

O processo contra o jornalista iraquiano que no último dia 14 lançou seus sapatos contra o presidente norte-americano, George W.Bush, começará no dia 31 de dezembro, informou nesta segunda-feira (22) o juiz instrutor do caso. "A investigação terminou e o resultado foi transmitido à Corte Criminal Central do Iraque. O processo começará na quarta-feira 31 de dezembro", disse o juiz Dhiya al Kenani.
"Não modificamos a acusação contra (o jornalista) Montazer al Zaidi", que será julgado por crime "contra um chefe de Estado estrangeiro em visita oficial", acrescentou.
Al-Zaidi poderia ser condenado, segundo o código penal iraquiano, de 5 a 15 anos de prisão.
Por Ansa
Dezembro 12, 2008
Contorcionistas - O padrão de jornalismo-cafajeste

Ao longo dos últimos seis anos, assisti à oposição fazer de tudo para desacreditar o presidente que eles não conseguiram derrubar. Disseram que ele traiu seu projeto social — e ele criou o Bolsa Família e os programas de inclusão produtiva.
Chamaram-no de bêbado — e a sobriedade com que conduziu o país impressionou a todos. Chamaram-no de despreparado — e com ele o Brasil passou a ter uma proeminência internacional que está matando Fernando Henrique Cardoso de inveja e despeito, aos pouquinhos. Chamaram-no de analfabeto — e ele criou o ProUni. Vi gente esculhambando cada área do governo de Lula: a economia, as políticas sociais, a política externa. E no entanto, nesses mesmos seis anos, o Brasil que eles nunca quiseram ver ou entender emergiu e iniciou um processo de consolidação. Queiram ou não os apóstolos do mercado que neste exato momento desaba, Lula criou um país melhor, mais sólido e, principalmente, mais justo.
Lula venceu. E a oposição jamais vai conseguir admitir que, do pedestal de sua arrogância, de sua escolaridade, perdeu para um pau-de-arara de Garanhuns, que mostrou que não era ela a mais preparada para dirigir um país do tamanho do Brasil. E por não entender isso, por discordar do projeto de país encabeçado por Lula, essa oposição se perdeu completamente, pregou o golpe às vésperas da eleição, apostou na mentira e no engodo, se recusou a admitir que o país estava melhorando.
Por Jair
Dezembro 07, 2008
O maior crime da mídia brasileira
1 - fazer pessoas se envenenarem com medicamento controlado.
2 - provocar dramas econômicos nas vidas das pessoas.
Fica difícil decidir, não é mesmo? O crime 1 pode matar, mas e o 2?
Acho o segundo tipo de crime pior. Os dramas econômicos provocam muitos outros nas vidas das pessoas. Alguém em situação econômica muito difícil pode cometer crimes. A dificuldade em encontrar trabalho pode levar ao crime. E crimes também geram mortes.
A mídia cometeu e comete os dois crimes supra mencionados.
No início deste ano, a mídia levou milhões de pessoas a se vacinarem sem necessidade contra a febre amarela ao fazer prevalecer a crença em que haveria uma epidemia dessa moléstia no país. Como a vacina contra a doença é perigosa, dezenas de pessoas adoeceram gravemente e pelo menos duas pessoas morreram por tomarem o medicamento sem necessidade depois de terem sido alarmadas pela mídia.
Agora, os grandes meios de comunicação - que todos sabem quais são - tentam provocar uma queda maior da atividade econômica, de forma a impedir que o governo Lula obtenha um ativo eleitoral que inviabilizaria a vitória do grupo político específico ao qual esses meios se aliaram no fim do século passado.
Não estou inventando nada. A própria guerra de previsões sobre a crise que governo e mídia travam mostra que estou certo.
Enquanto os meios de comunicação veiculam previsões pessimistas sobre os efeitos da crise no Brasil como se fossem fatos e transformam qualquer notícia negativa em comprovação tácita de que esse tipo de previsão é o que vai vingando, Lula e sua equipe vão tratando de dizer o contrário e pedindo às pessoas que não parem de consumir. Porém, timidamente.
Os problemas que estão surgindo na economia são todos previsíveis e previstos efetivamente. Todos sabiam que as economias americana e européia já estavam em recessão técnica. Os dados oficiais sobre o recuo dessas economias apenas confirmou o que já se sabia. A crise começou faz mais de um ano.
Todos sabiam que haveria recuo na atividade industrial por aqui. Houve - e ainda há - um problema de crédito no Brasil por conta da seca nas linhas de crédito no exterior. E qualquer um que trabalhe em qualquer empresa sabe que houve uma diminuição brusca nos negócios, não por conta de algum fator concreto, mas devido à "cautela" que os agentes econômicos adotaram diante das notícias e dos fatos no mundo rico.
Quando as pessoas físicas e jurídicas já começavam a não ver tanta crise assim e, aqui e ali, já começavam até a desqualificar a gravidade da crise em razão dos números da economia recém-divulgados, números que deram conta de que, ao menos estatisticamente, a crise ainda não teria chegado aqui, a mídia voltou a noticiar o que já se sabia que aconteceria como se fossem fatos novos.
Comparações sem sentido entre hoje e o passado tentam fazer parecer que o país está tão vulnerável hoje quanto estava na última grande crise econômica, a de 1999, quando o governo FHC, depois de passar a campanha eleitoral do ano anterior, na qual se reelegeu, prometendo a manutenção do dólar congelado, teve que promover uma maxidesvalorização do real, do que decorreu uma catastrófica queda da atividade econômica, com desemprego, aumento da pobreza, da desigualdade, da criminalidade e da violência.
Uma estratégia malandra foi vista ontem, quando , no fim da tarde, os grandes portais de internet passaram a divulgar que a Vale demitira 1300 funcionários e a Votorantim duas centenas deles, que depois caíram para uma centena e pouco nos jornais de hoje.
Os telejornais deitaram e rolaram em cima das demissões da Vale. Só para quem se aprofundou na notícia, porém, foi possível saber que as 1300 demissões na empresa foram ao redor do mundo e não apenas no Brasil, ainda que a maior parte dos demitidos seja de brasileiros.
No caso das duas empresas, ambas tiveram redução das atividades por conta de cancelamento de pedidos de grandes clientes no exterior. Ora, quem não sabia que haveria queda de atividade nas empresas que dependem muito de exportações?
A mídia, porém, apresenta as demissões nas duas empresas como se fossem indício de que todas as empresas demitirão, o que desejo afirmar aqui, peremptoriamente, que não acontecerá - e peço que me cobrem se houver alguma alta importante do desemprego nos próximos meses.
O que acontece é que a capacidade da queda da atividade econômica ao redor do mundo de gerar problemas ao Brasil, é bastante limitada. Haja vista que as exportações respondem por apenas 13% do PIB brasileiro.
Por outro lado, a valorização do dólar deverá dar uma forte contribuição a muitos setores da economia que vinham tendo graves problemas para competir com produtos importados.
Vejam só o que estava ocorrendo no segmento em que atuo, o de autopeças. Tomemos como exemplo um produto como pastilhas de freio. As produzidas na China estavam invadindo o país e já começavam a inviabilizar a produção nacional do produto. Agora, todas essas indústrias que vinham tendo queda de vendas por conta dos importados, ganharão fôlego.
Ainda no sentido de ressaltar dados sobre a economia que muitos desconhecem e que, por isso, não entendem por que os problemas que poderemos enfrentar não nos causarão tantos danos quanto no passado, vale reproduzir dados comparativos entre a economia do país na crise de 1999 e nesta.
Em 1999, as exportações brasileiras somavam US$ 50 bilhões. Hoje, são quase quatro vezes maiores, US$ 198 bilhões.
O saldo da balança comercial (diferença entre exportações e importações) era de US$ 6,6 bilhões negativos; hoje, está positivo em US$ 26 bilhões.
O PIB brasileiro, em 1999, era de cerca de US$ 600 bilhões, hoje é de US$ 1,4 trilhão.
A receita da conta-corrente, total de entrada e saída de dólares do país, era de US$ 64 bilhões em 1999, atualmente é de 245 bilhões.
Mas é no déficit em conta-corrente que se vê a grande diferença. Em 1999, havia um déficit de 4,1% do PIB; hoje, o déficit, que há alguns meses não existia, é de 1,8%, mas ocorreu devido a fatores diametralmente diferentes dos de 9 anos atrás.
Naquela época (1999), houve fuga de capital devido à quebra do Brasil, que então batia às portas do FMI e dos EUA para pedir US$ 40 bilhões emprestados, porque, conforme FHC ia queimando nossas reservas para que os Salvatores Cacciolas da vida retirassem seus dólares do país, essas reservas iam derretendo.
Antes do empréstimo do FMI, chegamos a ter apenas 16 bilhões de reservas em dólares, insuficientes para financiar até uns poucos meses de exportações. Hoje, temos US$ 200 bilhões de reservas.
E hoje há uma diferença fundamental para a saída de dólares do país, que a mídia alardeia que bateu nos US$ 7,2 bilhões no mês passado: enquanto ontem os dólares fugiam daqui por medo daqui, hoje eles saem daqui para irem socorrer os investidores estrangeiros nos países nos quais, ao contrário daqui, eles perderam dinheiro.
Contudo, apesar desse aumento das remessas de dólar ao exterior, que inclusive é maior mesmo nos fins de ano, no mês de outubro entraram US$ 3,9 bilhões de investimentos estrangeiros no Brasil, e não em especulação financeira - como era regra em 1999 - mas em setores produtivos.
Enquanto que em 1999 o percentual da dívida pública versus PIB respondia por cerca de metade das riquezas produzidas no país em um ano, hoje essa relação está em 36%, o menor nível em SESSENTA ANOS (!), e isso porque, tecnicamente, o Brasil não tem mais dívida externa, pois têm mais a receber do exterior do que tem a pagar.
Quando digo que a crise não nos pegará com muita força e que o governo Lula pode se consagrar no ano que vem - e comecei a dizer isso quando todos diziam o contrário, até membros do próprio governo -, não é sem razão. Tenho fortes motivos de convicção, motivos que não se limitam apenas à teoria mas também à prática de minha atividade profissional, que se encontra num dos setores mais afetados pela crise, o de exportações.
Porém, a estratégia da mídia pode, sim, vir a gerar problemas para o país. As decisões de suspensão de investimentos que empresários alarmados podem tomar certamente teriam efeito sobre a economia. E essa é uma área onde é perigoso brincar, pois o efeito dominó pode acabar transformando um problema perfeitamente contornável numa redução da atividade econômica que pode pôr o país inteiro em dramas econômicos.
É por isso que o governo Lula e seu titular vêm lutando contra o discurso midiático. Não há um dia em que Lula ou seus ministros não contestem as previsões catastrofistas e as tentativas da mídia de transformar problemas localizados em tendências, pois quando diz que "já há demissões" sinaliza que outras virão, ainda que não se tenha a menor indicação de que haverá aumento do desemprego ou que haverá uma queda mais expressiva na atividade econômica.
Está em curso uma guerra de previsões entre o governo e a mídia. Esta, acha que para ajudar o governador José Serra a chegar mais forte a 2010 precisa fazer com que a crise se agrave, pois a popularidade de Lula é que definirá se ele conseguirá transferir votos para a ministra Dilma Roussef e a mídia acredita que se mostrar que o Brasil só vinha bem até aqui porque "não havia" crise, diminuirá a popularidade do presidente.
Minha recomendação às pessoas é a de que combatam o catastrofismo e o pessimismo. Aí, logo acima, estão dados que devem ser divulgados para que as pessoas entendam o contexto do país na crise.
Está em curso o maior crime que a mídia já cometeu contra o país e, assim, cabe a cada um dos cidadãos responsáveis lutar contra ela. Porém, o governo precisa aumentar o tom de seu discurso, pois a gritaria da mídia sobre a crise está cada vez mais ensurdecedora. Estamos fazendo a nossa parte. Eu, pelo menos, estou tentando fazer a minha. Mas Lula tem que nos ajudar.
Por Eduardo Guimarães
Novembro 24, 2008
Esconderam - Quem são os analistas, os especialistas e o mercado?

Apesar de todas as previsões catastróficas dos analistas, especialistas e do mercado continuamos gerindo a crise de maneira correta e com competência bem diferente dos comentaristas do blog do Noblat que , como ele , só vê erros no governo do presidente Lula.
Os 8% de eleitores que não gostam do presidente Lula estão todos no "globo online" espalhados entre os repórteres e seus comentaristas. A negação da realidade é um problema sério porque não nos deixa caminhar livremente e ficamos presos no passado para sempre.
No "globo online e no jornal "O Globo" todas as notícias verdadeiras sobre o presidente Lula são escondidas ou não são veículadas. A oposição democrática a um governo estabelecido pelo voto popular é imprescindível. Mostrar os erros , traçar outros caminhos , apoiar os acertos e ter sempre em foco o povo e suas necessidades. A oposição dever ser responsável , não acobertar seus próprios erros e lutar por um país melhor.
Essas atitudes não são vistas no desempenho da oposição. Quanto a imprensa brasileira que se tornou um partido político cujo fim é dar um golpe de estado para voltar ao poder , o que tenho a dizer é que não conseguirão. Em matéria de negar a realidade a imprensa brasileira é o carro chefe da oposição.
Notícias contra o PSDB e os Democratas ou não são veículadas ou têm 10 segundos no JN e fim , nunca mais voltam ao prestigioso jornal.
O caso da cassação do governador Cássio Cunha Lima(PSDB) e seu vice(Democratas) é emblemático, não mereceu nem dez segundos de reportagem e o partido do vice não foi informado.
Os portais já não informam mais e "todos foram felizes para sempre".
Aguardem uma notícia contra o PT e o presidente Lula e comparem o tratamento.
Texto de Helio de Souza Borba - aposentado invocado
Novembro 17, 2008
Sabotagem - Conferência de biocombustíveis em São Paulo: em crises, enquanto uns choram, outros vendem lenços
O Brasil saiu da posição dos que choram e entra na grupo dos que "vendem lenços".Começa hoje (17) em São Paulo a 1ª Conferência Internacional de Biocombustíveis, organizada pela Casa Civil e pelo Ministério das Relações Exteriores.
O encontro reúne chefes de Estado, autoridades públicas, comunidade científica e acadêmica, representantes da sociedade civil e de organizações não-governamentais.
O tema central dos debates é Biocombustíveis como Vetor do Desenvolvimento Sustentável. Até quarta-feira (19) outros temas serão discutidos, como segurança energética, produção e uso sustentáveis, agricultura, processamento industrial, comércio internacional, mudança do clima e futuro dos biocombustíveis.
Às 18h30, haverá sessão especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, em que será apresentado parecer do Grupo de Trabalho de Bioenergia, com sugestões dos conselheiros a serem encaminhadas ao presidente Lula.
Paralelamente ao encontro, Lula abre às 13h a 1ª Exposição Internacional de Biocombustíveis.
O destaque brasileiro é a tecnologia que permite que os veículos utilizem tanto gasolina quanto álcool.
Colunistas do PIG estarão decretando o fim dos biocombustíveis, já que o petróleo baixou com a crise nos EUA e Europa. Mas não passa de falta de visão. A visão de longo prazo dessa gente costuma enxergar o horizonte de poucas semanas ou meses à frente. Foi assim com as retumbantes reportagens do JN sobre "a volta da inflação" no meio ano. E por falar em inflação, a projeção anual também caiu esta semana.
Biocombustíveis é uma realidade e continuará compondo parte da matriz energética em substituição ao petróleo, não só por questões econômicas, mas também ambientais.
Por: Zé Augusto
Novembro 09, 2008
Opinião - Choque de gestão é aumento da carga tributária
Mais do que nunca a liberdade de imprensa tem que prevalecer em Minas Gerais. O tão falado "choque de gestão" do governador Aécio nada mais é do que aumento da carga tributária - como se já não houvessem tantos impostos para o brasileiro pagar.Para se ter uma idéia é mais fácil para o mineiro que mora nas proximidades com os estados da Bahia, Rio e até mesmo São Paulo; adquirir um veículo novo, porque a carga tributária sobre os produtos industrializados é mais baixa do que em Minas. Portanto, Minas exporta mão de obra - que já não é muito qualificada - devido a falta de investimentos na edução. Além disso, Minas deixa de atrair novas indústrias, pois o incentivo fiscal não existe, ao contrário, posto que indústrias vem fugindo de nosso estado, preferindo outros onde existe a preocupação em fomentar a produçao, baixando os custos através de incentivos fiscais, melhorando a renda da população, ou seja, produzir para crescer! Ao passo em que em minas é apenas arrecadar.Para onde tem ido tanto dinheiro, se até o salário dos professores da rede estadual é uma "merreca"?
É necessário que a imprensa de Minas Gerais deixe de ser omissa e começe a discutir de forma transparente e imparcial os rumos, acertos e erros de nossos gestores públicos. Afinal, nosso políticos, são funcionários do povo e não daqueles "lobistas" que se escondem nos labirintos do poder.
Por Frederico Azevedo
Novembro 04, 2008
MÍDIA-POLÍTICA - O MITO DO BOM GESTOR

A Miriam Leitão e outros calunistas dos jornais e revistas de maior circulação, em respeito aos seus 10% de leitores com alguma inteligência, podiam deixar claro o que para eles faz de uma pessoa, no exercício de um cargo eletivo, um bom gestor.
Quais são suas carcterísticas, o que e como eles fazem, dizem, propõe, negociam e aprovam as decisões de governo. Assim prestariam um serviço à cultura pólítica brasileira, pois abiriam um debate sobre esse tema, superando os dogmas e palavras reveladas desses profetas de meia tijela. Não fazem porque constroem um mito em torno do PSDB/DEM de partido de bons(?) gestores.
Exatamente porque, mesmo sob os critérios deles próprios, os tucanos são uns incompetentes. Querem ersolver problemas social e ambientalmente complexos com técnicas de gestão empresarial(sic). Gestores sem metas, que quando tem não as cumprem. Cadê os infográficos de indicadores de gestão? Por que os jornalões não mostram, não comparam?
Taí um campo para desmistificá-los. TUCANO QUEBRA A ECONOMIA, JOGA O DÓLAR A MAIS DE R$ 4 REAIS, FAZ PRIVATARIA COM PATRIMÔNIO PÚBLICO, SOCORRE BANCOS A FUNDO PERDIDO, SUPERFATURA SISTEMA DE RADARES, AFUNDA PLATAFORMA, POLUI A BAIA DA GUANABARA, DERRUBA VIADUTO, AFUNDA METRÔ E PROMOVE ENFRENTAMENTO DE POLÍCIAS COM OS PIORES SALÁRIOS DO BRASIL.
ISSO É PSDB. ISSO É SERRA. E MUITO MAIS.
Por Geraldo Mendes
Patrulha Ideológica
Recentemente a revista Veja junto com a Globo vêm travando uma guerra ideológica e patrulhamento dos livros didáticos que são distribuídos gratuitamente aos alunos pelos governos. A "denúncia" surgiu quando uma mãe disse que o livro da filha tinha conotações politico-ideólogicas marxistas e que isso ela não aceitava. A revista Veja, como era de se esperar, veio com a reportagem e a partir daí o diretor de "jornalismo" da Globo Ali Kamel se juntou ao coro anti-subversivo desses livros.
Os artigos de Kamel e de outros reacionários de plantão que acreditam no que ele e a Veja escrevem fez parecer que voltamos na era do macarthismo. O macarthismo ficou conhecido como a época em que o senador dos EUA Joseph McCarthy perseguia e denunciava qualquer um que ele achasse ter vínculo ou idéias que simpatizavam com o comunismo as quais eram chamadas de subversivas e que foi muito bem retratado no filme de George Clooney chamado Boa Noite Boa Sorte (Good Night Good Luck).
Kamel escreveu e pediu o cancelamento da distribuição dos livros de história que continham "erros" sobre assuntos como o período maoísta na China (o livro não dizia que Mao era responsável pelo assassinato de milhões de chineses), sobre o "sagrado" sistema capitalista e acusou o governo brasileiro de tentar doutrinar os alunos com tal ideologia esquerdista. A partir disso, o jornalista Luis Nassif entrou na discussão e apresentou a verdadeira intenção de Kamel que era a de favorecer a editora que pertence a Globo que teria perdido uma fatia dos milhões de reais que os governos destinam para a compra desses livros.
Vale lembrar que esse livro referido por Kamel fazia 10 anos que estava em circulação e que recentemente já teria sido reprovado e suspendido pela avaliação do MEC e de professores. Quem faz a seleção dos livros didáticos são o MEC e os professores das áreas referidas, portanto, não teria nenhuma interferência do governo na escolha, mas sim pura paranóia guerra fria de Ali Kamel.
Sou professor eventual de biologia da rede pública e já vi alguns livros que são distribuídos que continham muitos erros, mas se eu vou dar aula e os alunos possuem o livro, com certeza identificarei tais erros e corrigirei com os alunos. O mesmo vai ser feito pelos professores de história, pois se o livro tiver tais imprecisões históricas o professor vai saber corrigir isso com os alunos e pronto. Não precisa fazer tempestade em copo d´água como esta fazendo Kamel e seus patrulhas do CCC (comando de caça aos comunistas que existiu na época da ditadura brasileira) na imprensa. Qual será a verdade que Kamel quer que seja passada aos alunos da rede pública? Vai ver seria melhor os professores de história e geografia deixarem de lado esses livros para usar a revista Veja e o jornal O Globo onde Ali Kamel escreve suas asneiras, na sala de aula.
Não sei o porque do alarde de Kamel e outros com medo de isso "contaminar" a mente dos alunos e como ultimamente uma escritora aqui de Piracicaba escreveu que o "mal já foi feito". Que mal seria esse? Seria o mal de ter alunos contestadores do sistema tornando-os subversivos?
Garanto que esses 10 anos que o livro circulou nas escolas, não se formou grupos de estudantes Maoístas revolucionários tentando acabar com o sistema capitalista e nem fez aumentar a filiação do partido comunista no Brasil. Assim os alunos se interessassem e lêssem os livros com o intuito de formar uma ideologia, pois quem sabe assim não teríamos alunos tão apáticos como hoje em dia.
Enfim, essa discussão ainda esta dando o que falar e nada vai adiantar mais uma vez a imprensa vir com mais essa retórica anti-esquerda que adota diariamente para também tentar interferir no processo educacional tentando doutrinar até os professores com essa paranóia.
Por João Humberto Venturini
